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Fecho dos mercados: Ações e obrigações sem rumo à espera de Xi e Trump. Petróleo recua de máximos

As bolsas europeias e os juros da dívida soberana não seguiram um rumo definido na sessão desta quinta-feira, com o mercado à espera do desfecho da reunião entre Trump e Xi Jinping este fim de semana. O petróleo cai, assim como o ouro.

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Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 27 de Junho de 2019 às 17:25
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,46% para 5.102,75 pontos 

Stoxx 600 inalterado nos 382,21 pontos

S&P500 avança 0,28% para 2.921,92 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,5 pontos base para 0,473%

Euro cai 0,01% para 1,1368 dólares

Petróleo em Londres cai 0,36% para 66,25 dólares o barril

Bolsas europeias mistas à espera do encontro entre Xi e Trump

As bolsas europeias encerraram sem tendência definida esta quinta-feira, 27 de junho, depois de quatro sessões consecutivas de perdas, numa altura em que o mercado aguarda sinais de progressos na resolução do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China.

Hoje, foi confirmado que os presidentes dos dois países, Donald Trump e Xi Jinping vão reunir-se à margem da cimeira do G-20, em Osaka, no Japão, este sábado, quando forem 11:30 da manhã (3:30 de Lisboa).

Ainda que não se espere um acordo formal entre os dois líderes nesta reunião, há a expectativa de que sejam lançadas as bases para um futuro entendimento que coloque um ponto final na guerra comercial que se estende há vários meses.

Em destaque na sessão de hoje esteve sobretudo o setor do retalho, impulsionado pela forte valorização da sueca H&M. A retalhista de moda disparou mais de 13%, depois de ter revelado que o seu inventário em percentagem das vendas caiu de 18,9%, em agosto, para 18,2% em maio, sinalizando algum progresso no escoamento de stocks.

Os ganhos do retalho e da banca contrastaram com as perdas dos setores do imobiliário e do petróleo e gás e deixaram o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, inalterado nos 382,21 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 valorizou 0,46% para 5.102,75 pontos, impulsionado sobretudo pelo BCP. O banco liderado por Miguel Maya ganhou 1,94% para 26,81 cêntimos, o valor mais alto desde agosto de 2018.

Juros sem tendência definida

As obrigações soberanas dos países do euro negociaram sem uma tendência definida na sessão desta quinta-feira, com subidas na Alemanha e em Itália e descidas em Portugal e Espanha. Assim, depois de terem atingido ontem um novo mínimo histórico de 0,454%, os juros das obrigações portuguesas a dez anos subiram 0,5 pontos para 0,473%, enquanto os de Espanha, no mesmo prazo, avançaram 0,7 pontos para 0,393%.

Na Alemanha, os juros da dívida a dez anos aliviaram 1,9 pontos para -0,324% e em Itália caíram 0,8 pontos para 2,131%.  

Bitcoin afunda em sessão de forte volatilidade

Depois de ter registado fortes subidas nas três primeiras sessões da semana, a Bitcoin está a afundar 8,28% para 11.679,90 dólares esta quinta-feira, uma sessão de grande volatilidade para a moeda digital: chegou a subir quase 5%, para depois afundar um máximo de 11%, uma descida que lhe "retirou" cerca de 1.800 dólares em pouco mais de dez minutos.

A Bloomberg refere que, momentos mais tarde, a Coinbase reportou uma quebra do sistema, que foi resolvida cerca de uma hora depois. A "montanha russa", porém, continuou ao longo da sessão, com a Bitcoin a oscilar entre ganhos e perdas. 

A mais famosa das moedas digitais já ganha cerca de 220% desde o início do ano.

Petróleo recua de máximos de mais de um mês

O petróleo está a negociar com sinal negativo nos mercados internacionais, corrigindo da forte subida de ontem que elevou a matéria-prima para máximos de mais de cinco semanas. Esta valorização aconteceu depois de ter sido revelado que as reservas de crude dos EUA caíram em 12,8 milhões de barris na semana passada, o que corresponde à maior queda desde setembro de 2016.

Nesta altura, o West Texas Intermedite (WTI), negociado em Nova Iorque, recua 0,27% para 59,22 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, desce 0,36% para 66,25 dólares.

Ouro cai pela segunda sessão

O ouro está a negociar em queda pela segunda sessão consecutiva, a aliviar das subidas recentes que o levaram para máximos de mais de seis anos. O metal precioso tem beneficiado das tensões geopolíticas e da perspetiva de descida de juros nos EUA.

O ouro cai 0,20% para 1.406,19 dólares enquanto a prata desliza 0,51% para 15,1911 dólares.

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