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Fecho dos mercados: Bolsas europeias fecham em máximos históricos. Euro toca em mínimos de outubro

Com quatro sessões de ganhos, o índice bolsista de referência da Europa fechou em máximos históricos. Já o euro cede face ao dólar, tendo tocado em mínimos de outubro.

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Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 06 de Fevereiro de 2020 às 17:33
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Os mercados em números
PSI-20 desceu 0,29% para os 5.287,35 pontos
Stoxx 600 subiu 0,44% para os 425,49 pontos
S&P 500 valoriza 0,23% para os 3.342,38 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,2 pontos base para os 0,333%
Euro desce 0,18% para os 1,0979 dólares
Petróleo em Londres desvaloriza 0,78% para 54,85 dólares por barril

Quatro sessões de ganhos dão novos máximos às bolsas europeias
A redução das tarifas chinesas sobre os bens norte-americanos (aplicadas durante o escalar do conflito comercial entre os EUA e a China) e uma série de resultados positivos das cotadas são fatores que se sobrepõem à preocupação com o impacto económico do coronavírus. 

Assim, as bolsas norte-americanas, asiáticas e europeias continuam a registar ganhos esta semana. No caso da Europa, as bolsas sobem há quatro sessões consecutivos e atingiram novos máximos históricos na sessão desta quinta-feira, 6 de fevereiro. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, valoriza 0,44% para os 425,49 pontos. 

"Com o atenuar dos receios relativamente ao coronavírus, as atenções dos investidores voltaram-se hoje mais para os resultados empresariais", explicam os analistas do BPI no comentário de fecho. Destacam-se neste âmbito a luxemburguesa ArcelorMittal, cujas ações subiram 11%, o banco italiano Unicredit, cujas ações avançaram 8%, o banco francês Société Générale, que somou 1%, e o Deutsche Bank, que valorizou mais de 12%.

Entre as principais praças europeias, o PSI-20 foi uma exceção. A bolsa nacional caiu 0,29% para os 5.287,35 pontos, principalmente por causa da queda do BCP e da Galp Energia. 

Obrigações soberanas serenas
Os juros das obrigações soberanas na Europa estão sem rumo definido numa altura em que os mercados bolsistas, ativos de maior risco, sobem para máximos históricos e os ativos de refúgio se mantêm estáveis na esperança de que a propagação do coronavírus seja contida. 

A yield associada às obrigações portuguesas a dez anos está a descer 0,2 pontos base para os 0,333%. Os juros alemães no mesmo prazo somam 0,1 pontos base para os -0,371%.

Dólar em máximos de 2020 e euro em mínimos de outubro
A divisa norte-americana subiu para o valor mais elevado de 2020 face às quedas do euro e do dólar canadiano. Neste momento, o índice da Bloomberg para o dólar está a valorizar 0,2%, após ter atingido um máximo de dois meses. 

O euro está a ceder 0,18% para os 1,0979 dólares, tendo chegado a cair 0,2% para os 1,0965 dólares, o que representava um mínimo de 10 de outubro. 

São várias as notícias que podem estar a pressionar a divisa europeia: na Alemanha, as encomendas das fábricas desceram 2,1% em dezembro; no Parlamento Europeu, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, admitiu que os bancos centrais têm "significativamente" menos margem de manobra para combater crises na atualidade.

Rússia condiciona ganhos do petróleo
O petróleo esteve a valorizar após o comité técnico da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter recomendado a aplicação de mais cortes (menos 600 mil barris por dia) na produção em cima das reduções já aprovadas no passado. O objetivo seria combater a pressão feita pelo surto do coronavírus na procura por petróleo (combustível para viagens turísticas e de trocas comerciais, principalmente) a nível mundial e, em específico, na China. 

No entanto, os países não chegaram a acordo nesta reunião de emergência dada a resistência da Rússia cujo orçamento é menos permeável à flutuação da cotação do barril. O Governo russo pediu mais tempo para avaliar a situação. 

A inexistência de acordo apagou parte dos ganhos do petróleo, passando este a flutuar entre o verde e o vermelho em Nova Iorque e em Londres. De acordo com o analista do Scotiabank, Michael Loewen, citado pela Bloomberg, mesmo os cortes anteriores ao vírus deixavam o mercado petrolífero com oferta a mais pelo que pressão para a cotação baixar sai ainda mais reforçada. 

Neste momento, o WTI, negociado em Nova Iorque, sobe 0,16% para os 50,84 dólares por barril, ao passo que o Brent, que é transacionado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, desvaloriza 0,78% para 54,85 dólares por barril. 

Ouro sobe pela segunda sessão
O metal precioso está a valorizar pela segunda sessão consecutiva, recuperando de um mínimo de duas semanas em que tocou no início desta semana. Recentemente, o ouro - visto como um "seguro" face a uma maior travagem económica provocada pelo coronavírus - detido por ETFs ("exchange-traded funds") subiu para um novo recorde. 

Apesar do apetite por risco ter resistido, a incerteza corrente relacionada com o coronavírus deverá manter atrativo o investimento em ouro, ainda que as subidas possam ser limitadas por uma menor procura por ouro no mercado de luxo (joalharia), principalmente na China. 

O ouro sobe 0,59% para os 1.565,26 dólares por onça.
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