Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Fecho dos mercados: Bolsas corrigem antes de discurso de Yellen. Petróleo recupera

As bolsas europeias fizeram uma pausa nos ganhos dos últimos dias e terminaram a sessão no vermelho. Já nas matérias-primas, o petróleo segue a recuperar com subidas superiores a 1%.

Miguel Baltazar
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 03 de Março de 2017 às 17:25
  • Partilhar artigo
  • 1
  • ...

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 1,02% para 4.660,73 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,10% para 375,23 pontos

S&P 500 perde 0,16% para 2.378,22 pontos

Juros da dívida portuguesa a 10 anos caíram 1,2 pontos base para 3,939%

Euro avança 0,38% para 1,0546 dólares

Petróleo soma 1,07% para 55,67 dólares por barril, em Londres

Bolsas interrompem ganhos

Depois de vários dias de entusiasmo nos mercados accionistas mundiais, as bolsas europeias fizeram uma pausa nos ganhos. O índice europeu Stoxx 600 cedeu 0,10%, com os investidores a fazerem um compasso de espera antes do discurso de Janet Yellen, no final da tarde, nos EUA. Os investidores aguardam que a presidente da Fed confirme os últimos sinais de que os juros vão mesmo voltar a subir já na reunião que terá lugar este mês. Os bancos franceses lideraram as descidas, com quedas superiores a 3%, a corrigirem dos ganhos recentes.

Em Lisboa, o PSI-20 caiu 1,02%, a desvalorização mais expressiva entre as congéneres europeias, penalizada pelo tombo da EDP. A eléctrica liderada por António Mexia, que divulgou resultados na quinta-feira, fechou com uma queda de 3,63% para 2,812 euros. Trata-se do pior desempenho para a cotada desde que Donald Trump foi anunciado como o próximo presidente dos EUA, a 9 de Novembro. Ainda no clube das empresas que apresentaram resultados na véspera, a Nos desvalorizou 3,35% para 5,364 euros.

Juros aliviam

Os juros das obrigações portuguesas estiveram a aliviar, após a subida nas últimas sessões. A taxa implícita da dívida a dez anos recuou 1,2 pontos base para 3,939%, mantendo-se assim abaixo da barreira dos 4%, no dia em que o IGCP anunciou que irá ao mercado na próxima quarta-feira com a emissão de duas linhas de Obrigações do Tesouro a três e nove anos. Já a dívida alemã subiu 3,9 pontos base para 0,356%, reduzindo o diferencial face à dívida nacional para 358,3 pontos.

Euribor estáveis a três e seis meses

As taxas Euribor mantiveram-se a três meses e subiram a seis, a nove e a 12 meses em relação a quinta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,330%, registado pela primeira vez em 22 de Fevereiro. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, foi hoje fixada em -0,237%, mais 0,001 pontos do que na quinta-feira e contra o actual mínimo de -0,244%, registado pela primeira vez em 26 de Janeiro. A 12 meses, a Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 05 de Fevereiro de 2015, também subiu hoje 0,001 pontos, ao ser fixada em -0,113%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,114%, verificado pela primeira vez em 01 de Março. 

Euro em alta

A moeda europeia está a recuperar terreno face ao dólar, após três sessões negativas. A divisa avança 0,38% para 1,0546 dólares. O dólar tem beneficiado com a expectativa crescente de subida da taxa de juro de referência já este mês nos Estados Unidos, uma possibilidade que Janet Yellen deverá confirmar no discurso que fará às 18:00 (hora de Lisboa) desta sexta-feira em Chicago. Já na próxima semana, o presidente do BCE, Mario Draghi, deverá reiterar o compromisso em manter o programa de estímulos na Zona Euro.

Petróleo recupera de mínimos de três semanas

Os preços do petróleo seguem a valorizar nos mercados internacionais, com o ouro negro a recuperar de mínimos de três semanas. O Brent, negociado no mercado londrino, soma 1,07% para 55,67 dólares por barril. Já o WTI, em Nova Iorque, ganha 1,10% para 53,19 dólares por barril. A sustentar as cotações está a divulgação de que a Arábia Saudita continua a assumir os gastos no corte de produção por parte da OPEP. Segundo a Bloomberg, um inquérito mostra que os sauditas produziram, esta semana, abaixo da sua meta de 10,06 milhões de barris por dia.

Fed tira brilho ao ouro

O metal precioso continua a perder brilho, à medida que aumentam as probabilidades de uma subida de juros nos EUA na reunião deste mês da Reserva Federal. O ouro segue a deslizar 0,3% para 1.229,60 dólares por onça, naquela que é a quarta sessão consecutiva de descidas. A pressionar o metal continua a expectativa que a Fed dos EUA suba a sua taxa de juro este mês, uma indicação deixada por vários membros da instituição.

Ver comentários
Saber mais fecho dos mercados bolsas acções dívida juros da dívida euribor dólar euro libra petróleo WTI Brent Stoxx 600 acções europeias PSI-20 matérias-primas
Outras Notícias