Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas fecham semana em alta, queda do dólar anima matérias-primas

Fecho dos mercados: Bolsas fecham semana em alta, queda do dólar anima matérias-primas

A última sessão da semana ficou marcada pela recuperação das acções do Velho Continente. A queda do dólar animou o desempenho das matérias-primas.
Fecho dos mercados: Bolsas fecham semana em alta, queda do dólar anima matérias-primas

Os mercados em números 

PSI-20 subiu 0,03% para 5.768,48 pontos

Stoxx 600 somou 0,50% para 400,57 pontos

S&P 500 avança 0,47% para 2.852,54 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avança 4,1 pontos base para 1,946%

Euro sobe 0,18% para 1,2418 dólares

Petróleo avança 0,04% para os 70,45 dólares por barril, em Londres

  

Stoxx 600 valoriza mas fecha semana com saldo negativo

As principais praças europeias negociaram em alta na sessão desta sexta-feira, 26 de Janeiro, com o índice de referência europeu Stoxx 600 a apreciar 0,50% para 400,57 pontos, interrompendo assim um ciclo de dois dias seguidos em terreno negativo.

 

Com a valorização hoje conseguida, o Stoxx 600 fecha a semana com uma saldo negativo de 0,08%, o que interrompe uma série de três semanas consecutivas a valorizar. Isto depois de na quinta-feira o Banco Central Europeu ter reafirmado que pretende retirar lentamente os estímulos económicos em vigor pese embora os indicadores económicos que apontam para uma recuperação robusta na Zona Euro. A arrefecer os ânimos esteve o crescimento do PIB dos Estados Unidos de 2,6% no último trimestre de 2017, o que ficou aquém da estimativa de 3% feita pelos analistas.

 

Em Lisboa o sentimento também foi positivo, com o PSI-20 a ganhar ligeiros 0,03% para 5.768,48 pontos, apoiado em especial pela subida de 0,97% do BCP que fechou com cada acção a valer 0,3324 euros.

 

Juros sobem mas ficam abaixo de 2%

Os investidores exigiram, esta sexta-feira, juros mais altos para apostar na dívida pública portuguesa. A tendência foi praticamente generalizada sendo que na maturidade de referência, a 10 anos, a "yield" subiu 4,1 pontos-base para os 1,946%, mantendo-se assim abaixo dos 2%. A taxa de juro da dívida alemã também subiu, mas menos, elevando o prémio de risco da dívida portuguesa para 131,68 pontos.

 

Euribor com desempenhos diferentes

As taxas Euribor registaram desempenhos diferentes nos diferentes prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, desceu para -0,328%, mantendo-se acima do mínimo histórico. Já a Euribor a seis meses, o principal indexante ao crédito à habitação em Portugal, ficou inalterada nos -0,278%, o valor mais baixo de sempre. A taxa a nove meses também ficou inalterada nos -0,222%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a 12 meses, manteve-se nos -0,191%.

 

Dólar retoma depreciação que predominou na semana

Depois de ontem ter invertido face às desvalorizações acumuladas nos primeiros três dias da semana, o que aconteceu depois de o presidente americano Donald Trump ter garantido que pretende um dólar forte, a divisa norte-americana regressou esta sexta-feira às quedas face ao euro e também relativamente às principais moedas mundiais. A declaração de Trump permitiu ao dólar recuperar do mínimo de 2014 atingido ontem contra o euro, o que se verificou depois de o líder do Tesouro americano ter defendido, em Davos, que será bom para os Estados Unidos um dólar mais fraco.

 

Nesta altura, o euro soma 0,24% contra o dólar para 1,2426 dólares, na sexta semana seguida em que a moeda única europeia valoriza face à divisa americana. O dólar deprecia 0,36% num índice que mede o comportamento da moeda norte-americana face a um cabaz das principais divisas mundiais.

 

Queda do dólar anima petróleo  

Os preços do petróleo seguem a negociar em alta, em ambos os mercados de referência. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 0,85% para os 66,07 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, aprecia 0,04% para os 70,45 dólares por barril. A manter-se este desempenho, a matéria-prima completa a terceira semana de ganhos. A queda do dólar contribui para este desempenho, ao tornar mais atractivo o investimento em matérias-primas.

 

Platina a caminho da sétima sessão de ganhos

Os preços da platina preparam-se para registar a sétima sessão de ganhos, o que significa a série mais positiva em mais de quatro anos. A suportar esta evolução está a recuperação da procura industrial pelo metal. A platina é mesmo o metal com o melhor desempenho neste arranque de 2018, ao subir quase 10%. Na quinta-feira, os preços do metal atingiram máximos de quase um ano. Os futuros deste metal seguem a valorizar 0,8% para 1.021,36 dólares por tonelada métrica. A queda do dólar, moeda em que são denominadas as matérias-primas, também contribui para este desempenho positivo.




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comentários mais recentes
SONAE CAPITAL 27.01.2018

A Sonae Capital e a unica do ps-20 com nota 10, vejam avaliacao tecnica, paga 10% de dividendo, so nao ganha dinheiro quem e burro,

Anónimo 26.01.2018

Platina a 1.021,36 dólares por tonelada métrica, não vai chegar para as encomendas.

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