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Euro sobe pela primeira vez em seis sessões após dados dos EUA

O euro seguia a valorizar pela primeira vez nas últimas seis sessões, depois de terem sido divulgados dados desfavoráveis para a moeda americana, como a compra de activos dos EUA abaixo do esperado e a queda da inflação no mês de Maio.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Junho de 2005 às 15:15
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O euro seguia a valorizar pela primeira vez nas últimas seis sessões, depois de terem sido divulgados dados desfavoráveis para a moeda americana, como a compra de activos dos EUA abaixo do esperado e a queda da inflação no mês de Maio.

O euro [eur] subia 0,61% para os 1,2105 dólares, depois de já esta manhã ter tocado num novo mínimo de nove meses nos 1,2017 dólares.

O mercado aguardava a divulgação destes dados económicos para avaliar se o dólar teria mais força para continuar a valorizar e quebrar a barreira dos 1,20 dólares. Como os indicadores económicos desiludiram, a moeda única está agora a negociar acima dos 1,21 dólares.

O investimento estrangeiro em activos denominados em dólares cresceu menos do que o esperado, em Abril. Os investidores estrangeiros acumularam 47,4 mil milhões de dólares (39,29 mil milhões de euros) em activos norte-americanos, um valor inferior aos 70 mil milhões de dólares (58,03 mil milhões de euros) estimados pelos economistas contactados pela Bloomberg.

A subida acima do esperado deste valor iria revelar que os investidores estavam a apostar forte na divisa americana e iriam necessitar de comprar mais dólares para financiar a aquisição de activos dos Estados Unidos.

A menor subida deste indicador também sugere que o défice de conta corrente dos Estados Unidos poderá continuar em valores elevados, pois o investimento não está a ser tão forte como o antecipado.

Outro dado negativo para o dólar foi a queda da inflação em Maio, pois sugere que a Reserva Federal poderá abrandar o aumento de juros nos Estados Unidos, devido ás baixas pressões inflacionistas e ao período de menor fulgor que a economia atravessa.

A inflação nos Estados Unidos caiu 0,1%, em Maio, na primeira descida do índice de preços no consumidor norte-americano desde Julho de 2004, anunciou o Departamento do Trabalho.

Este ano o euro acumula uma queda de cerca de 12% face ao dólar, explicada sobretudo pelo diferencial de taxas de juro entre a Zona Euro e os Estados Unidos.

Depois das especulações sobre um possível corte de juros por parte do Banco Central Europeu, o presidente da autoridade monetária europeia veio hoje afirmar que não está a preparar os mercados para nenhuma mexida no preço do dinheiro.

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