Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas aguentam recordes, PSI-20 acima dos 5.000 pontos e euro dá sinal de força

Fecho dos mercados: Bolsas aguentam recordes, PSI-20 acima dos 5.000 pontos e euro dá sinal de força

Após as fortes subidas no rescaldo das eleições em França, as bolsas europeias tiveram um comportamento bem mais moderado. Ainda assim, foi o suficiente para se manterem alguns dos recordes. O BCP puxou pelo PSI-20. A bolsa nacional está em máximos de um ano.
Fecho dos mercados: Bolsas aguentam recordes, PSI-20 acima dos 5.000 pontos e euro dá sinal de força
Reuters
Rui Barroso 25 de abril de 2017 às 17:18

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,97% para 5.046,16 pontos

Stoxx 600 valorizou 0,21% para 386,91 pontos

S&P 500 ganha 0,57% para 2.387,62 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 4,1 pontos base para 3,599%

Euro ganha 0,64% para 1,0938 dólares

Brent recua 0,12% para 51,54 dólares por barril

Bolsas aguentam recordes. PSI-20 acima dos 5.000 pontos

As bolsas europeias valorizaram, mas a dimensão das subidas foi bem mais contida que a da sessão anterior. Depois de ter valorizado 2,11% na sessão seguinte à primeira volta das eleições francesas, o Stoxx 600 subiu 0,21% esta terça-feira. A puxar pelo índice europeu estiveram os sectores do imobiliário e das farmacêuticas, com os respectivos índices a valorizarem 1,11% e 0,77%, respectivamente.

Apesar dos ganhos mais modestos, o Stoxx 600 mantém-se no nível mais alto desde o Verão de 2015. O índice alemão continua em máximos históricos, tendo subido 0,10% esta sessão. E a bolsa francesa também negoceia perto do nível mais elevado dos últimos dez anos. O índice gaulês ganhou 0,17%, depois de ter disparado 4,14% na sessão anterior.

O PSI-20 também continua a somar ganhos. Depois da subida de 2,48% de segunda-feira, valorizou esta sessão mais 0,97%. Voltou a passar a fasquia dos 5.000 pontos e negoceia em máximos de um ano. A puxar pelo índice nacional estiveram as acções do BCP. Dispararam 4,19% para 0,2063 euros, após os resultados do polaco Bank Millennium terem superado as estimativas. As acções do BCP acumulam uma subida de 10% nas duas últimas sessões.

Nos EUA, a sessão também é de ganhos, com os investidores a apostarem numa época de apresentação de resultados trimestrais forte. O Nasdaq renovou máximos históricos. Sobe 0,68% e superou a barreira dos 6.000 pontos. Já o S&P 500 ganha 0,57%.

Depois das fortes quedas juros voltam a subir

A taxa das obrigações portuguesas voltou a subir, após a queda a pique desta segunda-feira. A "yield" portuguesa a dez anos aumentou 4,1 pontos base para 3,599%. Isto depois da menor percepção de risco político após as eleições francesas ter afundado a "yield" em 18,5 pontos base, para mínimos do ano, esta segunda-feira. Também a taxa gaulesa regressou às subidas após a forte descida que se seguiu ao resultado da primeira volta das presidenciais. A "yield" a dez anos aumentou 6,9 pontos base para 0,90%.

Apesar da subida da taxa portuguesa, o prémio de risco face à dívida alemã até teve uma descida ligeira para 322 pontos base. Isto porque a "yield" germânica teve uma subida superior à da taxa nacional. Aumentou 4,9 pontos base para 0,378%.

Euribor desce a seis meses

As taxas Euribor tiveram comportamentos distintos. O indexante a seis meses desceu 0,1 pontos base para -0,248%, segundo dados da agência Lusa. Já as taxas a três e a 12 meses não registaram alterações, mantendo-se em -0,329% e em 0,121%, respectivamente.

Euro continua a acelerar

O euro continua a mostrar força no rescaldo das eleições em França. A moeda única sobe 0,64% para 1,0938 dólares, o valor mais alto desde Novembro do ano passado. Os resultados eleitorais reforçam o cenário de que é improvável que a candidata anti-euro Marine Le Pen chegue ao Eliseu, diminuindo o que os analistas do Natixis consideram que constituiria um "risco existencial" para a moeda única.

Petróleo estende quedas

Os preços do petróleo continuam em queda. O valor do barril de Brent cai 0,12% para 51,54 dólares, a terceira sessão de descida. Já o West Texas Intermediate desvaloriza pelo sétimo dia. Cede 0,26% para 49,10 dólares. Nas últimas sessões, o preço do ouro negro tem sido penalizado pelo aumento de produção nos EUA, que é encarada como um factor que pode anular o efeito dos cortes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Além disso, Alexander Novak, ministro russo da energia, mostrou reservas sobre se prolongarão os cortes de produção acordados com aquela entidade, referindo, citado pela Bloomberg, que irá esperar por mais informação antes de tomar uma decisão.

Ouro continua a perder brilho

Apesar dos ganhos mais moderados face à sessão de segunda-feira dos activos de maior risco, o ouro continua a perder valor. O preço da onça de "troy" desce 0,71% para 1.267,30 dólares, a segunda sessão de descidas. O metal amarelo tende a ser penalizado em alturas de maior apetite pelo risco dos investidores. 




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