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Euro pouco alterado apesar de queda na produção industrial dos EUA

O euro seguia pouco alterado, a ganhar 0,06% face ao dólar, depois de ser anunciado que a produção industrial norte-americana recuou em Junho pelo nono mês consecutivo, indiciando que a recuperação económica dos EUA poderá demorar mais do que o previsto.

João Mata 17 de Julho de 2001 às 17:26
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O euro seguia pouco alterado, a ganhar 0,6% face ao dólar, no dia em que foi anunciado que a produção industrial norte-americana recuou em Junho pelo nono mês consecutivo, indiciando que a recuperação económica dos Estados Unidos (EUA) poderá demorar mais tempo do que o previsto.

A moeda única negociava nos 0,8538 dólares e registava uma desvalorização de 0,29% relativamente à divisa nipónica, ao valer 106,68 ienes.

A produção industrial norte-americana caiu 0,7% em Junho, depois de regredir 0,5% no mês anterior, naquela que foi a maior desvalorização deste indicador desde Janeiro do corrente ano.

Estes dados sinalizaram que recuperação da economia norte-americana poderá demorar mais algum tempo, apesar dos seis cortes de taxas de juro efectuados pela Reserva Federal (FED) desde o início do ano, num total de 275 pontos base para os actuais 3,75%, para tentar estimular o crescimento económico.

Os mercados aguardam o discurso do presidente do FED, Alan Greenspan, perante os membros do Congresso norte-americano, que terá lugar amanhã, na expectativa de indícios sobre a actuação da autoridade monetária norte-americana nos próximos tempos.

Os analistas estão também expectantes em relação à decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre uma possível descida dos juros na Zona Euro, na sua reunião que irá realizar-se na próxima quinta-feira.

O consenso do mercado aponta para que a autoridade monetária europeia mantenha inalterada a sua taxa de juro de referência, que actualmente se situa nos 4,5%, continuando a aguardar por indícios de descida das pressões inflacionistas antes de baixar o preço do dinheiro na Zona Euro.

O BCE cortou a sua taxa directora por uma única vez desde o início de ano, em 25 pontos base, no dia 10 de Maio, tendo considerado na semana passada que o actual nível dos juros é «apropriado» para conter as pressões inflacionistas no «médio prazo».

A taxa de inflação da Zona Euro avançou para os 2,9% em Maio, alargando a distância para a meta de 2% traçada pelo BCE, um objectivo que, segundo Wim Duisenberg, presidente da autoridade monetária, deverá ser atingido no decorrer do próximo ano.

A descida dos juros costuma impulsionar o investimento e o consumo, através da redução dos encargos associados à contracção de empréstimos. No entanto, este movimento pode também levar ao aumento das pressões inflacionistas, em função do incremento da procura.

Cada euro vale 200,482 escudos.

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