Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em alta, juros em queda e petróleo em máximos de 2015

Fecho dos mercados: Bolsas em alta, juros em queda e petróleo em máximos de 2015

As bolsas fecharam em alta, esta quarta-feira, com os investidores animados em relação ao rumo da economia. Os juros voltaram a negociar abaixo dos 2%.
Fecho dos mercados: Bolsas em alta, juros em queda e petróleo em máximos de 2015
Raquel Godinho 03 de janeiro de 2018 às 17:38

O mercado em números

Stoxx 600 somou 0,48% para 390,22 pontos
PSI-20 subiu 1,25% para 5.537,97 pontos
S&P 500 sobe 0,42% para 2.707,12 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos desceram 1,9 pontos base para 1,990%
Euro desvaloriza 0,25% para 1,2028 dólares
Petróleo em Londres valoriza 1,71% para 67,71 dólares por barril

  

Bolsas mantêm ritmo positivo

As principais bolsas europeias voltaram aos ganhos. Depois de na primeira sessão do ano nem todas terem conseguido subir, esta quarta-feira a tendência foi positiva. Um desempenho que foi acompanhado pelas praças de Wall Street, com os investidores animados com os sinais que apontam para uma aceleração do crescimento económico global. As acções tecnológicas e fabricantes de automóveis lideram os ganhos. O índice de referência da Europa, o Stoxx 600, somou 0,480% para os 390,22 pontos.

 

O PSI-20 subiu 1,25% para 5.537,97 pontos, com 15 cotadas em alta, duas em queda e uma inalterada. Durante a sessão, o índice tocou no valor mais elevado desde 6 de Novembro de 2015. O BCP somou 2,68% para 28,75 cêntimos, tendo chegado a negociar nos 29,2 cêntimos, o que representa o valor mais alto desde Agosto de 2016. A melhoria da economia e a incerteza no sector da energia podem ajudar a explicar a subida do banco. A Mota-Engil somou 5,54% para 4 euros, tendo tocado nos 4,01 euros, um máximo de 27 de Novembro de 2014.

Juros da dívida portuguesa abaixo de 2%

Depois de terem arrancado o ano a subir, os juros da dívida pública portuguesa voltaram a descer, esta quarta-feira. A tendência de queda foi generalizada a todos os prazos. A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos desceu 1,9 pontos base para 1,990%, depois de na véspera ter superado pela primeira vez desde 17 de Novembro a barreira dos 2%, após uma série de cinco sessões sempre a subir. Os juros da dívida alemã também desceram, mas mais, o que elevou o prémio de risco para 154,74 pontos.

 

Dólar interrompe cinco dias de quedas

O dólar voltou a valorizar face às principais moedas negociadas. A moeda interrompeu, assim, uma série de cinco dias de quedas, animada pela divulgação de indicadores económicos animadores nos Estados Unidos, como foi o caso do índice ISM para a manufactura, em Dezembro, a venda de automóveis e a construção. Em todos os casos foram superadas as estimativas dos analistas. O índice do dólar medido pela Bloomberg soma 0,21% para os 92,066 pontos.

 

Euribor inalteradas nos principais prazos

As taxas Euribor, nos principais prazos para o crédito à habitação, mantiveram-se inalteradas esta quarta-feira. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se pela décima primeira sessão consecutiva nos -0,329%. Já a taxa a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos empréstimos para a compra de casa em Portugal, também ficou inalterada pela oitava sessão nos -0,271%. As restantes taxas registaram um desempenho negativo. A Euribor a nove meses desceu para -0,219%, enquanto a taxa a 12 meses caiu para -0,187%.

 

Petróleo em máximos de Junho de 2015

A expectativa de que os inventários de crude tenham recuado está a animar a negociação dos preços do petróleo, que seguem em máximos de dois anos e meio. Esta quinta-feira, serão publicados os dados do governo norte-americano sobre as reservas de combustíveis e os analistas consultados pela Bloomberg esperam que os "stocks" de crude tenham caído em cinco milhões de barris na semana passada. Além disso, as autoridades do Irão declararam o fim dos confrontos. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 1,97% para os 61,56 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent valoriza 1,71% para os 67,71 dólares por barril.  

 

Queda do dólar leva paládio a recorde

Depois de ter subido 55% no ano passado, um dos melhores desempenhos entre as principais matérias-primas, o paládio arrancou 2018 com o "pé direito". O metal atingiu, esta quarta-feira, um valor recorde em Nova Iorque, a reflectir a queda do dólar pela quinta sessão. A desvalorização da nota verde aumenta a atractividade do investimento em matérias-primas. Além disso, foi hoje anunciado que os inventários de paládio desceram 25% em Dezembro. Os futuros para entrega em Março sobem 2,5% para os 1.087,35 dólares por onça, depois de terem tocado num máximo histórico nos 1.090,45 dólares por onça.