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Euro valoriza com queda de índice de indicadores económicos dos EUA

O euro subiu face ao dólar depois do índice de indicadores económicos dos Estados Unidos da América ter caído em Junho pela primeira vez num ano.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 22 de Julho de 2004 às 16:30
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O euro subiu face ao dólar depois do índice de indicadores económicos dos Estados Unidos da América ter caído em Junho pela primeira vez num ano. O facto da descida nos pedidos iniciais de subsídio ao desemprego naquele país ter sido maior do que a esperada pelos analistas não chegou para contrariar a desvalorização da divisa americana.

Contra o dólar, a moeda única europeia [eur] valorizava 0,16% para os 1,2278 dólares.

O índice, que conjuga vários indicadores económicos dos Estados Unidos, desceu 0,2% em Junho, na primeira queda em mais de um ano, devido ao decréscimo nas licenças para construção e queda no número de horas trabalhadas, anunciou hoje o Conference Board.

Esta queda surge depois do crescimento de 0,4% registado em Maio e marca o segundo mês de quedas entre os últimos 15 meses. Os economistas estimavam que o índice ficasse inalterado no mês passado.

Este comportamento sugere que a economia americana poderá abrandar o seu ritmo de crescimento na segunda metade do ano, apesar de alguns economistas considerarem que este efeito será passageiro.

A Reserva Federal estima que o PIB dos Estados Unidos cresça entre 4% e 4,75% este ano, ao ritmo mais elevado de cinco anos.

Redução dos pedidos de subsídio ao desemprego não chega para contrariar ganhos do euro

Hoje foi também revelado o número de pedidos iniciais de subsídio ao desemprego dos Estados Unidos da América que, apesar de terem descido mais do que o esperado pelos analistas, não chegou para contrariar os ganhos do euro.

O número de pedidos iniciais de subsídio ao desemprego registados nos EUA na semana que terminou a 10 de Julho último ascendeu a 339 mil, o que significa uma redução de 11 mil inscrições face aos sete dias imediatamente anteriores, anunciou hoje o governo dos EUA.

Os economistas consultados pela Bloomberg aguardavam, em média, que o número de registos iniciais para subsídio ao desemprego caísse para 345 mil, tendo por base uma leitura inicial de 349 mil.

O dólar caiu igualmente face ao iene, uma vez que o governador do banco central do Japão, Toshihiko Fukui disse hoje que a economia da nação vai «a ganhar força», uma vez que a recuperação iniciada pelas exportações e pelo investimento de capitais está expandir-se aos consumidores.

Estas declarações surgem um dia depois do banco do Japão ter duplicou a sua previsão de crescimento, do ano fiscal que começa em Abril, para 3,5%, o ritmo mais rápido de oito anos, o que pode significar que a segunda maior economia do mundo está a aproximar-se do fim da deflação.

O crescimento para o ano fiscal referido vai exceder o ritmo de 1,8% previsto em Dezembro último, disse ontem o Departamento do Trabalho em Tóquio.

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