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Fecho dos mercados: Ânimo renovado com acordo comercial põe Europa a somar mais de 1%

As principais praças europeias deixam-se contagiar pelo ânimo sentido em relação ao acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, que parece mais próximo depois de uma nova cedência da parte de Pequim.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 25 de Novembro de 2019 às 17:31
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,2% para os 5.181,71 pontos

Stoxx 600 ganhou ,02% para os 408,09 pontos

S&P500 ganha 0,6% para os 3.129,08 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,1 pontos base para os 0,375%

Euro recua 0,07% para os 1,1013 dólares

Petróleo em Londres avança 0,27% para os 63,56 dólares por barril

 

Europa sobe acima de 1%

O índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, o Stoxx600, terminou a sessão do arranque da semana com uma subida de 1,02% para os 408,09 pontos. Este índice aproximou-se, desta forma, de níveis de 2015, aos quais retornou a 19 de novembro. A contribuir positivamente estiveram vários setores com ganhos superiores a 1%, com o setor turístico a destacar-se com um avanço de quase 2%.

A motivar o desempenho positivo da maioria das praças europeias estão as notícias de que a China concedeu reformular as regras de propriedade intelectual, um assunto-chave que tem dividido Washington e Pequim. Posta esta cedência, os investidores veem mais próximo o acordo comercial entre ambas as nações, aumentando o otimismo quanto à evolução da economia mundial.

Em Lisboa, o PSI-20 mostrou ganhos mais modestos, de 0,2% para os 5.181,71 pontos. A impulsionar a bolsa nacional esteve a Navigator, que somou mais de 2% no dia em que o Tribunal do Comércio Internacional dos Estados Unidos obrigou o Departamento do Comércio a reavaliar a taxa anti-dumping que é aplicada aos produtos exportados pela Navigator para os Estados Unidos.

Juros portugueses caem pela segunda sessão

Os juros da dívida a dez anos de Portugal cederam 2,1 pontos base para os 0,375%, contando a segunda sessão no vermelho. No mercado de referência, o alemão, os juros para a mesma maturidade avançaram um ponto base para os -0,350%. Desta forma, o prémio das obrigações nacionais face às germânicas colocou-se nos 72,5 pontos base.

Tréguas comerciais na mira dão força ao dólar. Libra também sobe

O euro está a perder pela quarta sessão consecutiva contra o dólar, com uma descida de 0,07% para os 1,1013 dólares. A nota verde ganha força esta segunda-feira depois de os chineses apresentarem um novo esforço para o entendimento comercial com os Estados Unidos: concederam apertar as regras no que toca à propriedade intelectual, atuando numa das principais queixas de Washington.

Paralelamente, a libra esterlina sobe pela primeira vez em cinco sessões. A sustentar o desempenho da moeda britânica estão os dados divulgados esta segunda-feira e que mostram que o partido conservador, liderado por Boris Johnson e que se encontra atualmente no poder, está na frente para as eleições antecipadas do próximo dia 12 de dezembro.

Petróleo volta aos ganhos

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, "deixa-se levar" pelo otimismo quanto às negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China e volta ao verde, com uma valorização de 0,27% para os 63,56 dólares.

Ouro cai pela quarta sessão

Os metais preciosos ouro e prata estão a desvalorizar numa altura de aparente calma nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. O ouro, como ativo-refúgio, perde num ambiente de maior otimismo quanto à economia mundial, decorrente de renovadas esperanças em relação ao acordo comercial entre Washington e Pequim. A queda deste metal é de 0,31% para os 1.457,46 dólares por onça, marcando a quarta sessão no vermelho. Também a prata segue a mesma tendência, deslizando 0,50% para os 16,9366 dólares por onça, caindo pela terceira sessão.

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