Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas europeias em mínimos de 2016 e juros portugueses em máximos de cinco meses

Fecho dos mercados: Bolsas europeias em mínimos de 2016 e juros portugueses em máximos de cinco meses

Numa semana de correcção para as bolsas europeias, o principal agregador desce a mínimos de 2016. paralelamente, os juros das obrigações portuguesas subiram gradualmente, até atingirem esta sexta-feira um mínimo de dois anos.
Fecho dos mercados: Bolsas europeias em mínimos de 2016 e juros portugueses em máximos de cinco meses
Reuters
Ana Batalha Oliveira 12 de outubro de 2018 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,25% para 5.006,81 pontos

Stoxx 600 caiu 0,19% para 358,96 pontos
S&P 500 valoriza 1,39% para 2766,16 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal agrava 2,2 pontos base para os 2,043%

Euro cede 0,25% para os 1,1565 dólares

Petróleo sobe 0,20% para os 80,42 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias em mínimos de 2016

A maioria das bolsas europeias fechou a perder, numa semana de grandes quebras. Os mercados sofreram a pressão do conflito entre Itália e Bruxelas, deste lado do oceano, e do abalo na bolsa de Wall Street, que registou a maior quebra desde Fevereiro e fez-se sentir tanto na Europa como nas bolsas asiáticas. No Velho Continente, o principal agregador, o Stoxx 600, caiu 0,19% para 358,96 pontos, um mínimo de 30 de Dezembro de 2016. As utilities e as cotadas do sector imobiliário foram as que notaram uma maior quebra na última sessão da semana.

Em Portugal, o índice de referência nacional encerrou em alta de 0,25% para 5.006,81 pontos, apesar de ter registado a maior queda semanal desde Fevereiro. A Jerónimo Martins foi uma das cotadas que mais contribuiu para o bom desempenho em Lisboa. A retalhista acelerou 1,60% para 11,465 euros. Já o BCP ganhou 0,49% para 22,78 cêntimos. 

 

Juros portugueses em máximos de cinco meses

Os juros da dívida portuguesa subiram 2,2 pontos base para os 2,043%, um máximo de 8 de Junho, depois de terem rompido a barreira dos 2% no passado 9 de Outubro. Na Alemanha, esta sexta-feira, o movimento foi contrário, e os juros aliviaram 2,1 pontos base para os 0,498%, colocando prémio da dívida portuguesa face à germânica nos 154,5 pontos base.

 

Euribor sobe apenas a 12 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e a nove meses e subiram a doze meses, em relação a quinta-feira. A Euribor a três meses manteve-se hoje pela nona sessão consecutiva em -0,318%. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação manteve-se hoje nos -0,267%. A nove meses, a Euribor manteve-se nos -0,207% face ao dia anterior. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu de -0,156% na quinta-feira para -0,157% esta sexta-feira.

 

Euro entre os piores desempenhos do G-10 

A moeda única europeia alinha-se com o sentimento negativo vivido nas praças europeias e cede 0,25% para os 1,1565 dólares, tornando-se a divisa com pior desempenho entre as moedas das economias do G-10. O dólar está a beneficiar do mau momento das bolsas internacionais, usando o seu estatuto de activo refúgio. 

 

Petróleo recupera

O petróleo em Londres soma 0,20% para os 80,42 dólares, a primeira subida após duas sessões de fortes quebras que retiraram o barril de Brent da fasquia dos 85 dólares e puseram o ouro negro a negociar em níveis de 24 de Setembro. Esta sexta-feira, a Agência Internacional de Energia reviu em baixa as estimativas da procura da matéria-prima, dadas as ameaças crescentes ao crescimento económico e os correntes conflitos comerciais. Contudo, prevê que os preços continuem elevados, tendo em conta a diminuição de oferta do Irão e Venezuela e o facto das reservas ainda só corresponderem a 2% da procura mundial.

 

Açúcar em máximos de oito meses 

O açúcar tem aguçado o apetite dos investidores nas últimas semanas. Soma esta sexta-feira 2,01% para os 13,18 dólares por libra-peso, o valor mais alto desde 7 de Março deste ano. Nas últimas doze sessões, a matéria-prima só desceu ao terreno negativo na quarta-feira, registando esta semana os maiores ganhos acumulados da última década. As subidas estão a ser suportadas pela força da moeda de um dos maiores produtores, o Brasil. É, ainda assim, uma das matérias-primas com pior desempenho em 2018.




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