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Excesso de petróleo leva a “hora de ponta” no Porto de Roterdão

São cerca de cinco dezenas os petroleiros à espera para descarregar a carga no porto mais movimentado da Europa. É o dobro do normal das embarcações em fila de espera.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 01 de Março de 2016 às 16:35
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À medida que os "stocks" de petróleo batem recordes, tudo aparenta servir para armazenar a matéria-prima, desde vagões de comboios a petroleiros. E, em Roterdão, a falta de local para armazenar a matéria-prima está a criar uma verdadeira "hora de ponta" no maior entreposto petrolífero da Europa.

 

Há 50 petroleiros em redor do porto de Roterdão a aguardar vez para descarregarem, o dobro do normal, segundo a Bloomberg. A falta de espaço para armazenar petróleo também se verifica nos grandes "hubs" dos EUA e da China, segundo analistas citados pela agência.

 

Além do excesso de oferta, a situação está também a ser provocada por investidores que tentam tirar partido do facto dos preços dos contratos de petróleo para entrega imediata serem mais elevados que o dos contratos de futuros para entregas posteriores. "Prefere-se armazenar petróleo em vez de cortar produção. Estes são sinais negativos", considera Gerrit Zambo, "trader" do Bayerische Landesbank, citado pela Bloomberg.

 

Nesta táctica, conhecida como "contango", os investidores compram contratos de petróleo para entrega imediata e armazenam-no para o venderem em contratos de futuros para entregas posteriores, lucrando com essa diferença. A oferta de ouro negro é de tal ordem que Bob Dudley, presidente executivo da BP, referiu este mês, meio a brincar, que até meados deste ano "todos os tanques e piscinas no mundo estarão cheios de petróleo".

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