Mercados Fecho dos mercados: Bolsas, euro e petróleo avançam. Aço tem pior semana num ano

Fecho dos mercados: Bolsas, euro e petróleo avançam. Aço tem pior semana num ano

As bolsas europeias, incluindo a nacional, estiveram hoje a negociar em alta, animadas ainda pelo reafirmar do compromisso, pelo BCE, com o programa de estímulos económicos. Foram sustentadas também pelos dados robustos do emprego nos EUA. Os ganhos estenderam-se ao euro, petróleo e juros das obrigações portuguesas. No vermelho, destaque para o aço.
Fecho dos mercados: Bolsas, euro e petróleo avançam. Aço tem pior semana num ano
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 somou 0,53% para 5.423,80 pontos

Stoxx 600 avançou 0,39% para 378,09 pontos

S&P 500 ganha 1,09% para 2.768,70 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 4 pontos base para 1,863%

Euro soma 0,13% para 1,2328 dólares

Petróleo valoriza 1,65% para 64,66 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias sobem após BCE e com mercado laboral dos EUA

As principais bolsas do Velho Continente negociaram em terreno positivo na sessão desta sexta-feira, 9 de Março, isto no dia seguinte ao Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado a manutenção das taxas de juro em mínimos históricos e de a autoridade monetária europeu ter reafirmado o compromisso com o programa de estímulos económicos em vigor.

Se já negociavam no verde, depois da divulgação de dados sobre o mercado laboral dos Estados Unidos acentuaram os ganhos. Isto porque a desaceleração do ritmo de crescimento dos salários norte-americanos levou os investidores a considerar que a inflação poderá manter-se moderada. Por sua vez, a não subida dos preços no consumidor pode levar a Reserva Federal dos Estados Unidos a rever as pretensões de decretar três aumentos dois juros em 2018.


Assim, o índice de referência europeu Stoxx 600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, avançou 0,43% para 378,24 pontos, apoiado principalmente pela subida registada pelo sector das matérias-primas, no quinto dia seguido de ganhos. Já o luso PSI-20 apreciou 0,53% para 5.423,80 pontos, a segunda sessão seguida da bolsa lisboeta em terreno positivo. As valorizações conseguidas pela Jerónimo Martins (+2,34% para 15,31 euros) e pela Galp Energia (+2,55% para 15,09 euros) impulsionaram.

 

Juros das obrigações sobem em todos os prazos

Os investidores exigiram, esta sexta-feira, juros mais altos para apostar na dívida pública portuguesa a partir de vencimentos a dois anos. A descer estiveram apenas os prazos a 3, 6 e 12 meses, ou seja, os bilhetes do Tesouro. Nas obrigações, no prazo de referência a 10 anos a "yield" da dívida nacional subiram 4 pontos base para 1,863%. Já os juros das Bunds [obrigações alemãs] a 10 anos avançam 2 pontos base, para 0,648%.

 

Euribor mantêm-se a 3 meses e sobem a 6 meses

As Euribor voltaram a registar um movimento misto nos diferentes prazos. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou hoje a ser fixada pela oitava sessão consecutiva em -0,327%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez a 10 de Abril do ano passado. Já a Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, subiu para -0,271%, mais 0,001 pontos e contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez a 31 de Janeiro.    

 

Dólar cede terreno com abrandamento na subida dos salários

A nota verde cedeu parte dos ganhos face à maioria das moedas do G-10 e segue mesmo a perder terreno face ao euro. Isto porque apesar do forte aumento das contratações nos EUA, em Fevereiro, houve uma desaceleração no aumento dos salários – o que travou os receios de que a inflação suba de forma acelerada e a Fed se veja obrigada a aumentar o ritmo de subida dos juros.

A divisa norte-americana segue a ceder 0,13% face à moeda única europeia, a negociar nos 1,2328 dólares por euro.

 

Petróleo recupera com procura das refinarias

Os preços do ouro negro estão a recuperar das quedas das últimas sessões, animados pelo facto de as refinarias dos EUA estarem a terminar o seu período de manutenção e a impulsionar a procura desta matéria-prima.

Nos EUA, o West Texas Intermediate segue a somar 1,68% para 61,13 dólares por barril e em Londres o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas, está a ganhar 1,65% para 64,66 dólares.

 

Aço com a pior semana do último ano

O aço teve uma má semana, à conta da imposição de tarifas de 25% a quem exporte este metal para os EUA. A decisão de Donald Trump tem feito crescer os receios de uma guerra comercial e as cotações do aço têm estado a ser penalizadas por estas medidas proteccionistas dos Estados Unidos. Além disso, os inventários de aço na China aumentaram, o que contribuiu para a descida dos preços.

Os futuros das armações de aço, um produto de referência usado na construção, caíram 7,8% esta semana em Xangai, naquele que foi o pior desempenho em cerca de um ano.




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