Mercados num minuto Fecho dos mercados: Estímulo alemão anima bolsas europeias. Petróleo e juros sobem

Fecho dos mercados: Estímulo alemão anima bolsas europeias. Petróleo e juros sobem

Ganha cada vez mais força o cenário em que a Alemanha abre os cordões à bolsa para contrariar a recessão, o que está a animar a negociação bolsista. Os investidores estão a virar-se mais para os ativos de risco após várias sessões em que se focaram nos ativos de refúgio.
Fecho dos mercados: Estímulo alemão anima bolsas europeias. Petróleo e juros sobem
Reuters
Tiago Varzim 19 de agosto de 2019 às 17:34
Os mercados em números
PSI-20 subiu 0,98% para os 4.851,39 pontos
Stoxx 600 valorizou 1,14% para 373,86 pontos
S&P 500 avança 1,19% para 2.923,11 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 5,2 pontos base para 0,154%
Euro ganha 0,05% para 1,1096 dólares
Petróleo em Londres avança 0,99% para 59,22 dólares por barril

Estímulo alemão dá impulso às bolsas europeias
As bolsas europeias arrancaram a semana com o pé direito. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, subiu 1,14% para os 373,86 pontos, valorizando pela segunda sessão consecutiva, na sessão desta segunda-feira, 19 de agosto. Apesar das subidas, o Stoxx 600 ainda não recuperou das fortes quedas das últimas semanas.

Nos EUA, as bolsas também seguem em alta, acumulando três sessões consecutivas de valorizações. Durante o fim de semana, Donald Trump disse que as negociações com a China estão a "correr muito bem", mas afastou a possibilidade de que haja um acordo em breve.

A negociação na Europa foi beneficiada pela possibilidade de a Alemanha introduzir um estímulo orçamental de 50 mil milhões de euros (cerca de 1,5% do PIB alemão) para contrariar uma possível recessão na maior economia do euro. No segundo trimestre deste ano, a economia alemã contraiu 0,1% em cadeia, preocupando o Governo alemão que até agora tem tido uma política orçamental restritiva para diminuir o rácio da dívida pública. 

Além disso, na China, o banco central está a reformular o mecanismo das taxas de juro cujo objetivo é que os bancos financiem os agentes económicos a taxas de juro mais baixas, contribuindo para contrariar o arrefecimento económico.

Em Lisboa, a bolsa nacional também seguiu em alta com a ajuda da Galp Energia. O PSI-20 valorizou 0,98% para os 4.851,39 pontos. O DAX, o índice alemão, foi um dos que mais subiu em reação à perspetiva de que se concretizem os estímulos de Berlim.

Após mínimos históricos, juros sobem na Europa
Depois de na semana passada os juros das dívidas soberanas na Europa terem atingido mínimos históricos, as "yields" estão a subir na sessão de hoje. Os juros alemães a dez anos registam a maior subida num mês ao avançar 3,7 pontos base para os -0,65%. 

No caso de Portugal, os juros voltam a negociar acima dos 0,1%, uma barreira que tinha sido quebrada na passada quinta-feira. Nesta sessão os juros a dez anos sobem 5,2 pontos base para os 0,154%.

A mesma subida nos juros está a verificar-se nos Estados Unidos onde a curva de rendimentos está a afastar-se da inversão que ocorreu na semana passada e que lançou alertas nos mercados. 

Euro recupera após maior queda semanal em quase dois meses
A divisa europeia está a recuperar terreno face ao dólar e à libra após na semana passada ter registado a maior queda semanal em quase dois meses. Ainda assim, a valorização é modesta: o euro está a subir 0,05% para os 1,1096 dólares. 

No caso do dólar, os investidores deverão aguardar pela divulgação esta quarta-feira das minutas relativas à última reunião onde a Fed desceu os juros pela primeira vez em dez anos. Além disso, na sexta-feira, o presidente da Fed, Jerome Powell, vai discursar em Jackson Hole, um dos eventos sobre política monetária mais importantes. 

Petróleo valoriza após atraso das sanções na Huawei
O "ouro negro" está a valorizar mais de 1% após os Estados Unidos terem anunciado oficialmente que vão atrasar as sanções impostas à Huawei por mais 90 dias, dando um sinal de ligeira melhoria nas relações entre Washington e Pequim.

O anúncio foi feito pelo secretário do Comércio, Wilbur Ross, esta segunda-feira. A perspetiva de que possa haver um entendimento entre os dois países é fundamental para o futuro da procura por petróleo uma vez que poderia reverter a tendência de desaceleração mundial.

De manhã, o petróleo estava a subir após ter sido noticiado um ataque com um drone num campo de exploração de petróleo da Arábia Saudita que causou um pequeno incêndio. No entanto, não houve qualquer interrupção na produção.

Neste momento, o WTI, negociado em Nova Iorque, valoriza 1,26% para os 55,56 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, avança 0,99% para os 59,22 dólares .

Ouro desce com alívio do risco
O metal precioso volta a cair com o alívio do risco nos mercados internacionais. O ouro tinha vindo a valorizar nas últimas semanas à medida que os investidores se afastavam de ativos de risco, como as ações, para ativos de refúgio, como o metal ou a dívida pública. 

O ouro desce 0,71% para os 1.502,75 dólares por onça - a maior queda de agosto -, acumulando já duas descidas. Em declarações à Bloomberg, o analista do Commerzbank, Daniel Briesemann, refere que o ouro está a ser condicionado pela "força do dólar norte-americano, que tem apreciado significativamente nos últimos dias". Ainda assim, o analista considera que esta descida será temporária e que a tendência de subida será retomada.



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