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Europa não resiste à crise hipotecária e cai mais de 1%

As praças europeias não resistiram ao agravamento da crise do mercado hipotecário norte-americano de alto risco e após uma subida de 2%, registada na sessão de ontem, o dia de hoje ficou marcado por uma queda superior a 1%. O sector financeiro europeu per

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 01 de Agosto de 2007 às 17:49
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As praças europeias não resistiram ao agravamento da crise do mercado hipotecário norte-americano de alto risco e após uma subida de 2%, registada na sessão de ontem, o dia de hoje ficou marcado por uma queda superior a 1%. O sector financeiro europeu perdeu mais de 3%.

O índice Stoxx 50 [sx5p] perdeu 1,47% para os 3.738,61 pontos, com 43 dos 50 títulos em queda. As maiores quedas foram vividas na bolsa italiana [mibtel], que caiu 1,92%, na portuguesa [psi20], com uma desvalorização de 1,82% e na holandesa [aex] (1,79%). O Dax [dax] caiu 1,45% e o CAC 40 [cac] recuou 1,45%. Já a bolsa espanhola [ibex], caiu 1,40%.

A crise do mercado hipotecário norte-americano de alto risco reacendeu depois da American Home Mortgage ter anunciado que não tem fundos para financiar novos empréstimos e poderá ter que vender activos.

A situação agravou-se com a Bear Stearns a congelar o resgate de participações por parte dos investidores nos fundos de "hedge fund" que investem em dívida hipotecária de maior risco de incumprimento, depois de estes terem sofrido pesadas perdas. E do Macquire Bank, o maior banco de investimento australiano, revelar perdas de 25% nos seus fundos de obrigações de alto risco.

Esta situação acabou por penalizar fortemente o sector financeiro europeu. O índice composto pelas 21 maiores empresas do sector perdeu 2,85%, tendo perdido quase 4% ao longo da sessão. O Royal Bank of Scotland chegou a perder mais de 6% ao longo da de sessão, para fechar a cair 2,28% para os 579 pence. O ING Groep perdeu 3,26% para os 30,30 euros e a Deutsche Boerse e a Immoeast perderam mais de 5%. As acções do Credit Agricole desvalorizaram mais de 4%.

Resultados também penalizam Europa

Os resultados de algumas empresas também acabaram por afectar negativamente o desempenho das praças europeias. A Cadbury caiu mais de 9%, a maior queda desde Abril de 200, depois de anunciar que os lucros e as vendas do primeiro trimestre ficaram abaixa das previsões.

A Sanofi Aventis recuou 3,4% para os 59,39 euros, depois de ser conhecido que o resultado líquidos dos primeiros seis meses atingiram os 1,68 mil milhões de euros, abaixo dos 1,79 mil milhões previstos pelos analistas.

Também a BMW apresentou resultados semestrais abaixo do previsto, o que causou uma queda de perto de 5% no valor das acções.

Pela positiva, destaque para a EMI, que ganhou 3,6%, depois da oferta pública de aquisição lançada pela Terra Firma ter sido aceite por 90% dos accionistas.

A Arcelor Mittal avançou 1,4% para os 47,1 euros, depois de anunciar que os resultados do segundo trimestre subiram 50% e superaram as estimativas.

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