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Fecho dos mercados: Bolsas voltam ao vermelho, petróleo afunda pelo quinto dia

As bolsas europeias voltaram às quedas, depois de mais um banco central ter alertado para a subida da inflação. Os juros subiram e o petróleo desceu pelo quinto dia, para mínimos de Dezembro em Londres.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 desceu 1,16% para 5.377,99 pontos

Stoxx 600 perdeu 1,60% para 374,04 pontos

S&P 500 desvaloriza 1,18% para 2.650,15 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos subiram 1,7 pontos base para 2,031%

Euro recua 0,20% para 1,2239 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 1,16% para 64,75 dólares 

 

Bolsas regressam às quedas após BoE alertar para subida dos juros

As principais praças do Velho Continente voltaram às quedas na sessão desta quinta-feira, 8 de Fevereiro, isto depois de na quarta-feira a generalidade das praças europeias terem transaccionado em alta interrompendo uma série de sete dias seguidos no vermelho.

 

Uma vez mais a justificar as desvalorizações na Europa esteve a convicção de que os actuais elevados níveis de volatilidade vieram para ficar. Esta incerteza decorre do regresso dos bancos centrais a políticas monetárias agressivas, com a perspectiva de aumentos dos juros.

 

Isso mesmo foi hoje corroborado pelo Banco de Inglaterra (BoE, na sigla inglesa), que ao anunciar a manutenção da taxa de juro no Reino Unido, alertou que o custo do dinheiro irá crescer mais rapidamente e de forma mais acentuada do que o banco central inglês previa há somente três meses. 

 

O índice de referência europeu Stoxx 600 recuou 1,60% para 374,04 pontos, seguido pelo luso PSI-20 que perdeu 1,16% para 5.377,99 pontos. Em Lisboa, o BCP voltou a destacar-se como uma das cotadas mais decisivas para determinar a direcção do PSI-20, com o banco liderado por Nuno Amado a perder 2,03% para 0,2988 euros.

Libra dispara com alerta do Banco de Inglaterra de subida dos juros

A moeda britânica está a ganhar terreno, impulsionada pelo alerta do Banco de Inglaterra sobre a subida dos juros no país. Apesar de ter mantido a taxa directora em 0,5%, esta quinta-feira, a autoridade monetária avisou que os juros deverão subir mais cedo e de forma mais pronunciada do que o previsto em Novembro.

 

Após o anúncio do Banco de Inglaterra, a libra subiu um máximo de 1,34% para 1,4067 dólares, seguindo agora a valorizar 0,22% para 1,3912 dólares.

 

Já a moeda norte-americana está a recuperar pela quinta sessão consecutiva, depois de ter fixado um mínimo de três anos na semana passada.

  

Juros sobem na Europa

Os juros das obrigações soberanas subiram por toda a Europa, depois de o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, ter antecipado que a inflação deverá superar os 3% no curto prazo, e que os juros deverão subir mais cedo do que era esperado.

 

O alerta da autoridade monetária do Reino Unido constitui mais uma evidência de que o crescimento dos preços vai acelerar nos próximos meses, levando os bancos centrais a ajustar a sua política monetária mais cedo do que o previsto. Os receios em torno deste cenário, nos Estados Unidos, têm contribuído para a turbulência nos mercados accionistas, que levou as bolsas norte-americanas a viver, no início da semana, a sua pior sessão desde 2011.  

 

Em Portugal, depois do alívio registado ontem na sequência do acordo na Alemanha, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos subiu 1,7 pontos para 2,031%. Em Espanha, o agravamento foi de 3,6 pontos para 1,450% e em Itália de 4,4 pontos para 1,993%. Na Alemanha, os juros subiram 1,7 pontos para 0,762%.  

 

Petróleo cai pela quinta sessão

O petróleo está a cair pela quinta sessão consecutiva, seguindo em mínimos de 22 de Dezembro em Londres. A matéria-prima continua a ser penalizada pelo aumento das reservas de crude nos Estado Unidos e pela subida da produção norte-americana para um recorde de 10,25 milhões de barris por dia.  

 

A produção dos Estados Unidos já ultrapassou a da Arábia Saudita, o maior produtor da OPEP, e o Citigroup antecipa que irá ultrapassar os 11 milhões de barris por dia a meio deste ano, vários meses antes do previsto pelo governo norte-americano.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,62% para 60,79 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desvaloriza 1,16% para 64,75 dólares.

 

Taxas Euribor sobem a 9 meses e mantêm-se a 3, 6 e 12 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329% pela quinta sessão consecutiva.

 

A taxa taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em Novembro de 2015, também se manteve hoje, em -0,278%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%.  

 

A nove meses, a Euribor subiu para -0,221%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira, enquanto a doze meses voltou a fixar-se em -0,191% pela décima primeira sessão consecutiva.

 

Ouro toca mínimos de um mês

O metal amarelo está a perder brilho pela terceira sessão consecutiva, contrariando a evolução do dólar norte-americano, numa altura em que os investidores continuam cautelosos, devido às dúvidas sobre a evolução da política monetária dos principais bancos centrais.

 

O ouro desce 0,14% para 1.316,51 dólares, depois de ter chegado a negociar nos 1.307,17 dólares, o valor mais baixo desde 4 de Janeiro. Já a prata valoriza 0,19% para 16,4030 dólares.

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