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Euro recua do máximo de sete meses

A divisa europeia seguia em queda, a corrigir do máximo de sete meses registado ontem nos 1,2384 dólares, com os investidores a especularem em torno da continuação da subida das taxas de juro dos EUA, como sinal de que o crescimento económico norte-americ

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 20 de Abril de 2006 às 13:04
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A divisa europeia seguia em queda, a corrigir do máximo de sete meses registado ontem nos 1,2384 dólares, com os investidores a especularem em torno da continuação da subida das taxas de juro dos EUA, como sinal de que o crescimento económico norte-americano continua robusto.

O euro segue em queda de 0,46% para os 1,2326 dólares.

Os investidores aguardam com expectativa a divulgação de hoje do índice de manufactura divulgado pelo Banco Federal de Filadélfia, que pode dar indicações sobre a actuação da Reserva Federal dos EUA em relação aos juros directores.

Os especialistas esperam que o índice de manufactura registe um aumento para 14 em Abril, contra os 12,3 registados em Março, de acordo com um inquérito conduzido pela Bloomberg. O mercado considera que se esta estimativa se concretizar, este é um sinal de que o crescimento económico norte-americano continua robusto e, por isso, continuam a existir condições para a subida dos juros de referência.

O consenso de analistas aponta para que a Reserva Federal suba mais 25 pontos base nos juros directores na reunião de 10 de Maio, o que a concretizar-se será a 16ª subida consecutiva desde Junho de 2004 e coloca o custo de endividamento nos 5%. Na Zona Euro, as taxas de juro definidas pelo Banco Central Europeu encontram-se actualmente nos 2,5%.

A especulação em torno da robustez da economia dos EUA levou os investidores a aumentarem a pressão de compra sobre o dólar no mercado cambial, em detrimento da divisa partilhada por 12 das 25 economias da União Europeia. As projecções da OCDE também apontam para um crescimento mais robusto da economia norte-americana, que deverá superar os 3% até 2010, face à da Zona Euro, que deverá ficar nos 2,1%.

A análise técnica também já sugere que a queda de 4% do dólar face ao euro registada este ano já é excessiva, contribuindo para a subida da moeda norte-americana.

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