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Expectativa de novos estímulos da Fed anima bolsas asiáticas

Também o anúncio de que a economia japonesa cresceu mais do que o esperado contribui para a recuperação dos mercados accionistas da região.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 08:01
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As praças asiáticas estão a negociar em alta, perto de interromper um ciclo de seis sessões consecutivas de perdas, que levaram o índice de referência da região para mínimos de 2 de Janeiro. O índice MSCI Asia Pacific soma 0,7% para os 115,08 pontos.

As praças japonesas já terminaram a negociação, com o Nikkei a somar 0,86% para os 8.876,59 pontos, enquanto o Topix valorizou 1,12% para os 747,16 pontos. O sul coreano Kospi sobe 0,26% para os 1.845,24 pontos, enquanto o australiano S&P/ASX cede 0,20% para os 4.157,39 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng aprecia 0,73% para os 19.400,10 pontos.

Entre os factores que impulsionam esta recuperação está o optimismo em torno da possibilidade da Reserva Federal dos Estados Unidos vir a anunciar novas medidas de estímulo à economia norte-americana.

As minutas da última reunião revelaram que alguns membros da autoridade monetária norte-americana afirmaram que a perda de dinâmica no crescimento ou o aumento dos riscos para as perspectivas económicas podem requerer medidas adicionais para manter o ritmo da recuperação.

Mas, também o anúncio de que o ritmo de crescimento do Japão foi mais acelerado do que o previsto pelos economistas pesa nesta tendência. Esta economia avançou 4,1%, no primeiro trimestre, quando o consenso apontava para um crescimento de 3,5%.

Estes factores ajudaram a compensar os receios em torno da crise da dívida soberana europeia, numa altura em que o impasse que se vive na Grécia, que terá novas eleições daqui a um mês, fazem temer a saída do país da Zona Euro.

"Se virmos algum final na turbulência política na Europa, as pessoas podem perceber que as acções na Ásia estão baratas, tendo em conta as fortes economias", explicou à Bloomberg Koji Toda, gestor de fundos no Resona Bank.

O mesmo especialista acrescentou que "a Fed está a dar um sinal ao mercado de que não há motivo para pânico, ao assegurar que pode fazer algo antes que as coisas fiquem realmente más".

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