Bolsa CMVM nomeia auditor independente para fixar contrapartida na OPA sobre a SAD do Porto

CMVM nomeia auditor independente para fixar contrapartida na OPA sobre a SAD do Porto

Ao comprar os 18% que pertenciam à espanhola Sacyr Vallhermoso, o FC Porto ultrapassou os 50% do capital da SAD e foi obrigado a lançar uma OPA. Regulador do mercado nomeou auditor independente devido à "não equidade da contrapartida fixada".
CMVM nomeia auditor independente para fixar contrapartida na OPA sobre a SAD do Porto
André Cabrita-Mendes 10 de outubro de 2014 às 20:06

A polícia da bolsa portuguesa nomeou um auditor independente para fixar uma contrapartida mínima a oferecer na OPA obrigatória sobre as acções do SAD do FC Porto.

 

Desta forma, a CMVM anunciou esta sexta-feira, 10 de Outubro, que "solicitou à Ordem dos Revisores Oficiais de Contas a indicação de auditor independente para fixação de contrapartida mínima a oferecer na OPA obrigatória sobre as acções" da SAD portista.

 

Esta OPA tem um carácter obrigatório devido ao facto do FCP ter comprado no dia 2 de Outubro, 2.818.185 acções representativas do capital social da SAD, 18,79% do total do capital. Estas acções correspondiam ao total da participação que era detida pela Somague Imobiliária e pela Somague - Engenharia, empresas controladas pela espanhola Sacyr Vallhermoso.

 

Com esta operação, o FC Porto passou a deter mais de metade dos direitos de voto correspondentes ao capital social da SAD - 60,52% no total. E como ultrapassou os 50% da SAD azul e branca, o FC Porto ficou obrigado - pelo artigo 187º do Código de Valores Mobiliários - a lançar uma OPA sobre o restante capital.

 

Foi assim obrigado a fazer uma oferta para comprar os restantes títulos do capital social da SAD. Assim, o FC Porto ofereceu uma contrapartida de 65 cêntimos por acção, um valor 7% acima do cotação actual das acções da SAD (61 cêntimos por acção).

 

Mas devido à "liquidez reduzida das acções do FCP SAD", a CMVM de Carlos Tavares nomeou um auditor independente para fixar uma contrapartida mínima devido à "não equidade da contrapartida fixada" pelo FC Porto.

 

O FCP é agora o accionista maioritário da SAD (60,52%), com o presidente Pinto da Costa, (1,67% do capital) e o dirigente Reinaldo Teles (0,07% do capital) a deterem também posições. No total, o FC Porto tem um capital de 62,26% da SAD.

 

Outros dois accionistas também detêm participações qualificadas: António Oliveira (11,01%) e Joaquim Oliveira (10,01%).

 

No entanto, o antigo seleccionador nacional já garantiu que não pretende desfazer-se da sua posição na SAD portista. "É minha intenção manter a participação detida actualmente na Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD ou quiçá aumentar a mesma", disse António Oliveira ao Negócios. 

 

Na altura, 7 de Outubro, o Negócios tentou também contactar o empresário Joaquim Oliveira, mas sem sucesso.




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