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Euronext Lisbon recua após ganhos das últimas sessões

A bolsa portuguesa seguia em queda, em linha com as principais praças europeias, depois de ter registado uma série de 11 sessões em que o principal índice avançou 5,29%, tendo caído apenas por duas vezes. As quedas do BCP e EDP arrastavam o PSI-20 para um

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 09 de Março de 2004 às 13:05
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A bolsa portuguesa seguia em queda, em linha com as principais praças europeias, depois de ter registado uma série de 11 sessões consecutivas de ganhos em que o principal índice avançou 5,29%. As quedas do Banco Comercial Português (BCP) e Electricidade de Portugal (EDP) arrastavam o PSI-20 para uma perda de 0,63%.

O índice que agrega as 20 maiores empresas em termos de liquidez e capitalização bolsista [PSI20] cotava nos 7.902,70 pontos, com 12 títulos a cair, três a ganhar e cinco inalterados. A bolsa portuguesa, que ontem chegou a negociar a apenas 30 pontos da barreira dos 8.000 pontos, recuou, num movimento que os analistas consideram normal.

«É uma correcção saudável e normal depois dos fortes ganhos dos últimos dias. Além disso, está em linha com o que se passa na Europa. Nem sempre Lisboa pode ficar indiferente aos outros mercados» disse ao Canal de Negócios (www.negocios.pt), José Calheiros, operador do BIG - Banco de Investimento Global.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] era o papel que mais contribuía para as perdas, recuava 1,20% para os 2,46 euros. A empresa emitiu um comunicado em que reafirma que as negociações para a compensação do fim dos contratos de aquisição de energia ainda não estão terminadas.

«Pelos vistos, não se confirmam, para já, os valores anunciados dos CAEs, que seriam acima do esperado, e isso retirou algum gás à EDP», disse a mesma fonte.

A imprensa nacional noticiou ontem que a empresa liderada por João Talone podeia vir a encaixar 3,5 mil milhões de euros nos próximos 10 anos como compensação pelo fim dos CAEs, acima dos 2 mil milhões de euros estimados. No entanto, este valor não foi confirmado.

O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] perdia 0,92% para os 2,15 euros, depois de ter tocado num máximo de, pelo menos, 52 semanas, nos 2,19 euros. O Jornal de Negócios adianta hoje que o banco e a AXA vão reiniciar as contactos sobre a Seguros & Pensões, tendo em vista a compra pelo grupo francês de, pelo menos, parte do negócio da «holding» seguradora do grupo nacional.

Ainda na banca, o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] seguia inalterado nos 14,27 euros e o Banco BPI [BPIN] perdia 0,62% para os 3,19 euros.

A Sonae SGPS [SON] recuava 0,94% para os 1,05 euros. Já a Sonaecom [SNC] tocou em máximos desde Abril de 2002, nos 3,48 euros, seguindo inalterada nos 3,45 euros.

A ParaRede [PARA] tocou num máximo de Fevereiro de 2002, ao cotar nos 0,60 euros, depois de ter quebrado a resistência dos 0,54 euros. A próxima «barreira psicológica», dizem os analistas, está nos 0,65 euros. Os títulos da ParaRede seguiam a subir 13,46% para os 0,59 euros.

A empresa anunciou hoje que vai converter em financiamentos de médio e longo prazo com termo em 2009 cerca de 15,3 milhões de euros de dívida de curto prazo. A primeira prestação de capital deste empréstimo será em Junho de 2005. Os 15,3 milhões de euros correspondem a cerca de 78% da dívida de curto prazo anteriormente contratada pela ParaRede.

A Portugal Telecom (PT) [PT] seguia a perder 0,32% para os 9,37 euros, enquanto a sua subsidiária PT Multimedia (PTM) [PTM] tocou um máximo de Março de 2001 nos 19,64 euros. Os títulos da PTM seguiam a ganhar 0,26% para os 19,53 euros.

A Gescartão [GCT] estabeleceu um novo máximo histórico nos 9,46 euros. Os títulos continuam a beneficiar dos rumores de uma eventual oferta pública de aquisição (OPA) sobre a empresa. As acções da Gescartão seguiam a ganhar 1,83% para os 9,45 euros.

A Reditus [RED], que tem uma participação no capital da ParaRede , atingiu um máximo de pelo menos 52 semanas nos 2,63 euros. Entre outros papéis em máximos, contam-se empresas como o Banif [BANIN], que atingiu os 6,21 euros, a Ibersol [IBRS], nos 4,70 euros, e a Lisgráfica [LIAG], nos 3,19 euros.

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