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"Choque histórico" da procura deixa petróleo volátil. Bolsas europeias sobem com expectativa de alívio nas medidas de contenção

Acompanhe o dia nos mercados, minuto a minuto.

O Dow Jones teve uma valorização de mais de 11% na terça-feira.
Lucas Jackson/Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Abril de 2020 às 17:51
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Futuros da Europa e EUA em alta

Depois de terem quebrado ontem um ciclo de cinco sessões consecutivas de ganhos, as ações europeias deverão voltar a terreno positivo esta quinta-feira, contrariando o pessimismo da sessão asiática.

As ações caíram em Hong Kong e no Japão, mas os futuros da Europa e dos Estados Unidos já seguem em alta, depois de uma queda inicial. Na China e na Coreia do Sul, o dia foi de subidas ligeiras no mercado acionista, ainda que os volumes permaneçam muito abaixo do normal.

Em Wall Street, tal como na Europa, o dia de ontem foi de perdas, com as ações a serem penalizadas pelos maus dados económicos e pela forte descida do petróleo.

A contribuir para as perdas estiveram ainda os resultados de alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos, como o Goldman Sachs, Bank of America e Citigroup, que já denunciam o forte impacto do covid-19 na sua atividade.

Esta quinta-feira serão revelados os números relativos aos novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos, na semana terminada a 11 de abril, estimando-se um aumento de 5,1 milhões – o que, a confirmar-se, elevará para perto de 22 milhões os pedidos feitos nas últimas quatro semanas.

Ponto de situação nos mercados

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STOXX 50     2793,72  -14,00 -0,50% 
DAX 30      10257,60  -17,50 -0,17% 
FTSE 100     5581,70  -12,80 -0,22% 
Dow         23230,00 -161,00 -0,69% 
S&P 500      2755,50  -19,60 -0,71% 
Nasdaq 100   8531,00  -63,00 -0,73% 
Futuros (Às 0352 TMG) 
 
Nikkei      19315,45 -234,64 -1,20% 
Hang Seng   23970,44 -174,90 -0,72% 
Xangai       2811,01   -0,17 -0,01% 
Xenzhen A    1816,92    0,28  0,02% 
Preços (Às 0325 TMG) 
 
Dow        23504,35 -445,41 -1,86% 
Nasdaq      8393,18 -122,56 -1,44% 
S&P 500     2783,36  -62,70 -2,20% 
FTSE 100    5597,65 -193,66 -3,34% 
FTSE 250   15347,56 -735,01 -4,57% 
DAX 30     10279,76 -416,80 -3,90% 
CAC40       4353,72 -170,19 -3,76% 
STOXX 600    323,06  -10,85 -3,25% 
STOXX 50    2808,20 -109,54 -3,75% 
Preços de Fecho 
Bolsas regressam aos ganhos após fortes quedas
Bolsas regressam aos ganhos após fortes quedas

As bolsas europeias abriram em alta esta manhã, apagando parte das quedas violentas que sofreram na véspera, quando tinham interrompido uma série de cinco sessões em alta.

O Stoxx600 avança 1,15% para 326,72 pontos, com quase todos os setores a negociar em alta. Ontem o índice europeu tinha cedido mais de 3% e Wall Street sofreu a maior queda desde 1 de abril, com os resultados empresariais desfavoráveis e os dados económicos a pesarem no sentimento dos investidores. As fábricas norte-americanas tiveram em março o seu pior mês desde 1946, com a produção industrial no país a mergulhar 5,4%.

Hoje serão divulgados os números relativos aos novos pedidos de subsídio de desemprego na semana terminada a 11 de abril, estimando-se um aumento de 5,1 milhões – o que, a confirmar-se, elevará para perto de 22 milhões os pedidos feitos nas últimas quatro semanas nos EUA.

"Os números dos resultados trimestrais das empresas são uma chamada à realidade: o mercado antecipou números fracos para o primeiro e o segundo trimestres, mas isto é mais um lembrete de que as coisas não estão bem", disse Seema Shah, estratega chefe da Principal Global Investors, citada pela Dow Jones.

A reforçar a confiança dos investidores está a expectativa de mais alívios nas restrições em vários países devido à pandemia, que já infetou mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo, provocando mais de 134 mil vítimas mortais.

Na Alemanha as lojas não essenciais vão começar a abrir na próxima semanas e alguns alunos regressam às aulas a partir do início de maio. Nos Estados Unidos o presidente Donald Trump disse ontem à noite que os dados sugerem que o pico da pandemia no país já foi atingido e que esta quinta-feira deverão ser anunciados alívios nas restrições.

Em Lisboa o PSI-20 segue a tendência positiva das praças europeias, com o índice a subir 0,67% para 4.164,92 pontos.

Petróleo persiste abaixo dos 20 dólares em Nova Iorque
Petróleo persiste abaixo dos 20 dólares em Nova Iorque

Os preço do petróleo negoceiam com fracas variações esta quinta-feira, não conseguindo seguir a recuperação que se está a assistir nas bolsas face às quedas acentuadas de ontem.

O WTI em Nova Iorque sobe 0,35% para 19,94 dólares, depois de ontem ter afundado para mínimos de 2002. O Brent em Londres, que ontem cedeu mais de 7%, está a recuar 0,47% para 27,56 dólares.

 

O crude em Nova Iorque persiste assim abaixo dos 20 dólares, depois de ontem terem sido revelados vários indicadores reveladores da queda abrupta da procura da matéria-prima a nível mundial.

 

As reservas norte-americanas de crude aumentaram em 19,2 milhões de barris na semana passada, naquele que foi o maior incremento semanal desde que estes dados começaram a ser compilados, em 1982.

 

Esta quarta-feira, a AIE sublinhou que os EUA registarão uma queda "sem precedentes" na sua produção de petróleo este ano devido aos baixos preços – que dificultam grandemente a vida às empresas do "shale oil" [petróleo extraído das rochas de xisto betuminoso] norte-americano – e aos elevadíssimos stocks desta matéria-prima no país.

 

A Administração Trump disse estar a ponderar pagar aos produtores petrolíferos norte-americanos para deixarem o crude nos poços. Ou seja, quer pagar para que as perfuradoras não trabalhem. A AIE referiu ontem que o espaço para armazenar petróleo vai acabar em algumas semanas. A atual queda das cotações tem levado muitas refinarias a cortarem drasticamente o processamento da matéria-prima. 

 

WTI em Nova Iorque em mínimos desde 2002:


Juros de Portugal a caminho de 1%

Os juros da dívida portuguesa estão a agravar-se pelo quarto dia consecutivo, estando perto de regressar a 1% no prazo a 10 anos.

A "yield" avança 1,3 pontos base para 0,976%, depois de ontem o FMI ter estimado que Portugal vai fechar o ano com um défice acima de 7% e uma dívida pública equivalente a 135% do PIB.

O agravamento é semelhante na dívida espanhola (+ 1,1 pontos base para 0,864%) e até superior na alemã (+ 3,1% para -0,44%).

Euro desce pela segunda sessão contra o dólar

O dólar está a ganhar força esta quinta-feira, com o índice da moeda norte-americana a avançar 0,3%. O euro desce pela segunda sessão, com uma queda de 0,29% para 1,0877 dólares.

A divisa norte-americana valoriza apesar de terem sido revelados dados negativos sobre a economia referentes a março e a Fed ter anunciado que a atividade económica no país registou uma forte contração nas últimas semanas.

Juros de Itália respiram ligeiramente após tocarem em máximos de um mês
Os juros transalpinos estão sob uma grande pressão, com os investidores preocupados com a enorme sobrecarga que o país está a efetuar na sua dívida já historicamente elevada.

Um "sell-off" nos títulos com maturidade a dez anos de Itália alargou-se para o seu segundo dia consecutivo na passada quarta-feira, tendo os juros ultrapassado a barreira dos 1,8%. Hoje, seguem a aliviar ligeiramente esta pressão e estão conhecer um declínio para os 1,73%.

A diferença entre as "yields" de Itália e da Alemanha, uma medida para o risco nos mercados de dívida da Zona Euro, alargou para mais de 2,2 pontos percentuais, ofuscando a diminuição sentida após o anúncio do Pandemic Emergency Purchase Programme por parte do Banco Central Europeu, a 18 de março. 

Os receios com a sustentabilidade da dívida têm sido partilhados pelos vários ministros das Finanças da União Europeia, desde que falharam para lançar um programa de dívida conjunta, os coronabonds, na semana passada, com a vontade italiana para que tal acontecesse a esbarrar no muro holandês e alemão.
Wall Street com tendência mista após novos dados de emprego e queda de lucros
Os três maiores índices de Wall Street abriram a sessão desta quinta-feira, dia 16 de abril, sem tendência definida, apesar dos pedidos de subsídio de desemprego terem aumentado no país e de novos resultados negativos de algumas das maiores empresas norte-americanas. 

Por esta altura, o Dow Jones cai 0,55% para os 23.379,30 pontos, enquanto que o Nasdaq sobe 0,82% para os 8.462,42 pontos e o S&P 500 aumenta 0,29% para os 2.791,43 pontos.

Os últimos dados do emprego mostraram que os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos voltaram a atingir um nível muito elevado na semana passada, depois de terem sido submetidos mais 5,25 milhões de pedidos de subsídio de desemprego na maior economia do mundo. Na semana passada esse valor ficou-se nos 6,61 milhões.

No total, em apenas quatro semanas, os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos totalizaram 22 milhões, o que traduz a eliminação de todos os ganhos ao nível do emprego conquistados pelo país na última década.

A travar maiores ganhos em Wall Street está também a nova ronda de resultados divulgados hoje antes da abertura da sessão, com o Morgan Stanley e o BlackRock a mostrarem uma queda de cerca de 30% no lucro relativo ao primeiro trimestre deste ano.

Contudo, a dar alento aos investidores está a esperança de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alivie as medidas de restrição impostas para conter a propagação do coronavírus, dando luz verde a alguns pequenos negócios para voltarem ao ativo. 

Euro e libra perdem terreno para o dólar pelo segundo dia
Euro e libra perdem terreno para o dólar pelo segundo dia
A libra está a perder novamente fôlego para o dólar norte-americano, com a expectativa que o governo britânico prolongue o "lockdown" no país, numa tentativa de tentar continuar a conter a propagação da covid-19. 

No entanto, o principal fator para a quebra da libra, bem como do euro, é mesmo a força ganha pelo dólar que se continua a fazer valer da sua condição de ativo mais seguro para brilhar nestes tempos de incerteza.

Por esta altura, o euro cai 0,61% para os 1,0842 dólares, enquanto que a libra perde 0,59% para os 1,2444 dólares. 
Ouro regressa aos ganhos e aproxima-se de máximos
Ouro regressa aos ganhos e aproxima-se de máximos
O ouro voltou a negociar em território positivo, aproximando-se dos máximos de sete anos atingidos no início desta semana nos 1.747 dólares por onça. Hoje, o metal precioso ganha 0,47% para os 1.725,10 dólares por onça.

"O ouro voltou ao verde para continuar a sua incomum correlação direta com as ações, que também estão a ganhar. Estas duas classes de ativos, que normalmente são inversamente correlacionadas, ontem caíam. Tecnicamente, ainda estamos num cenário de alta, com o preço do ouro a não ser impulsionado pelo cenário de risco, mas antes pela consciência de que os bancos centrais serão forçados a injetar uma enorme quantidade de liquidez nos próximos meses/anos", diz Carlo Alberto de Casa, analista-chefe da ActivTrades.

De acordo com a Newmont Corp, o preço do ouro pode ainda atingir os 2.000 dólares por onça e vai-se permanecer em patamares elevados nos próximos cinco anos. 

"O nível de estímulo global que está a ser injetado na economia vai sustentar este nível mais elevado de preços por mais tempo. E acho que o estímulo ainda não parou", disse o diretor-executivo da empresa, Tom Palmer, à Bloomberg. 
Perspetivas de alívio na contenção da covid-19 deixam Europa respirar
As principais praças europeias dividiram-se entre o verde e o vermelho, mas o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, terminou a subir 0,80% para os 325,66 pontos.

A acompanhar o otimismo estiveram as praças alemã e britânica, deixando a francesa, espanhola e portuguesa a contrariar. 


As perspetivas de que vários países aliviem as medidas de contenção da pandemia está a ajudar ao sentimento. Donald Trump anunciou que, já nesta quinta-feira, vai avançar medidas para relaxar a política de isolamento social.

Contudo, há dados menos animadores que travam maiores ganhos. Foi hoje divulgado que foram submetidos mais 5,25 milhões de pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos na última semana. Este número, embora inferior ao apresentado em cada uma das três semanas anteriores, dita que, em apenas quatro semanas, os novos pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos totalizaram 22 milhões, o que traduz a eliminação de todos os ganhos ao nível do emprego conquistados pelo país na última década.


Juros de Itália lideram queda na Zona Euro
Os juros na região do euro assumem hoje uma postura de queda, com destaque para os juros a dez anos da dívida italiana que invertem das últimas sessões.

Os juros da dívida transalpina vão então caindo 5,2 pontos base para os 1,826%, depois de já terem estado a negociar perto dos 1,7% - a maior queda diária desde 26 de março. 

No resto da Zona Euro, os juros da Alemanha, que serve de referência para o bloco, caem 0,7 pontos base para os -0,478% e os de Portugal com a maturidade a dez anos perdem 1,5 pontos base para os 0,948%. 



"Choque histórico" da procura deixa petróleo volátil

Os preços do "ouro negro" seguem com uma tendência mista, a revelarem uma grande volatilidade, numa sessão de sobe e desce, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter revisto em baixa a estimativa para a procura desta matéria-prima devido à pandemia de covid-19.

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações portuguesas, segue a perder 0,76% para 27, 48 dólares por barril, e em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, está a subir 1,51% para 20,17 dólares por barril, num movimento de correção depois de ontem ter afundado para mínimos de 2002 ao negociar nos 19,20 dólares.

A OPEP cortou a sua projeção para a procura mundial de petróleo em 2020, devido ao "choque histórico" provocado pelo surto do novo coronavírus, estimando que esta registará uma queda de 6,9 milhões de barris por dia (ou 6,9%). No mês passado, a previsão era de um pequeno aumento da procura em termos anuais (60.000 barris por dia).

O cartel considera que este mês a contração do consumo será da ordem dos 20 milhões de barris por dia – ainda assim, uma estimativa mais otimista do que a da Agência Internacional da Energia (AIE), que prevê que diminua em 29 milhões de barris diários em abril devido às medidas de confinamento decorrentes da pandemia de covid-19 que reduziram a utilização de veículos e retraíram a atividade económica.

Antes de a OPEP ter divulgado a sua mais recente projeção, o Brent também estava a ganhar terreno, com os investidores na expectativa de que o aumento recorde dos inventários de crude nos EUA leve os produtores norte-americanos a cortarem rapidamente a sua produção.

As reservas norte-americanas de crude aumentaram em 19,2 milhões de barris na semana passada, anunciou esta quarta-feira o Departamento norte-americano da Energia. Foi o maior incremento semanal desde que estes dados começaram a ser compilados, em 1982.

Os inventários de crude dos EUA estão agora acima de 500 milhões de barris – pela primeira vez desde junho de 2017, segundo os dados da ClipperData.

O Brent está assim a caminho da sua terceira sessão consecutiva no vermelho, ao passo que o WTI está a tentar o seu primeiro desempenho positivo depois de quatro dias a cair.

Wall Street recupera à espera de Trump

O Dow Jones fechou esta quinta-feira a somar 0,14% para 23.537,68 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,58% para 2.799,55 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite encerrou a valorizar 1,66% para 8.532,36 pontos.

As principais bolsas oscilaram entre ganhos e perdas, num dia em que foi anunciado que na semana passada os novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA aumentaram em 5,2 milhões. Com este novo dado, sobe para cerca de 22 milhões o número de novos pedidos deste subsídio nas últimas quatro semanas.

Além disso, o índice da atividade industrial medido pela Fed de Filadélfia caiu em março para um mínimo de sempre, e as novas construções de casas – também no mês de março – ficaram abaixo do esperado.

Ainda assim, os índices de Wall Street conseguiram retomar na reta final da negociação, sustentada sobretudo pela expectativa perante o discurso de Donald Trump. O presidente norte-americano disse que iria apresentar às 18:00 (23:00 em Lisboa) as orientações relativas à reabertura da atividade económica no país.

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