Mercados num minuto Fecho dos mercados: Bolsas sobem em dia de perdas para o petróleo e metais preciosos

Fecho dos mercados: Bolsas sobem em dia de perdas para o petróleo e metais preciosos

As bolsas europeias subiram pela terceira sessão consecutiva, num dia que está a ser de perdas para o petróleo e metais preciosos. Em véspera de reunião do BCE, os juros portugueses desceram e o risco caiu para mínimos de 2010.
Fecho dos mercados: Bolsas sobem em dia de perdas para o petróleo e metais preciosos
Bloomberg
Rita Faria 07 de março de 2018 às 17:16

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,28% para 5.339,43 pontos

Stoxx 600 subiu 0,36% para 372,71 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,39% para 2.717,50 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos caíram 5,8 pontos para 1,859%

Euro desce 0,04% para 1,2399 dólares

Petróleo desce 1,54% para 64,78 dólares por barril em Londres

 

Lisboa contraria ganhos da Europa

As bolsas europeias encerraram em alta esta quarta-feira, 7 de Março, pela terceira sessão consecutiva, resistindo às preocupações em torno da potencial guerra comercial desencadeada pela administração Trump.

 

Segundo a Bloomberg, os receios do mercado intensificaram-se após a demissão de Gary Cohn, um dos principais conselheiros económicos do presidente dos EUA, mas acabaram por aliviar depois de grandes figuras do Partido Republicano terem pedido a Trump que aplique as tarifas apenas sobre itens e países específicos.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, subiu 0,36% para 372,71 pontos, animado sobretudo pelas cotadas do sector imobiliário e tecnológico.

 

Em Lisboa, o PSI-20 contrariou a tendência com uma descida de 0,28% para 5.339,43 pontos, motivada sobretudo pelo BCP (-1,49% para 29,1 cêntimos), Galp Energia (-1,35% para 14,63 euros) e CTT (-2,29% para 3,154 euros).  

Risco da dívida de Portugal em mínimos de quase oito anos

Os juros da dívida portuguesa lideraram o alívio registado na Europa, um dia antes de serem conhecidas as decisões e orientações do BCE no campo da política monetária.

 

A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos desceu 5,8 pontos para 1,859% - o valor mais baixo desde 16 de Janeiro – enquanto o spread face à dívida germânica, que define o risco associada à dívida nacional, atingiu o nível mais baixo desde Abril de 2010.

 

Em Espanha, os juros caíram 4,1 pontos para 1,450%, em Itália desceram 4,2 pontos para 1,955% e na Alemanha recuaram 2,0 pontos para 0,655%.  

Taxas Euribor mantêm-se a 3 e 12 meses e descem a 6 e 9 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e 12 meses e desceram a seis e nove meses em relação a terça-feira.                                                                                       

 

A Euribor a três meses voltou hoje a ser fixada pela sexta sessão consecutiva em -0,327%, enquanto a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, desceu para -0,272%, menos 0,001 pontos face a terça-feira.      

 

A nove meses, a Euribor desceu 0,001 pontos para -0,223%, enquanto no prazo de 12 meses, manteve-se hoje pela sétima sessão consecutiva em -0,191%.

 

Dólar em alta ligeira

Depois de ter perdido 0,5% na sessão de ontem face às principais congéneres mundiais, o dólar norte-americano está hoje em alta ligeira, numa altura em que o mercado ainda está a analisar as possíveis implicações da guerra comercial, que o governo de Trump ameaça provocar.

 

Já o euro desce 0,07% para 1,2396 dólares, na véspera da reunião mensal de política monetária do BCE.

 

Petróleo em queda com subida das reservas

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, penalizado pelo aumento das reservas de crude nos Estados Unidos.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,88% para 62,05 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, cai 0,91% para 65,19 dólares.

 

Esta quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos revelou que as reservas de crude norte-americanas subiram em 2,41 milhões de barris na semana passada. Apesar de o aumento ter sido inferior ao esperado – os analistas apontavam para um crescimento de 3 milhões de barris – está a penalizar os preços da matéria-prima, que têm sido influenciados pelas flutuações e perspectivas de evolução da oferta.

 

Paládio e platina com descidas superiores a 1,5%

O paládio e a platina estão a liderar as quedas entre os metais preciosos, numa altura em que os mercados estão pressionados pelos receios em torno da escalada das restrições no comércio global.

 

O paládio cai 1,73% para 970,28 dólares, em Londres, enquanto a platina desvaloriza 1,75% para 952,38 dólares, o valor mais baixo em dois meses.

 

"As preocupações em torno de uma potencial guerra comercial e a fraqueza resultante dos mercados na ásia estão a colocar pressão sobre os metais preciosos", afirmaram analistas do Commerzbank, citados pela Bloomberg.

 

O ouro desce 0,79% para 1.323,99 dólares e a prata desvaloriza 1,79% para 16,4621 dólares.

 




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comentários mais recentes
em portugal é só XULOS 07.03.2018

é só XULOS e ESCROQUES que andam a MANOBRAR a nossa bolsa o RPG ( massa bruta ) é o CHEFE DA QUADRILHA

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