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Euronext Lisbon com dez títulos a fixarem novos máximos de 12 meses

A bolsa nacional negociava em subida, em contra ciclo com a maioria das praças europeias com dez empresas a fixarem máximos de 52 semanas. Em Lisboa, o PSI-20 atingiu um máximo desde Junho de 2002 ao longo da manhã, nos 6941,87 pontos, com uma subida de 0

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 15 de Janeiro de 2004 às 13:18
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A bolsa nacional negociava em subida, em contra ciclo com a maioria das praças europeias com dez empresas a fixarem máximos de 52 semanas. Em Lisboa, o PSI-20 atingiu um máximo desde Junho de 2002 ao longo da manhã, nos 6941,87 pontos, com uma subida de 0,46%.

O índice PSI-20 [PSI20] segue com uma valorização de 0,23%, a marcar 6.925,37 pontos, com onze acções a subir, três inalteradas e as restantes seis em queda. Novabase, Sonae SGPS, Sonaecom, Brisa, Cofina, Pararede, Impresa, Gescartão, BPI e Portugal Telecom fixaram novos máximos de 52 semanas.

No resto da Europa, o Ibex madrileno [IBEX] seguia a derrapar 0,56%, em Londres, o FTSE recuava 0,04%, o DAX alemão descia 0,04% e, em Milão, o MIBTEL, depreciava 0,03%. Amesterdão e Paris seguem a tendência de subida de Lisboa, com ganhos de 1,03% e 0,09%, respectivamente.

Pedro Coelho, «trader» da Atrium.pt considera que a cautela que se vive hoje nas praças está relacionada com a divulgação de resultados da gigante norte-americana, Intel, referindo que «apesar dos resultados terem sido bons, começa-se a ponderar se as empresas como a Intel, que registaram um forte crescimento no final do ano passado, vão conseguir manter as elevadas taxas de crescimento, trazendo algum desânimo para o mercado».

Ainda assim, refere que o anúncio da compra do Bank One por parte da JP Morgan, anunciado ontem à noite, veio, em parte, impedir fortes quedas na Europa, com o segmento segurador e bancário a puxarem os índices.

Pedro Coelho esperava uma maior valorização do Banco Comercial Português [BCP], que segue com uma apreciação de 0,59%, para os 1,70 euros por acção. A impedir maiores ganhos poderá estar a exposição do maior banco privado português à Parmalat, no valor de quatro milhões de euros, revelou o Jornal de Negócios, embora uma fonte oficial da instituição tenha garantido que «esta posição se encontra provisionada e reflectida nas contas de 2003».

O Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] cotava nos 13,05 euros, a subir 0,38%, enquanto o Banco BPI [BPIN] somava 0,33% para os 3,03, depois de ter fixado um novo máximo de 52 semanas ao tocar nos 3,05 euros.

As duas empresas do grupo Sonae cotadas no PSI-20, também chegaram ao valor mais elevado dos últimos 12 meses. A Sonaecom [SNC] apreciava 2,75% para os 2,99 euros, depois de ter chegado a valer 3,00 euros durante a manhã. O «Diário Económico» publicou hoje que a Optimus espera atingir este ano os 24% de cobertura da população em UMTS a que se comprometeu, antecipando a meta do regulador que é de 20% a 1 de Janeiro de 2005. No Iberian Daily, o BPI espera uma margem de EBITDA de 25,8% e considera positivo se «a Optimus aumentar as tarifas em linha com o que a TMN fez». A casa-mãe, a Sonae SGPS, seguia com uma apreciação de 2,53% para os 0,81 euros.

A Brisa [BRISA] seguia inalterada face ao valor de fecho de ontem, a marcar 5,61 euros por acção, depois de ter chegado aos 5,63 euros durante a manhã. A Impresa [IPR] subia 1,56% para os 3,90 euros.

A Portugal Telecom [PTC] caía 0,35% para os 8,49 euros, com pouco mais de 1,5 milhões de valores a mudarem de carteiras, a acompanhar a queda das congéneres europeias, que estão hoje a corrigir os ganhos obtidos na sessão de ontem. A subsidiária PT Multimédia somava 0,48% para os 16,85 euros por acção.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] cotava nos 2,09 euros a avançar 0,48% e a Cofina, grupo detentor do Negócios.pt e Jornal de Negócios, subia 1,51% para os 2,69 euros.

A Mota-Engil depreciava 1,27% para os 1,55 euros. A Mota-Engil, maior construtora portuguesa, é uma das 17 companhias que está a concorrer aos projectos para construção de nove auto-estradas na Hungria, que estão avaliados em mais de 400 mil milhões de forints (1,5 mil milhões de euros). No Iberian Daily, o BPI considera que a prioridade da construtora é a construção das infra-estruturas para o TGV e não o projecto da Hungria.

A Reditus atingiu um novo máximo das últimas 52 semanas nos 1,51 euros, apesar das electrónicas estarem a pressionar na Europa, e cotava agora nos 1,54 euros a subir 5,48%. A Novabase recuava 0,31% para os 6,37 euros, depois de ter fixado o máximo de 12 meses nos 6,40 euros.

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