Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem com bons dados económicos. Juros aliviam

Fecho dos mercados: Bolsas sobem com bons dados económicos. Juros aliviam

As principais praças europeias regressaram aos ganhos, depois de ter sido conhecida a evolução do PIB chinês. Já os juros da República estiveram a aliviar.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem com bons dados económicos. Juros aliviam
Patrícia Abreu 18 de janeiro de 2018 às 17:25

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,94% para 5.671,54 pontos

Stoxx600 avançou 0,19% para 398,73 pontos

S&P500 desce 0,24% para 2.795,84 pontos

Euro sobe 0,52% para 1,2249 dólares

Petróleo sobe 0,09% para 64,03 dólares por barril em Londres

Bons indicadores da China suportam bolsas

As bolsas europeias estiveram a valorizar esta quinta-feira, a reagirem aos bons indicadores económicos divulgados na China. O índice europeu Stoxx 600 avançou 0,19%, depois de ter sido divulgado durante a manhã que o crescimento da economia chinesa acelerou, no ano passado, pela primeira vez desde 2010. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, 18 de Janeiro, pelo gabinete nacional de estatística, o PIB subiu 6,9% em 2017, depois do crescimento de 6,7% registado no ano anterior.

Já nos EUA, os índices estão a aliviar, depois de ontem terem tocado novos recordes e do Dow Jones ter ultrapassado pela primeira vez a barreira dos 26 mil pontos.

Em Lisboa, o PSI-20 valorizou 0,94%, sustentado pelos fortes ganhos do BCP. O banco liderado por Nuno Amado ganhou 3,76% para 0,3034 euros, com as acções a prolongarem a subida registada na última sessão. Em destaque esteve, porém, a Sonae Indústria. A empresa escalou 10,58% para 3,97 euros, máximos de 2014, impulsionada por uma nota de investimento do CaixaBI.

Juros aliviam

Os juros exigidos pelos investidores para comprar dívida portuguesa estiveram a recuar nas maturidades mais longas. A taxa de referência a dez anos recuou 1,7 pontos base para 2,017%, um dia depois de Portugal ter ido ao mercado colocar dívida de curto prazo com novos mínimos históricos. O Tesouro português emitiu esta quarta-feira 1.750 milhões de euros em bilhetes do tesouro a 6 e 12 meses, conseguindo taxas ainda mais negativas face aos leilões anteriores.

O prémio de risco face à Alemanha também recuou. O "spread" baixou para 144,47 pontos base.

Euribor descem a seis e 12 meses

As taxas Euribor mantiveram-se a três e nove meses e desceram a seis e 12 meses em relação a quarta-feira. A Euribor a três meses manteve-se em -0,328%. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de Novembro de 2015, desceu para -0,275%, menos 0,001 pontos do que na quarta-feira. A nove meses, a Euribor manteve-se em -0,223, enquanto no prazo de 12 meses, a Euribor desceu para -0,191%, menos 0,005 pontos do que na véspera.

Euro renova máximos

A moeda europeia continua a ganhar terreno ao dólar. O euro soma 0,52% para 1,2249 dólares, com a divisa a renovar novos máximos de três anos, sustentado pela expectativa que o Banco Central Europeu comece a reduzir estímulos monetários mais rápido do que esperado pelo mercado. Ainda assim, Vítor Constâncio,  o vice-presidente da autoridade monetária, veio avisar esta semana que há o risco de uma apreciação injustificada da moeda única, e que os responsáveis pela política monetária da Zona Euro não estão com pressa para alterar a sua comunicação sobre o programa de estímulos.

Petróleo acima dos 64 dólares em Nova Iorque

Os preços do petróleo seguem a negociar pouco alterados nos mercados internacionais, com o WTI acima dos 64 dólares por barril. O barril de crude, negociado em Nova Iorque, avança 0,09% para 64,03 dólares por barril, enquanto o Brent, em Londres, desliza 0,03% para 69,36 dólares por barril.

Esta evolução surge depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter revisto em alta as estimativas para o crescimento da oferta dos produtores rivais depois de os preços da matéria-prima terem atingido máximos de mais de três anos nos mercados internacionais. O cartel admite que "o aumento dos preços do petróleo está a trazer mais oferta para o mercado, particularmente da América do Norte", afirma a OPEP, no seu relatório mensal, divulgado esta quinta-feira.

China dá brilho ao ouro

O metal precioso segue a valorizar, animado pela maior procura por parte da China. O ouro sobe 0,35% para 1.331,49 dólares por onça, a beneficiar da expectativa de maior consumo do metal por parte da China. Habitualmente os dois primeiros meses do ano coincidiu com um aumento das compras, devido ao ano novo lunar, que é muitas vezes celebrado com presentes em ouro, em muitos países asiáticos.




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