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Euronext Lisbon encerra a valorizar (act.)

A bolsa nacional subiu 0,27%, num dia em que o mercado reflectiu o fim do prazo de entrega de propostas para a Portucel. A Sonae SGPS atingiu um novo máximo desde Maio de 2000, com a Cofina e a Semapa, também elas candidatas à privatização, a valorizarem,

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2004 às 17:59
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A bolsa nacional subiu 0,27%, num dia em que o mercado reflectiu o fim do prazo de entrega de propostas para a Portucel. A Sonae SGPS atingiu um novo máximo desde Maio de 2000, com a Cofina e a Semapa, também elas candidatas à privatização, a valorizarem, à semelhança da empresa de pasta.

O índice PSI-20 [PSI20] fechou nos 7.671,01 pontos, a subir 0,27%, depois de ter atingido 7.704,21 pontos no meio da sessão, com 12 acções a valorizar, duas inalteradas e seis em queda. Foram atingidos 12 máximos de, pelo menos, 52 semanas, nove dos quais listadas no PSI-20: Sonae SGPS, Sonaecom, Corticeira Amorim, Portucel, PT, PT Multimédia, BES, Cofina e EDP. Fora do índice, atingiram igualmente novos máximos as empresas Efacec, Teixeira Duarte e Mota-Engil.

No dia em que foram entregues as propostas para a privatização de 30% da Portucel [PTCL], a papeleira atingiu um novo máximo desde Fevereiro de 2001, nos 1,55 euros, valor em que encerrou, subindo 0,65%.

A Lecta, controlada pela empresa de capital de risco CVC, apresentou hoje, antes do fecho do mercado, a primeira proposta de aquisição de 30% da Portucel, no âmbito da privatização. A Semapa, a Cofina, a Domtar e a sul-africana Mondi também apresentaram as suas propostas, elevando para cinco o número de interessados no concurso.

A Semapa [SEMA] «pode ter interesse em comprar a posição da Sonae (na Portucel), mas só após ver o resultado do concurso», afirmou entretanto Pedro Queiroz Pereira. O presidente da Semapa, que falava hoje aos jornalistas na apresentação das propostas à Portucel, avançou ainda que, caso adquira o controlo da empresa, lançará uma OPA sobre o restante capital. A Semapa encerrou a sessão 3,89 euros, a subir 0,26%.

A Cofina [COFI], proprietária do Canal e Jornal de Negócios, avançou 3,07%, para os 3,02 euros, avançando para o valor mais elevado desde Dezembro de 2000, nos 3,04 euros.

A Sonae manteve contactos com praticamente todos os presumíveis interessados na segunda fase da privatização da Portucel, com excepção da Cofina e da Lecta, numa tentativa de assegurar a venda da sua posição de 25% na papeleira ao vencedor do concurso, avançou hoje o Jornal de Negócios.

Belmiro de Azevedo, que estabeleceu o valor de alienação em 1,55 euros por cada acção da papeleira, encetou conversações com a sueca Stora Enso, a sul-africana Mondi, a canadiana Domtar e com Pedro Queiroz Pereira, presidente da Semapa. O acordo «verbal» terá sido conseguido com a Mondi, Stora Enso e Pedro Queiroz Pereira.

A ‘holding’ liderada por Belmiro de Azevedo [SON] terminou a sessão a ganhar 3,06%, para 1,01 euros, com 21,92 milhões de títulos transaccionados. Hoje, a Sonae SGPS atingiu o valor máximo de Junho de 2001.

Já a participada Sonaecom [SNC] apreciou 2,61%, para os 3,14 euros, depois de ultrapassar o valor mais elevado das últimas 52 semanas, nos 3,15 euros.

O Banco Comercial Portugês (BCP) [BCP] foi o título que mais impulsionou a subida da bolsa, ao avançar 1,48%, para os 2,06 euros, com 12,38 milhões de acções transaccionadas. Em comunicado, o Banco Sabadell anunciou ontem que o BCP, que controla 8,5% do seu capital e o La Caixa, assumiram o compromisso irrevogável de não vender, ceder ou realizar qualquer outra transacção com as acções referentes ao aumento de capital do Sabadell, por um período de 90 dias.

O Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] fechou inalterado, nos 14,20 euros, atingindo um novo máximo dos últimos 12 meses, nos 14,23 euros, enquanto o Banco BPI [BPIN] caiu 0,92%, para os 3,22 euros.

A Portugal Telecom (PT) [PTC] e a sua participada PT Multimédia [PTM] fecharam igualmente em novos máximos. A operadora de telecomunicações atingiu os 9,27 euros, máximo de Janeiro de 2002, encerrando a subir 0,55%, para 9,20 euros. Já a PT Multimédia alcançou o máximo, de 18,29 euros, terminando a subir 1,23%, para os 18,16 euros.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] encerrou nos 2,29 euros, tendo avançado para os 2,34 euros no meio da sessão, o que equivale ao máximo de Maio de 2002.

A Corticeira Amorim [COR], que entrou em Janeiro passado no PSI-20, encerrou a apreciar 3,33%, para os 1,24 euros, subindo ao novo máximo de 1,25 euros, o valor mais elevado desde Dezembro de 2000. O Barclays recomendou «acumular» as acções da empresa de cortiça, perante o potencial de valorização face ao preço alvo de 1,50 euros. O banco britânico alerta para a «baixa liquidez e elevada concentração das acções no Grupo Amorim».

Fora do índice principal da Euronext Lisbon, o sector de construção registou os maiores ganhos, com a Mota-Engil [EGL] e a Teixeira Duarte [TXDE] a subirem para novos máximos. O maior grupo construtor nacional terminou a recuar 1,20%, para os 1,64 euros, depois de atingir o máximo de 1,70 euros. Já a Teixeira Duarte avançou 13,64%, para um euro, máximo das últimas 52 semanas.

A Efacec [EFA] avançou 4,27%, para os 4,40 euros, também em novo máximo de 12 meses.

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