Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias caem arrastadas por guerra comercial. Juros portugueses próximos de 1%

Fecho dos mercados: Bolsas europeias caem arrastadas por guerra comercial. Juros portugueses próximos de 1%

As bolsas europeias voltaram a ser pressionadas pela guerra comercial entre os EUA e a China. Enquanto isso, os investidores tentam proteger-se apostando em obrigações soberanas. Portugal beneficia deste contexto, vendo a taxa de juro a 10 anos muito próxima de quebrar a barreira de 1%.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias caem arrastadas por guerra comercial. Juros portugueses próximos de 1%
EPA
Negócios 17 de maio de 2019 às 17:17

 

Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,21% para 5.118,04 pontos

Stoxx 600 cedeu 0,36% para 381,51 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,35% para 7.870,73 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua xxx pontos base para xxx%

Euro cede 0,08% para 1,1165 dólares

Petróleo sobe 0,02% para 72,63 dólares por barril, em Londres

 

Guerra comercial volta a ditar queda das bolsas

As bolsas europeias fecharam em queda, pressionadas pelos receios renovados em torno da guerra comercial. Isto porque começaram a circular notícias sobre o facto de a China estar a ponderar suspender as negociações comerciais com os EUA.


Estas notícias estão a deixar os investidores mais nervosos, numa altura em que os EUA já implementaram o aumento de 10% para 25% das tarifas sobre bens chineses importados no valor de 200 mil milhões de dólares.

 

A incerteza sobre o desfecho desta questão está a provocar quedas nas bolsas, com os investidores a preferirem refugiar-se em ativos considerados mais seguros, como o caso das obrigações soberanas ou o ouro.

 

Neste contexto, o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, fechou a cair 0,36% para 381,51 pontos.

 

Já o PSI-20 recuou 0,21% para 5.118,04 pontos, com a Jerónimo Martins a destacar-se, com uma queda superior a 3,5% devido aos receios de que a Polónia introduza um imposto sobre as retalhistas.

 

 

Juros portugueses perto de negociar abaixo dos 1%

Os juros portugueses a dez anos estão a aliviar há quatro sessões consecutivas, aproximando-se cada vez mais de um juro inferior a 1% no mercado secundário de dívida. Esta sexta-feira, 17 de maio, os juros nesse prazo baixaram três pontos base para os 1,045%, um novo mínimo histórico. 

 

De notar também que os juros da dívida portuguesa a cinco anos nunca estiveram tão perto de níveis negativos, terreno em que já está a dívida de curto prazo. Hoje baixaram para os 0,047%.

 

Nos restantes países europeus, os juros das obrigações soberanas também aliviaram na sessão de hoje. Foi o caso de Itália: os juros a dez anos baixaram 1,8 pontos base para os 2,665%, após terem subido com o receio de que o país volte a entrar em conflito com as regras europeias por causa do défice orçamental.

 

Já os juros alemães a dez anos aliviaram 1,1 pontos base para os -0,106% num dia em que os investidores privilegiaram as obrigações soberanas, em detrimento das ações.

 

Dólar avança, enquanto euro à espera de eleições

A moeda norte-americana fecha a semana em alta, numa altura em que é impulsionada pelo alívio das tensões entre os Estados Unidos e os principais parceiros comerciais, à exceção da China. Apesar de o conflito com a China não ter ainda fim à vista, o governo norte-americano prepara-se para levantar as tarifas sobre o alumínio e aço importados ao Canadá e ao México. A decisão de Donald Trump de alargar o prazo de negociações com a União Europeia e o Japão, para decidir sobre a imposição de tarifas à importação de automóveis, também trouxe calma aos mercados.

 

Neste cenário, o índice da Bloomberg para o dólar, que compara a moeda norte-americana com um cabaz das principais divisas mundiais, está a valorizar 0,1% na sessão desta sexta-feira, registando uma subida semanal superior a 0,6%.

 

Na Europa, a moeda única está a ser penalizada pela incerteza quanto ao desfecho das eleições europeias, marcadas para a próxima semana. Num contexto marcado também pela indefinição em torno do Brexit, os analistas antecipam mesmo que a moeda única poderá manter a tendência de queda nos próximos dias, aproximando-se da barreira psicológica dos 1,10 dólares, um valor que já não atinge desde junho de 2017.

 

Para já, o euro está a ceder 0,08% contra a moeda norte-americana, para os 1,1165 dólares.

 

Petróleo ganha com tensões no Golfo Pérsico

As cotações do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais, a caminho da maior subida semanal desde inícios de abril, devido às tensões no Golfo Pérsico, com as fricções entre a Arábia Saudita e o Irão em foco. Os recentes ataques a petroleiros e estações de extração de crude sauditas tem recordado o quão disruptiva pode ser – para a oferta de matéria-prima – uma guerra no Médio Oriente.

 

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em junho segue a ganhar 0,65% para 63,28 dólares por barril. Também o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – segue em alta, com os preços do contrato para entrega em julho a somarem 0,02% para 72,63 dólares.

 

Minério de ferro dispara para máximos de 2014

O minério de ferro segue a somar 2,5% para 100,35 dólares por tonelada, níveis que não se viam desde 2014, numa altura em que uma diminuição da oferta mundial está a afetar o abastecimento de cargueiros – e quando a China está a procurar cada vez mais esta matéria-prima para a produção de aço.

 

Este ano, o preço do minério de ferro tem estado a disparar, por conta sobretudo da perturbação da oferta do Brasil e da Austrália, que são os principais exportadores, o que intensifica a especulação de que o mercado rapidamente estará em défice face à procura.

 




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