Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias com melhor semana desde Dezembro de 2016

Fecho dos mercados: Bolsas europeias com melhor semana desde Dezembro de 2016

As bolsas europeias acumularam um ganho superior a 3% na semana, o que traduz o melhor desempenho em mais de um ano. O petróleo acompanhou a recuperação das bolsas e os juros da dívida caíram.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias com melhor semana desde Dezembro de 2016
Reuters

O mercado em números
PSI-20 ganhou 0,76% para 5.505,43 pontos

Stoxx 600 valorizou 1,09% para 380,62 pontos

S&P500 ganha 0,57% para 27.746,86 pontos

Euro cai 0,49% para 1,2445 dólares

Juros das obrigações do Tesouro caem 6 pontos base para 2,00%

Petróleo sobe 1,23% para 65,12 dólares em Londres 

 

Bolsas europeias com melhor semana em mais de um ano 

As principais bolsas do Velho Continente negociaram em alta na sessão desta sexta-feira, 16 de Fevereiro, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a valorizar pelo terceiro dia consecutivo, tendo tocado em máximos de mais de uma semana.

 

Tirando partido destas subidas, este índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias fechou a semana com uma valorização acumulada de 3,25%, o que representa o melhor ciclo semanal desde Dezembro de 2016. Os sectores imobiliário e das telecomunicações foram os que registaram maiores subidas.

 

O lisboeta PSI-20 acompanhou o sentimento que predominou na Europa, tendo também valorizado pelo terceiro dia e fechado a semana com a melhor série semanal desde o início deste ano. A apoiar os ganhos da bolsa nacional estiveram em especial a Galp Energia e a EDP. A petrolífera somou 2,04% para 14,78 euros no dia em que a unidade de investimento do BPI elevou o preço-alvo atribuído às acções da cotada de 15,10 euros para 15,80 euros.

Já a EDP avançou 1,89% para 2,808 euros com a eléctrica a valorizar pelo terceiro dia e a tocar no valor mais alto em mais de uma semana. 

 

As bolsas europeias continuaram assim o ciclo de recuperações face às perdas acumuladas no início do mês.

 

Primeiro houve um conjunto de dados económicos positivos nos Estados Unidos a reforçar a expectativa de regresso a políticas monetárias mais agressivas, em particular com subidas dos juros, potenciando um forte movimento de venda de acções.

 

Porém, entretanto foram conhecidos outros dados que sinalizam que o regresso à subida dos juros, em especial na Zona Euro, poderá acontecer mais tarde do que chegou a ser temido há duas semanas.

 

Juros de Portugal regressam aos 2%
A sessão de hoje no mercado de dívida fica marcada por uma descida acentuada nas "yields", o que representa um alívio face à tendência de alta registada no resto da semana. Os juros das obrigações alemãs a 10 anos caem 6 pontos base para 0,706%, enquanto em Portugal a "yield" dos títulos a 10 anos cede 6 pontos base para 2,00%.   

 

Euro atinge máximos de 2014

O euro chegou a negociar em máximos de 2014, depois de ter chegado a negociar acima dos 1,255 dólares. A marcar a negociação cambial tem estado o foco na política monetária dos EUA. 

 

Petróleo recupera de duas semanas de quedas acentuadas

Depois de duas semanas de quedas fortes, o petróleo recuperou terreno nas últimas sessões, acompanhando o movimento de alta dos mercados accionistas numa altura em que diminuem as preocupações com o impacto das subidas das taxas de juro na economia global. WTI em Nova Iorque sobe 0,2% para 61,46 dólares e o Brent em Londres valoriza 0,65% para 64,75 dólares.

 

No acumulado da semana a matéria-prima regista uma subida de 3,36%, anulando assim parte da queda de 8,5% sofrida nas cinco sessões anteriores, que foi motivada sobretudo pelo aumento da produção de petróleo nos Estados Unidos para níveis recorde. "Os preços do petróleo estão em alta porque o mercado accionista estabilizou", comentou à Bloomberg Phil Flynn, da Price Futures Group.  

 

Bitcoin abaixo dos 10 mil dólares

A criptomoeda está a aliviar dos ganhos recentes, depois de ontem ter superado a barreira dos 10 mil dólares pela primeira vez em duas semanas. Depois de ontem ter fechado a subir pela sexta vez em sete sessões e acumulado uma escalada de 70% em duas semanas, a bitcoin desvaloriza  1% para 9.844,82 dólares.