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Euro ganha com subida do desemprego nos EUA

O euro subia 0,84% face ao dólar, depois de ter sido anunciado que a taxa de desemprego dos Estados Unidos (EUA) cresceu em Agosto para o nível mais elevado dos últimos quatro anos, gerando novos receios de abrandamento económico.

João Mata 07 de Setembro de 2001 às 16:20
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O euro subia 0,84% face ao dólar, depois de ter sido anunciado que a taxa de desemprego dos Estados Unidos (EUA) cresceu em Agosto para o nível mais elevado dos últimos quatro anos, gerando novos receios de abrandamento económico.

A moeda única transaccionava nos 0,9031 dólares e valorizava 0,34% relativamente à divisa nipónica, ao valer 108,61 ienes.

O Governo norte-americano anunciou hoje que a taxa de desemprego da maior economia mundial subiu em Agosto para os 4,9%, depois de situar-se nos 4,5% no mês anterior, para o nível mais alto desde 1997.

Este aumento surpreendeu os analistas, que estimavam uma progressão inferior deste indicador, para cerca de 4,6%.

Os dados divulgados hoje indiciam que a economia dos EUA poderá continuar a abrandar nos próximos meses, agravando os receios gerados recentemente após a divulgação de outros indicadores económicos.

O índice que mede a evolução produção não manufactureira nos Estados Unidos recuou em Agosto para o seu nível mais baixo de sempre, segundo adiantou ontem a «National Association os Purchasing Management» (NAPM).

Na Zona Euro, a produção industrial alemã caiu 1,5% em Julho face ao mês anterior, arrastada pela quebra de bens de maquinaria de construção, material de escritório e camiões, de acordo com o Ministério das Finanças germânico.

O Governo da Alemanha, a maior economia da zona da moeda única, já havia anunciado que as encomendas à indústria recuaram inesperadamente em Agosto, deixando antever que o sector poderá continuar a abrandar nos próximos tempos.

O Banco Central Europeu (BCE) baixou recentemente a sua taxa de juro de referência em 25 pontos base pela segunda vez desde o início do ano, para os 4,25%, na tentativa de estimular a recuperação da economia europeia.

Os cortes decretados pelo BCE comparam com as sete reduções efectuadas pela Reserva Federal (FED) norte-americana no mesmo período, num total de 300 pontos base para os actuais 3,5%.

A descida dos juros costuma impulsionar o investimento e o consumo, através da redução dos encargos associados à contracção de financiamentos por parte de particulares e empresas.

Cada euro vale 200,482 escudos.

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