Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas em máximos com euro a desvalorizar. Juros em forte queda

Fecho dos mercados: Bolsas em máximos com euro a desvalorizar. Juros em forte queda

As bolsas europeias continuam em máximos de 2015, numa sessão em que o euro esteve a desvalorizar. Já o prémio de risco de Portugal registou uma forte queda.
Fecho dos mercados: Bolsas em máximos com euro a desvalorizar. Juros em forte queda
Patrícia Abreu 08 de janeiro de 2018 às 17:30

O mercado em números

Stoxx 600 ganhou 0,27% para 398,43 pontos
PSI-20 subiu 0,53% para 5.615,63 pontos
S&P 500 desliza 0,01% para 2.742,84 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos caíram 7,4 pontos base para 1,867%
Euro cai 0,49% para 1,1971 dólares
Petróleo, em Londres, soma 0,06% para 67,66 dólares por barril

Bolsas sobem pelo quarto dia

As bolsas europeias encerraram a valorizar pela quarta sessão consecutiva, naquele que é o melhor arranque de ano na região desde 2013. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,27%, em máximos de Agosto de 2015, depois de ter subido mais de 2% na primeira semana do ano. As acções europeias têm recebido várias recomendações positivas por parte dos bancos de investimento, com entidades como o JPMorgan ou o Goldman Sachs a anteciparem ganhos expressivos na Europa.

A suportar os ganhos na região estão sobretudo as exportadoras, animadas pela desvalorização do euro. As mineiras e as fabricantes automóveis destacaram-se entre os sectores que mais subiram, num dia em que as bolsas dos EUA estão a aliviar dos recordes alcançados na semana passada.

Em Lisboa, o índice PSI-20 ganhou 0,53%, numa sessão de máximos entre as papeleiras. A Semapa terminou o dia a subir 1,88% para 18,40 euros, um máximo histórico. A Navigator ganhou 1,12% para 4,522 euros, tendo tocado nos 4,548 euros, o valor mais elevado desde Maio de 2015. E a Altri somou 0,38% para 5,30 euros. A sustentar os ganhos em Lisboa esteve o BCP. O banco terminou o dia a crescer 1,04% para 30,08 cêntimos.

Juros em forte queda

Os juros da República Portuguesa encerraram a primeira sessão da semana em forte queda. A "yield" a dez anos recuou 7,4 pontos base para 1,867%, a acompanhar o movimento de queda dos juros na Europa. Com esta descida, Portugal reduziu a diferença face à Alemanha, com o "spread" a baixar para 143,7 pontos.

Esta segunda-feira foi conhecido o programa de financiamento do Estado para 2018. Uma das primeiras conclusões é a diminuição das necessidades de financiamento do Estado. Este ano deverão ascender a 10,9 mil milhões de euros. Já em 2017, foram de 12,4 mil milhões. Para colmatar estas necessidades de financiamento, o IGCP diz que vai focar-se na emissão de obrigações do Tesouro, numa estratégia que visa "promover a liquidez e um funcionamento eficiente dos mercados primário e secundário".

Dólar sobe pela primeira vez em três dias

A divisa norte-americana está a ganhar terreno pela primeira vez em três dias. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda face a um cabaz de dez divisas, avança 0,2%, depois de ter tocado em máximos de 25 de Setembro durante o dia. A nota verde tem sido pressionada por dúvidas em relação à robustez da economia dos EUA e depois das minutas da Reserva Federal dos EUA terem confirmado a intenção dos membros do banco central dos EUA em manter um aumento gradual dos juros no país.

Tensão no Irão puxa pelo petróleo

Os preços do petróleo seguem em alta ligeira, com as tensões políticas no Irão a suportarem a matéria-prima e depois de terem sido divulgados números que mostram um abrandamento da exploração nos EUA. De acordo com os dados da Baker Hughes, divulgados na sexta-feira, o número de plataformas de perfuração em funcionamento diminuiu em cinco na semana que terminou a 5 de Janeiro, baixando o total para 742. O WTI, negociado em Nova Iorque, avança 0,08% para 61,49 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, soma 0,06% para 67,66 dólares.

Alumínio contraria ganhos dos metais

O alumínio segue a desvalorizar no mercado londrino, pressionado pela venda de posições por parte dos fundos, no âmbito da revisão anual de estratégia. O metal segue a recuar 0,9% para 2.183 dólares por tonelada, numa sessão de ganhos entre a generalidade dos metais industrias.