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Fecho dos mercados: Bolsas sobem, euro estanca quedas e Euribor com novo mínimo

Numa sessão marcada pelo feriado nos EUA, as bolsas europeias subiram com as mineiras e as farmacêuticas em destaque. Os juros aliviaram e o euro teve uma pausa para respirar.

Bloomberg
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 24 de Novembro de 2016 às 17:30
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Os mercados em números

PSI-20 ganhou 0,39% para 4.444,51 pontos

Stoxx 600 avançou 0,31% para 341,84 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 1,1 pontos base para 3,667%

Euro ganha 0,07% para 1,056 dólares

Petróleo desliza 0,02% para 48,94 dólares por barril, em Londres

 

Mineiras e farmacêuticas puxam pelas bolsas europeias

O Stoxx 600 valorizou 0,31%, com as farmacêuticas e mineiras, puxadas pelas subidas dos metais industriais, a terem os maiores ganhos. Os índices destes sectores valorizaram 0,85% e 0,80%, respectivamente. Numa sessão marcada pelo feriado nos EUA, 15 dos 19 sectores do Stoxx 600 encerraram o dia na verde.

Na bolsa portuguesa, a sessão também foi de ganhos. O PSI-20 valorizou 0,39% com o sector do papel em destaque. A Navigator valorizou 3,48% para 2,854 euros, enquanto a Altri avançou 3,29% para 3,55 euros. As duas cotadas têm sido beneficiadas pela tendência de subida do dólar. E o Haitong melhorou mesmo as avaliações para estas empresas.

A puxar pelo índice esteve ainda a Galp, que subiu 0,95% para 12,75 euros. E o BCP também deu um contributo positivo. Valorizou 1,29% para 1,19 euros, a primeira subida desta semana. Estes desempenhos permitiram compensar as descidas de 0,30% da EDP. As maiores quedas da sessão foram protagonizadas pela Mota-Engil (cedeu 2,88% para 1,551 euros) e pela Pharol (perdeu 1,62% para 0,182 euros).

Taxa a dez anos com queda ligeira

As obrigações portuguesas tiveram uma sessão volátil. No início do dia, a taxa a dez anos chegou a disparar 8,9 pontos base para 3,767%. Mas rapidamente aliviaria para 3,571%. No entanto, nas últimas horas os juros implícitos da dívida nacional moderaram a descida, com a taxa a dez anos a situar-se em 3,667%, menos um ponto base que na quarta-feira.

Em Espanha a taxa a dez anos também teve uma descida ligeira de 0,7 pontos base para 1,589%. Já em Itália, a "yield" continua a agravar-se. Com o referendo constitucional a aproximar-se, a taxa subiu 1,4 pontos base para 2,131%. Já a taxa germânica ficou praticamente inalterada. Desceu 0,3 pontos base para 0,259%.

Euribor a três meses com novo mínimo

As Euribor tiveram comportamentos distintos esta quinta-feira. A taxa a três meses atingiu um novo mínimo histórico. Desceu 0,1 pontos base para -0,314%, segundo dados da Bloomberg. Também o indexante a 12 meses caiu 0,1 pontos base para -0,079%, igualando o mínimo atingido pela primeira vez a 22 de Novembro. Em sentido contrário, a Euribor a seis meses subiu 0,1 pontos base para -0,219%.

Euro respira apesar de apostas na paridade

A moeda única conseguiu uma pausa para respirar. O euro ganha 0,07% para 1,056 dólares, a segunda subida das últimas 14 sessões. Isto depois de ter atingido um mínimo de Março de 2015 no início o dia, cotando abaixo dos 1,05 dólares. Apesar do alívio desta quinta-feira os investidores continuam a apostar numa descida da moeda europeia. A probabilidade atribuída para que o euro caia para a paridade face ao dólar mais que duplicaram este mês para 55% tendo como base o preço das opções, segundo dados da Bloomberg.

Petróleo sem alterações

Os preços do petróleo seguem estáveis. O Brent desliza 0,02% para 48,94 dólares. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, tem um ganho ligeiro de 0,02% para 47,97 dólares. A estabilidade ocorre numa sessão marcada pelo feriado de Acção de Graças nos EUA. E também com a expectativa em torno do acordo para cortar a produção. Por um lado, o Iraque deu sinais de poder ajudar a concretizar esse entendimento. Por outro, a Rússia mostrou que poderá não estar disposta a fazer grandes cedências para alinhar a sua política com a da OPEP.

 

Cobre perto do melhor mês em mais de dez anos

O cobre valoriza 2,52% para 5.884,50 dólares por tonelada métrica e prepara-se para obter o maior ganho mensal desde 2006. Isto apesar de bancos de investimento como o Goldman Sachs e o Deutsche Bank terem alertado que as subidas foram longe demais. O preço do cobre é visto como um barómetro da economia global. E a subida do metal industrial intensificou-se após as eleições nos EUA.

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