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Explosão na Nigéria atira petróleo para novo máximo

Os preços do petróleo voltam hoje a tocar nos valores mais elevados de sempre, quer em Londres quer em Nova Iorque, depois de um carro ter explodido na Nigéria, numa altura em que os líderes rebeldes ameaçam atacar as plataformas petrolíferas.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Abril de 2006 às 10:24
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Os preços do petróleo voltam hoje a tocar nos valores mais elevados de sempre, quer em Londres quer em Nova Iorque, depois de um carro ter explodido na Nigéria, numa altura em que os líderes rebeldes ameaçam atacar as plataformas petrolíferas.

O «brent» [co1], transaccionado em Londres, apreciava 0,2% para os 73,88 dólares dólares, depois de ter atingido o valor mais elevado de sempre ao tocar nos 74,22 dólares.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) [cl1] também atingiu o nível mais alto da sua história, ao tocar nos 72,49 dólares, seguindo a ganhar 0,19% para os 72,31 dólares.

O petróleo tem vindo a acumular ganhos, com o «brent» a renovar consecutivamente o recorde nos últimos oito dias.

A subida de hoje surge depois de ter ocorrido uma explosão na Nigéria, com os rebeldes do país a ameaçarem destruir plataformas petrolíferas.

A Nigéria está sob tensão, depois de ontem os líderes rebeldes terem rejeitado o plano de desenvolvimento apresentado pelo governo, lançando novas ameaças de destruição das plataformas petrolíferas do país.

«No momento que escolhermos, lançaremos ataques devastadores e sem qualquer compaixão, sobre aqueles que escolherem não ouvir os nossos avisos», declarou via «e-mail» Jomo Gombo, porta-voz do Movimento para a Emancipação do Delta do Níger.

Avisou ainda que os trabalhadores das plataformas petrolíferas espalhadas no Delta do Níger devem «sair enquanto podem». No início deste ano, as acções desencadeadas por estes líderes rebeldes provocaram o encerramento de um quarto da produção de petróleo do país.

A tensão na Nigéria, que aliada à tensão que se vive em torno do Irão, está a aumentar a especulação em torno de possíveis carências da matéria-prima. Ontem, os Estados Unidos anunciaram que as reservas do país caíram na semana passada.

As reservas de crude da semana terminada a 14 de Abril diminuíram em 806 mil barris, enquanto os analistas consultados pela Bloomberg esperavam um aumento de 2,3 milhões.

Os inventários de gasolina desceram mais de 5,4 milhões de barris na semana passada, o que compara com uma previsão de queda de 2,2 milhões.

Já os «stocks» de combustíveis destilados, onde se encontra o gasóleo, caíram 2,78 milhões. Os analistas consultados pela Bloomberg estimavam uma queda de 1,4 milhões.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou as estimativas económicas para 2006/2007, onde o Fundo estima que este ano o preço do barril de petróleo se situe, em média, nos 61,25 dólares, admitindo que durante o segundo semestre do ano possa tocar nos 80 dólares. Para 2007, o FMI aponta uma média de 63 dólares por barril.

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