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Euro perto de registar maior queda trimestral desde 2001

O euro está prestes a registar a maior queda trimestral desde que Bill Clinton esteve na Casa Branca, e pode estender a subida, segundo um inquérito realizado pela Bloomberg a analistas e operadores.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 27 de Junho de 2005 às 11:50
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O euro está prestes a registar a maior queda trimestral desde que Bill Clinton esteve na Casa Branca, e pode estender a tendência de descida, segundo um inquérito realizado pela Bloomberg a analistas e operadores.

Dos 45 inquiridos, 67% aconselham a venda do euro, o que supera os 52% observados na semana anterior. Os investidores e operadores têm pressionado o euro para valores mais baixo dos últimos 10 meses com a especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) vai reduzir a taxa de juro da Zona Euro, pela primeira vez desde 2003 com o objectivo de impulsionar a economia europeia.

O dólar está a beneficiar do crescimento económico mais acelerado dos EUA, que deverá expandir-se mais do que a Europa pelo quarto ano consecutivo, e das «yields» mais elevadas disponíveis na dívida dos EUA.

No último trimestre o dólar avançou 4,35% contra o euro, o primeiro ganho trimestral em três. Segundo o inquérito realizado pela Bloomberg, o dólar prepara-se para subir novamente no trimestre actual, com a maior valorização desde que Bill Clinton esteve na Casa Branca, na altura um acréscimo de 7% frente á moeda europeia. Desde o início do segundo trimestre deste ano, o euro perdeu 6,19% frente ao dólar.

O euro tem sido afectado pelos dados económicos saídos do seio da União Europeia, das revisões em baixa do crescimento económico e da especulação em torno de uma possível redução de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

Hoje, o euro [eur] está a recuperar, subindo 0,57% para 1,2160 dólares, depois de responsáveis do BCE terem afirmado que a taxa de juro praticada actualmente na Zona Euro está apropriada, amenizando as preocupações com um possível corte de juros na região. A Zona Euro pratica uma taxa de juro de 2%, o que compara com os actuais 3% aplicados pelos EUA.

A Reserva Federal (Fed) vai reunir no próximo dia 30 de Junho e o mercado acredita que os responsáveis aumentem os juros para os 3,25%.

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