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Fecho dos mercados: Abrandamento económico faz tremer bolsas. Petróleo cai mais de 2%

Numa semana pautada por sucessivos dados a atestar o abrandamento económico a nível mundial, as bolsas europeias revestem-se de pessimismo. As cotadas do petróleo são das que mais caem, à semelhança da matéria-prima.

Bloomberg
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 08 de Março de 2019 às 17:34
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Os mercados em números
PSI-20 caiu 1,12% para os 5181,05 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 0,89% para os 370,57 pontos 

S&P 500 desce 0,48% para 2.735,71 pontos 

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 0,7 pontos para 1,348%

Euro soma 0,42% para os 1,1241 dólares

Petróleo cede 2,14% para os 64,88 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias fecham pior semana do ano

O principal índice europeu, o Stoxx600, completou esta sexta-feira a terceira sessão consecutiva em queda. Deslizou 0,89% para os 370,57 pontos, marcando assim o pior registo semanal de 2019 até à data: a semana termina com um "saldo negativo" de 0,88%, sendo apenas a segunda semana a fechar no vermelho desde o início do ano. Os setores do petróleo e gás, matérias-primas e do turismo são os que mais sofrem.

 

A pesar no sentimento dos investidores está o acumular de sinais negativos apresentados pelas economias globais. A China foi a primeira da semana a acionar os alarmes ao rever em baixa a previsão de crescimento para 2019. Na quinta-feira foi a vez de o Banco Central Europeu anunciar a manutenção dos estímulos económicos no Velho Continente e de cortar as estimativas de crescimento para a Zona Euro, antecipando agora que o PIB trave ainda mais e suba apenas 1,1% em 2019 e 1,6% em 2020. Esta sexta-feira, os EUA anunciaram a criação de 20 mil novos postos de trabalho em fevereiro (excluindo o setor agrícola). Este é o pior registo desde 2017 e fica muito aquém dos 180 mil empregos previstos pelos economistas consultados pela agência Reuters.

 

Lisboa não foi exceção e o PSI-20 marca também a pior semana desde o início do ano, depois de deslizar 1,12% para os 5.181,05 pontos. Os "pesos pesados" Galp e BCP penalizaram o índice com quebras superiores a 2%.


Juros portugueses com semana de maior alívio do ano 

Embora o discurso desta quinta-feira do presidente do BCE, Mario Draghi, tenha pesado nas principais bolsas, os juros ds obrigações beneficiaram com um alívio significativo.

Em Portugal, desceram mesmo a um nível histórico no dia do discurso do presidente do BCE. Esta sexta-feira os juros das obrigações a dez anos corrigiram, agravando 0,7 pontos base para os 1,348%, após quatro sessões consecutivas em queda. Contudo, este agravamento não foi suficiente para abalar o alívio da semana, que se contabiliza nos 14,1 pontos base – a maior quebra semanal desde o início do ano.

 

Petróleo cai mais de 2% em semana vermelha

O "ouro negro" cai 2,14% para os 64,88 dólares, em Londres, depois de já ter perdido um máximo de 3,44% para os 64,02 dólares, posicionando-se, desta feita, pela segunda semana consecutiva em terreno negativo.

Os investidores preocupam-se com a perspetiva de uma procura diminuída, na sequência dos sinais de abrandamento económico. Os receios são ainda reforçados pelo aumento acima do esperado das reservas de petróleo nos Estados Unidos, conforme os dados lançados pelo Governo.

Dólar desliza de mãos dadas com economia americana

O euro segue ganhar 0,42% face ao dólar, cotando nos 1,1241 dólares. A moeda única europeia recupera do nível mais baixo desde julho de 2017, ao qual desceu na quinta-feira após o discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. O euro saiu abalado das perspetivas mais pessimistas do banco central para a economia da Zona Euro, mas esta sexta-feira, é o dólar que mais sofre com o futuro da economia, no caso, a americana. A nota verde cede perante a revelação de que as contratações nos Estados Unidos atingiram o nível mais baixo no espaço de um ano em fevereiro.

Ouro vence no turbilhão económico

O ouro segue a subir 0,97% para os 1.298,14 dólares, depois de já ter estado a valorizar 1,18% para os 1.300,81 dólares. O metal amarelo, que caminhava no sentido de anular os ganhos acumulados desde o início do ano, volta às subidas no dia em que foram revelados dados dececionantes sobre a evolução do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Perante o cenário de pessimismo económico, o metal precioso beneficia de novo do estatuto de ativo refúgio.

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