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Euro sobe para máximo de quase um ano acima dos 1,26 dólares

O euro valorizava hoje pela sexta sessão consecutiva e negociava no valor mais elevado de quase um ano, encaminhando-se para a maior subida mensal do último ano e meio. Os vários indícios de que a Reserva Federal está perto de terminar o seu ciclo de subi

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 28 de Abril de 2006 às 16:20
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O euro valorizava hoje pela sexta sessão consecutiva e negociava no valor mais elevado de quase um ano, encaminhando-se para a maior subida mensal do último ano e meio. Os vários indícios de que a Reserva Federal está perto de terminar o seu ciclo de subida de juros nos EUA têm impulsionado a moeda única europeia.

Contra a moeda norte-americana o euro valorizava 0,71% para os 1,2622 dólares, depois de ter tocado nos 1,2623 dólares o que representa o nível mais elevado desde 24 de Maio de 2005.

Vários têm sido os responsáveis da Fed a indiciar que o fim do ciclo da subida de juros nos EUA está perto, apoiados nos dados económicos que têm sido divulgados. Ontem o presidente da autoridade monetária, Ben Bernanke sugeriu mesmo que a Fed do país pode fazer uma paragem no ciclo de subidas de juros nos EUA, isto numa altura em que o mercado antevê que na Europa, o Banco Central Europeu (BCE), anuncie mais do que uma subida de juros nos próximos meses.

Nem o facto de ter sido hoje divulgado que o PIB dos EUA cresceu ao maior ritmo dos últimos dois anos acalmou a moeda única europeia. A economia dos EUA expandiu-se ao ritmo mais acelerado em mais de dois anos no primeiro trimestre, impulsionada por uma melhoria nos gastos de consumo e no investimento das empresas.

O Produto Interno Bruto norte-americano cresceu a uma taxa de 4,8% no período em análise depois de ter avançado 1,7% nos três meses anteriores, anunciou hoje o Departamento do Comércio.

Relativamente à maior economia do mundo foi também hoje divulgado um dado desfavorável. A confiança dos consumidores nos EUA caiu mais do que o esperado este mês uma vez que os preços recorde da gasolina retiraram poder de compra aos cidadãos norte-americanos.

O índice que mede a confiança dos consumidores na maior economia do mundo caiu de 88,9 pontos em Março para 87,4 pontos no mês em análise. Os economistas consultados pela Bloomberg apontavam para um declínio para os 89 pontos.

A impulsionar também o euro está o facto de a confiança dos consumidores e dos empresários da Zona Euro ter crescido em Abril para o nível mais elevado dos últimos cinco anos, ao mesmo tempo que a inflação acelerou a um ritmo superior ao esperado. Estes dados sugerem que o Banco Central Europeu (BCE) está a ganhar mais espaço para fazer novos aumentos dos juros.

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