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Fecho dos mercados: Bolsas em alta, crude e ouro valorizam e juros em mínimos

As principais praças europeias valorizaram animadas pelos ganhos do sector automóvel. Os juros das dívidas públicas de Portugal e Espanha renovaram mínimos, enquanto o ouro e o petróleo registaram fortes subidas na semana.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 29 de Março de 2018 às 17:28
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,89% para 5.405,57 pontos

Stoxx 600 avançou 0,44% para 370,87 pontos

S&P 500 soma 1,08% para 2.633,06 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 2,7 pontos base para 1,615%

Euro desce 0,13% para 1,2292 dólares

Petróleo ganha 0,50% para 69,88 dólares em Londres

 

Bolsas europeias em alta apoiada pelo sector automóvel

As bolsas europeias transaccionaram em terreno positivo na sessão desta quinta-feira, 29 de Março, apoiadas em especial pelas cotadas do sector automóvel, isto depois de ter sido noticiado, ainda esta manhã, que a Renault está em negociações com a Nissan com vista a uma fusão.

 

O índice de referência europeu Stoxx600 valorizou 0,44% para 370,87 pontos, com o índice que reúne as principais empresas do sector automóvel a avançar acima de 3%.

Ainda a animar as bolsas do Velho Continente está a negociação em curso entre as autoridades da China e dos Estados Unidos com o objectivo de evitar a concretização de uma espiral de medidas e contra-medidas proteccionistas, o que prejudicaria não apenas as duas maiores economias mundiais mas também o conjunto da economia global. 

No plano nacional, o PSI-20 avançou 0,89% para 5.405,57 pontos, impulsionado sobretudo pelas subidas conseguidas pela Jerónimo Martins e pelo BCP. A retalhista apreciou 2,24% para 14,805 euros enquanto o banco ganhou 1,23% para 27,2 cêntimos.

Juros a 10 anos de Portugal renovam mínimos de Abril de 2015

Esta quinta-feira foi mais um dia marcado pela queda generalizada dos juros exigidos pelos investidores para adquirirem títulos da dívida soberana dos países da Zona Euro.

 

No mercado secundário, a taxa de juro associada às obrigações lusas com prazo a 10 anos recua 2,7 pontos base para 1,615%, num dia em que voltou a renovar mínimos de Outubro de 2015. É a sexta sessão consecutiva de queda do custo de financiamento da dívida lusa na maturidade de referência.

 

Tendência idêntica nos juros das dívidas públicas de Espanha e de Itália, que recuam respectivamente 4,9 e 5,5 pontos base para 1,164% e 1,786%. Os juros espanhóis estão em mínimos de Outubro de 2016 e de Itália em mínimos de Dezembro.

 

Euribor sobem a três e 12 meses

As taxas Euribor subiram 0,001 pontos nos prazos a três e 12 meses, para -0,328% e -0,190%, respectivamente.

Já a seis (a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação) e nove meses permaneceram inalteradas em -0,271% e -0,221%.

Euro em mínimo de uma semana face ao dólar

A moeda única europeia negociou em queda face ao dólar nos mercados cambiais, o que aconteceu pela terceira sessão consecutiva. Nesta altura, o euro recua 0,13% para 1,2292 dólares.

Pelo seu lado, o dólar ganhou terreno pelo terceiro dia no índice da Bloomberg que mede a divisa num face a um cabaz das principais moedas mundiais. A moeda norte-americana recuperou assim do mínimo de cinco semanas atingido no início desta semana.

A queda dos pedidos de subsídios de desemprego para mínimos de 45 anos verificada na semana passada e o aumento da despesa dos consumidores pelo segundo mês seguido, em Fevereiro, contribuiu para a valorização do dólar esta quinta-feira.

 

Crude com maior valorização semanal desde Julho

A perspectiva de reforço da instabilidade geopolítica levou o petróleo para a maior valorização semanal desde Julho do ano passado. Depois de três dias em queda, o petróleo valoriza em Londres e em Nova Iorque, com o Brent do Mar do Norte a subir 0,50% para 69,88 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) a ganhar 0,57% para 64,75 dólares.

 

Na semana, o Brent e o WTI acumulam subidas superiores a 6% e a 5,5%, respectivamente.

 

A determinar este comportamento da matéria-prima está o facto de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter escolhido o "falcão" John Bolton para conselheiro nacional para a Segurança. Bolton é defensor de uma mudança de regime no Irão e crítico do acordo sobre o nuclear iraniano que também Trump quer reverter. Também o novo chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, é crítico de Teerão.

Estas escolhas aliadas à crescente aproximação ao já tradicional aliado saudita de Washington poderá reforçar a instabilidade no Médio Oriente.

 

Ouro com melhor trimestre desde 2011

O presente ano de 2018 está a ser positivo para o ouro, que deverá fechar o primeiro trimestre com a maior valorização registada desde 2011.

 

Apesar de recuar há três sessões seguidas – segue a cair 0,12% para 1.323,36 dólares por onça - e de hoje ter tocado no valor mais baixo desde 21 de Março, o metal precioso fecha também a semana com uma subida em torno dos 2,5%, a melhor evolução numa semana desde Setembro do ano passado

 

A possibilidade de os próximos meses serem marcados por uma agudização da tensão geopolítica está a contribuir para a valorização do ouro que vê o seu valor enquanto activo de refúgio ser reforçado pela perspectiva de incerteza adicional nos mercados.

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