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Euro perde força com dados económicos nos EUA

A moeda europeia seguia desvalorizar no câmbio contra a divisa norte-americana, pela segunda sessão consecutiva. O dólar beneficiou de dados económicos positivos e de reforço de posições por parte de investidores que escolher a moeda como forma de protecç

Paulo Moutinho 01 de Agosto de 2007 às 18:56
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A moeda europeia seguia desvalorizar no câmbio contra a divisa norte-americana, pela segunda sessão consecutiva. O dólar beneficiou de dados económicos positivos e de reforço de posições por parte de investidores que escolher a moeda como forma de protecção à quedas dos mercados accionistas.

O euro [eur] recuava 0,1% para 1,3670 dólares, tendo chegado a ceder um máximo de 0,22% durante a sessão, depois de ter sido revelado nos EUA que os serviços na indústria, apesar de terem caído em Junho, continuam em crescimento, e que as vendas de casas usadas aumentaram 5% no mesmo mês, sugerindo que o mercado imobiliário poderá ter atingindo um ponto de estabilização após vários meses de crise.

Estes dados foram interpretados pelo mercado como sinais de crescimento da economia norte-americana. Os dados económicos nos EUA são seguidos com atenção pelos investidores que tentam perceber qual a próxima movimentação da Reserva Federal norte-americana, a autoridade monetária do país.

Amanhã tem lugar a reunião mensal do Banco Central Europeu (BCE). Os membros do conselho de governadores vão divulgar a sua decisão quanto à taxa de juro de referência para a Zona Euro. Desta vez, e dado que se trata de um mês de férias, a reunião não é presencial. Os responsáveis vão realizar uma videoconferência para anunciar a manutenção da taxa nos 4%, segundo as previsões dos economistas consultados pela Bloomberg.

A contribuir para a valorização do dólar face ao euro esteve também o aumento da aversão ao risco dos investidores, numa nova sessão negra para os mercados accionistas mundiais. Segundo a Bloomberg, os investidores terão procurado a divisa norte-americana como refúgio ao "sell-off" que tem ensombrado as praças financeiras mundiais.

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