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Euro inverte perdas com investidores a aguardar emissão de dívida grega

O euro está a apreciar face ao dólar e a subir pela quarta sessão consecutiva, num dia em que os investidores estão a antecipar a emissão de divida da Grécia. Esta é a primeira emissão desde que foi aprovado o pacote de ajudas internacionais ao país, com o fim de o auxiliar no equilíbrio das contas públicas.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Abril de 2010 às 08:46
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O euro está a apreciar face ao dólar e a subir pela quarta sessão consecutiva, num dia em que os investidores estão a antecipar a emissão de divida da Grécia. Esta é a primeira emissão desde que foi aprovado o pacote de ajudas internacionais ao país, com o fim de o auxiliar no equilíbrio das contas públicas.

O euro sobe 0,18% para 1,3636 dólares e encontra-se em máximos de 22 de Março, ao subir pela quarta sessão consecutiva. Ontem a divisa europeia subiu 0,7%, ao negociar pela primeira vez, depois de os líderes da Zona Euro se terem comprometido a emprestar 30 mil milhões de euros, a uma taxa de juro abaixo da do mercado.

“O mercado suspendeu a respiração enquanto espera para como corre a emissão desta noite”, disse o estratega do Bank of New Zealand, Mike Jones à Bloomberg. “Quaisquer sinais de um queda da procura de activos gregos, pode criar nervosismo no mercado, pesando no euro”.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou, necessita de se financiar em 11,6 mil milhões de euros até ao final de Maio, para refinanciar a dívida que chega á maturidade e necessitará de se financiar noutros 20 mil milhões de euros no final do ano, para pagar juros e financiar o défice deste ano, que está estimado em 12,9% do PIB grego.

Os analistas de casas de investimento como a Morgan Stanley e o BNP Paribas dizem que os recentes ganhos do euro podem não ser duradouros, mesmo que a emissão de divisa grega seja bem sucedida, já que a economia europeia deverá crescer a menor ritmo do que a norte-americana.

“Os problemas do euro estão longe do fim”, disse uma equipa de analistas liderada pelo chefe de estratégia cambial do BNP Paribas, Hans-Guenter Redeker à Bloomberg. “O mais provável é que o resgate seja feito e que as economia periferais da Zona Euro tenham de atravessar um processo doloroso de ajustamento fiscal e salarial”.

Já o responsável pela análise do Bank of Tokio-Mitsubishi UFJ, Derek Halpenny disse que o euro está a subir impulsionado pelo abrandamento dos receios em torno da crise orçamenta grega mas que “o pacote financeiro não altera a perspectiva de médio-prazo, que aponta para que a Zona Euro tenha um desempenho inferior ao de outras economias desenvolvidas”, segundo uma nota de investimento citada pela Bloomberg.

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