Mercados num minuto Fecho dos mercados: Alívio de tensões entre EUA e China anima Europa. Juros portugueses sobem

Fecho dos mercados: Alívio de tensões entre EUA e China anima Europa. Juros portugueses sobem

Os mercados reagiram bem aos novos avanços nas negociações entre os EUA e a China, num dia em que o setor da banca se destacou, ainda à boleia das medidas anunciadas pelo BCE. Os juros de Portugal sobem em dia de possível revisão da dívida.
Fecho dos mercados: Alívio de tensões entre EUA e China anima Europa. Juros portugueses sobem
Reuters
Gonçalo Almeida 13 de setembro de 2019 às 17:27

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,64% para 5.048,89 pontos

Stoxx 600 avançou 0,34% para 391,79 pontos

S&P500 avança 0,09% para 3.012,36 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 8,4 pontos base para 0,309%

Euro avança 0,04% para 1.1069 dólares

Petróleo em Londres cai 0,13% para 60,30 dólares o barril

 

Europa animada com apaziguar da guerra comercial

A última sessão da semana foi positiva para as bolsas europeias com o índice Stoxx 600, que reúne as 600 maiores cotadas da região, a subir 0,34% para 391,79 pontos.

Hoje, o destaque vai para o setor da banca na Europa, com dois bancos espanhóis a liderarem as subidas. O Banco Sabadell e o CaixaBank valorizaram cerca de 7%, beneficiando da decisão do BCE em anunciar medidas destinadas para colmatar o ambiente de taxas de juro negativas, como a isenção do pagamento dessas taxas de juro nos depósitos.

Por cá, também foi o BCP o grande impulsionador da bolsa nacional, que avançou 0,64% para 5.048,89 pontos. O banco liderado por Miguel Maya valorizou 4,35%. 

A apoiar os mercados bolsistas na Europa estiveram também as notícias vindas fora do outro lado do Atlântico. Depois de Donald Trump ter decidido adiar a imposição de mais tarifas sobre produtos chineses de 1 para 15 de outubro, hoje a China mostrou um tom apaziguador, ao encorajar empresas locais a comprarem produtos alimentares aos EUA, como carne de porco e soja.  

Juros de Portugal sobem em dia de revisão da S&P

Os juros da dívida soberana de Portugal com maturidade a 10 anos subiram 8,4 pontos base para 0,309%, num dia em que a agência de notação financeira Standard & Poor’s pode rever a avaliação da dívida soberana de Portugal, ainda com muitas possibilidades em aberto.

No resto da Zona Euro o cenário manteve-se, com a "yield" a 10 anos da Alemanha a subir 6,9 pontos base para os -0,451% e os de Itália a subirem 1,5 pontos base para os 0,876%. A divisão dentro do BCE à decisão de avançar com o programa de compra de ativos justifica a evolução, já que leva os investidores a duvidarem da capacidade do banco central avançar com mais estímulos. 

Libra aprecia com acordo pelo Brexit a ganhar força
À boleia de uma confiança num desfecho do Brexit com acordo, a libra tem aproveitado para se valorizar e hoje apreciou 1% para os 1,24 dólares. Esta semana já ganhou cerca de 1,5%, a maior subida semanal desde maio deste ano. A moeda britânica tem sido muito penalizada com os constantes adiamentos do Brexit. Desde o referendo, em junho de 2016, já depreciou quase 5,5%.

 

O euro teve ganhos mais tímidos e subiu apenas 0,04% para os 1,106 dólares.

 

Petróleo com a maior queda semanal em quase dois meses

Os preços do petróleo preparam-se para a sua maior queda semanal em quase dois meses, com o Brent, negociado em Londres e referência para Portugal a cair 0,13% para 60,30 dólares o barril.

A pressionar a matéria-prima tem estado a decisão da OPEP em não alargar os cortes de produção, na sua reunião de quinta-feira, e também a previsão da Agência Internacional de Energia que apontou para um excedente na oferta para o próximo ano, devido ao aumento de produção global.  

O norte-americano WTI desvalorizou 0,2% para os 54,99 dólares por barril.

 

Ouro cai com alivio de tensões
O ouro - considerado um ativo mais seguro, que muitas vezes serve como refúgio em tempos mais conturbados - hoje desvalorizou 0,55% para os 1.490,96 dólares por onça. O aliviar de tensões comerciais entre os EUA e a China e a expectativa de que a Reserva Federal dos EUA siga o exemplo do BCE e estimule a economia do país a animar os investidores e a expô-los ao risco.  




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