Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo arrancam Março em queda

Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo arrancam Março em queda

Depois de terem descido cerca de 4% em Fevereiro, as bolsas europeias voltaram a recuar no arranque de Março, numa sessão marcada por um novo discurso de Powell.
Fecho dos mercados: Bolsas e petróleo arrancam Março em queda
EPA

Os mercados em números

PSI-20 perdeu 1,68% para 5.376,33 pontos

Stoxx 600 recuou 1,26% para 374,86 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,20% para 2.708,41 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 4,4 pontos base para 1,947%

Euro sobe 0,14% para 1,2210 dólares

Petróleo desvaloriza 1,22% para os 63,94 dólares por barril, em Londres

Março arranca em queda nas bolsas europeias

Depois de terem registado em Fevereiro o pior mês desde Junho de 2016, as bolsas europeias prolongaram as quedas, esta quinta-feira. O índice de referência do Velho Continente, o Stoxx600, perdeu 1,26% para os 374,86 pontos. Este desempenho ocorreu numa sessão marcada por um novo discurso de Jerome Powell, desta vez no Senado. O novo presidente da Reserva Federal adiantou que favorece subidas de juro "graduais" e que não vê sinais de que a economia americana esteja a sobreaquecer. "Estamos a entrar num período de turbulência", afirmou à Bloomberg Sebastien Page, responsável pela alocação de activos da T. Rowe Price. "A Fed tem sido relativamente clara na sua expectativa de que a inflação suba este ano", acrescentiy Lindsey Piegza, economista-chefe da Stifel Nicolaus &Co.

 

A bolsa de Lisboa seguiu esta tendência negativa e, durante a sessão, chegou a registar a subida mais expressiva desde Janeiro do ano passado. O PSI-20 recuou 1,68% para 5.376,33 pontos, com 16 cotadas em queda e duas em alta. O grande destaque foi a Jerónimo Martins que afundou 9,73% para 15,40 euros, tendo tocado em mínimos de Dezembro. Esta foi a pior sessão desde Julho de 2014. A contribuir para este desempenho estiveram os resultados apresentados pela retalhista ontem já após o fecho do mercado. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos fechou 2017 com uma quebra de lucros de 35% para 385 milhões de euros. Uma queda que é justificada essencialmente pelo facto de em 2017 não terem sido registados factores extraordinários.

A contrariar a tendência de quedas esteve o BCP, cujos títulos subiram 1,25% para 0,2987 euros, evitando assim uma descida mais pronunciada do índice.

Juros caem e mantêm-se abaixo de 2%
Os juros da dívida portuguesa voltaram a cair na maioria dos prazos, mantendo-se abaixo dos 2% na dívida a dez anos. Já na sessão desta quarta-feira os juros desceram na generalidade dos países do euro depois de ter sido divulgado que a taxa de inflação na Zona Euro desceu de 1,3% em Janeiro para 1,2% em Fevereiro, alimentando a convicção de que o BCE vai ser cauteloso na retirada dos estímulos. Esta quinta-feira, a "yield" associada às obrigações a dez anos desceu 4,4 pontos base para 1,947%. Na Alemanha, os juros também recuaram mas menos levando o prémio de risco português a descer para 130,92 pontos. 

 

Dólar sobe pelo terceiro dia

A moeda norte-americana segue a valorizar face às principais divisas negociadas, completando o terceiro dia de ganhos. Ainda assim, o índice do dólar compilado pela Bloomberg já travou os ganhos que registou durante a sessão. Segue a subir 0,02% para os 90,627 pontos, depois de ter chegado a avançar 0,35%. O dólar travou os ganhos depois das declarações do novo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos que afirmou que não há sinais de que a economia americana esteja a sobreaquecer. Jerome Powell adiantou, no Senado, que não há evidência de um movimento decidido de subida dos salários, embora espere ver mais aumentos.

 

Euribor com desempenhos diferentes

As Euribor registaram desempenhos diferentes nos distintos prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se nos -0,327%, acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a Euribor a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação, caiu para -0,271%, enquanto a taxa a nove meses subiu para -0,221%. No prazo mais longo, a 12 meses, a Euribor ficou inalterada pela terceira sessão consecutiva nos -0,191%.

                                      

Petróleo prolonga maior queda em três semanas

Os preços do petróleo seguem a negociar em queda, em ambos os mercados de referência. A matéria-prima prolonga, assim, a maior queda em três semanas, a reflectir os dados que mostraram que os inventários e a produção dos Estados Unidos subiram. Os "stocks" superaram mesmo as estimativas e atingiram o nível mais elevado deste ano. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cai 1,02% para os 61,01 dólares por barril. Já o Brent, em Londres, recua 1,22% para os 63,94 dólares por barril.  

 

Alumínio em queda à espera de decisão de Trump

O alumínio segue a negociar em queda, esta quinta-feira, a reflectir a expectativa em torno do anúncio de Donald Trump de impostos sobre as importações norte-americanas. Esta expectativa levou mesmo os analistas a alertar para o risco de expor os consumidores americanos a preços mais elevados. O alumínio desce 0,3% para os 2.126,50 dólares por tonelada, negociando perto do valor mais baixo este ano. O zinco cai pelo terceiro dia, a reflectir os sinais de uma maior oferta na China.

 




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