Mercados num minuto Fecho dos mercados: Acções europeias com maior série de ganhos desde Outubro

Fecho dos mercados: Acções europeias com maior série de ganhos desde Outubro

As bolsas europeias valorizaram pela sexta sessão consecutiva, num dia de perdas para o petróleo e para o ouro. Os juros da dívida desceram na generalidade dos países do euro.
Fecho dos mercados: Acções europeias com maior série de ganhos desde Outubro
Reuters
Rita Faria 12 de março de 2018 às 17:16

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,27% para 5.438,37 pontos

Stoxx 600 avançou 0,25% para 379,20 pontos

S&P 500 desce 0,03% para 2.785,75 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 3,9 pontos para 1,824%

Euro soma 0,08% para 1,2317 dólares

Petróleo desvaloriza 1,44% para 64,55 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias sobem pela sexta sessão consecutiva

As bolsas europeias encerraram em alta esta segunda-feira, 12 de Março, pela sexta consecutiva, a mais longa série de valorizações desde Outubro de 2017, mês em que as acções completaram nove dias de subidas.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, valorizou 0,25% para 379,20 pontos, animado sobretudo pelas ‘utilities’, depois de ter sido noticiado que duas das maiores empresas do sector energético alemão estão prestes a realziar uma troca de activos num negócio avaliado em mais de 43 mil milhões de euros. A EON vai comprar a Innogy, empresa de energia renovável da RWE, num negócio de 22 mil milhões de euros.

 

Nos Estados Unidos, o Nasdaq negoceia num novo máximo histórico, depois de os receios em torno da subida da inflação terem sido atenuados na sexta-feira com os dados que mostram que o crescimento dos salários nos Estados Unidos abrandou.

 

Em Lisboa, o PSI-20 ganhou 0,27% para 5.438,37 pontos, animado sobretudo pela EDP e pela Nos. A eléctrica valorizou 3,05% para 3,01 euros, no seu sétimo dia consecutivo de ganhos, e a Nos subiu 0,29% para 5,10 euros, depois de ter anunciado um resultado líquido de 124 milhões de euros em 2017, o que representa um aumento de 37,3% face ao período homólogo.

 

Juros descem na Europa

Os juros da dívida soberana desceram na generalidade dos países do euro, com Portugal a destacar-se neste movimento de alívio. A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos recuou 3,9 pontos para 1,824%, enquanto em Espanha a queda foi de 3,1 pontos para 1,405%.

 

Em Itália, os juros no prazo de referência desceram 0,7 pontos para 2,003%, enquanto na Alemanha a queda foi de 1,5 pontos para 0,632%.

 

Euribor mantêm-se a 3, 6 e 12 meses e sobem a 9 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e 12 meses e subiram a nove meses em relação a sexta-feira.                                                                                       

 

No prazo a três meses, a Euribor fixou-se pela nona sessão consecutiva em -0,327%, enquanto a taxa a seis meses - a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação – permaneceu em -0,271%. A nove meses, a Euribor subiu 0,001pontos em relação a sexta-feira para -0,222%.                                        

 

A 12 meses, a taxa manteve-se hoje pela décima sessão consecutiva em -0,191%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%, verificado pela primeira vez em Dezembro passado.

 

Euro recupera de duas sessões de perdas

A moeda única europeia está em alta ligeira face ao dólar, depois de duas sessões consecutivas de perdas em que foi penalizada pelas conclusões da reunião mensal de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). A autoridade monetária anunciou, na passada quinta-feira, a manutenção das taxas de juro em mínimos históricos e reafirmou o seu compromisso com o programa de estímulos económicos em vigor, o que não é favorável para a moeda única.

 

Nesta altura, o euro ganha 0,08% para1,2317 dólares.  

 

Petróleo desce 1,5% nos mercados internacionais

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, penalizado pelos receios dos investidores em torno do aumento da produção dos Estados Unidos, que poderá frustrar os esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para reduzir o excedente global.

 

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), desce 1,68% para 61,00 dólares, enquanto em Londres, o Brent recua 1,44% para 64,55 dólares.

 

De acordo com o The Wall Street Journal, o Irão quer que o cartel trabalhe no sentido de manter os preços da matéria-prima na casa dos 60 dólares por barril, já que uma subida para os 70 dólares encorajaria ainda mais o aumento da produção de petróleo de xisto pelos Estados Unidos.

 

Ouro e prata em queda

O ouro e a prata estão a negociar em queda, com os sinais de melhoria no crescimento económico a alimentarem a especulação em torno de um ritmo mais rápido de subidas dos juros nos Estados Unidos.

 

Os ganhos do metal precioso este ano diminuíram para menos de 1%, depois de terem chegado aos 4,7% em Janeiro, quando o ouro tocou no seu nível mais alto em mais de um ano.

 

De acordo com a Bloomberg, os traders apontam para um probabilidade de 84% de a Fed subir os juros já no final deste mês, reduzindo a procura pelo metal precioso.

Nesta altura, o ouro desce 0,44% para 1.318,15 dólares, enquanto a prata desvaloriza 0,63% para 16,4846 dólares.

(Correcção: A série de valorizações é a mais longa desde Outubro, e não de Março, como erradamente foi escrito)




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
pub