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Fecho dos mercados: Euro cai pela quinta sessão consecutiva e petróleo ganha mais de 1%

Numa altura em que a Europa regista quebras nas principais praças, a moeda única mantém-se em terreno negativo há cinco sessões consecutivas. O petróleo destaca-se com um sentimento positivo, sustentado por quebras na produção.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 06 de Agosto de 2018 às 17:23
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PSI-20 ganhou 0,31% para os 5.611,54 pontos

Stoxx 600 caiu 0,20% para os 388,40 pontos

S&P 500 valoriza 0,17% para 2.845,27 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal deslizou 2,8 pontos base para os 1,754%

Euro recua 0,08% para os 1,1559 dólares

Petróleo soma 1,15% para os 74,05 dólares por barril em Londres

Europa rendida ao vermelho novamente

O Stoxx600, o agregador europeu de referência, terminou a sessão com uma queda de 0,20% para os 388,40 pontos. O Velho Continente sente o pendor negativo depois de, esta segunda-feira, terem sido revelados os dados das encomendas à indústria na Alemanha, que registaram a maior quebra em 18 meses. A pesar estiveram ainda resultados decepcionantes da banca, da parte do britânico HSBC e do italiano Banco BPM. A sombra da guerra comercial parece também ainda não ter abandonado o radar dos investidores.

 

Lisboa foi excepção entre as principais praças, com o PSI-20 a fechar com uma subida de 0,31% para os 5.611,54 pontos, ganhos impulsionados sobretudo pela Galp Energia e pelas empresas do sector da pasta e do papel. 

Juros aliviam em Lisboa e Berlim
Os juros da dívida nacional aliviaram em quase todas as maturidades, excepto a três meses. No prazo a dez anos, a taxa caiu 2,8 pontos base para os 1,754%. Para o mesmo período, os juros das bunds alemãs aliviaram 1,9 pontos base para os 0,389%, colocando o prémio da taxa da dívida portuguesa face à germânica nos 136,5 pontos base.

 

Taxas Euribor estáveis excepto a nove meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis e 12 meses e subiram a nove meses em relação a sexta-feira. A Euribor a três meses voltou hoje a ser fixada pela sexta sessão consecutiva em -0,319%. A taxa Euribor a seis meses também se manteve, ao ser fixada em -0,268%. A nove meses, a Euribor subiu hoje 0,001 pontos, ao ser fixada em -0,216%, contra o atual mínimo de sempre de -0,224%, registado pela primeira vez em 27 de outubro de 2017. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também voltou hoje a ser fixada pela terceira sessão consecutiva em -0,176%.      
               

Euro completa o penta nas quedas

A moeda única europeia continua a perder face ao dólar. O euro desliza esta segunda-feira 0,08% para os 1,1559 dólares. Este é o maior ciclo de quedas para a divisa do Velho Continente desde o último mês de Maio. O euro sofre depois de as encomendas à indústria na Alemanha descerem 4%, a maior quebra dos últimos 18 meses.

 

Sauditas produzem menos, petróleo soma mais de 1%

O barril de Brent, referência para a Europa, está a valorizar 1,15% para os 74,05 dólares. A ascensão segue-se ao anúncio, da parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, de que a produção na Arábia Saudita caiu no último mês. A valorização do dólar também "está a começar a pôr alguma pressão vendedora no petróleo", comenta um analista da Tradition Energy, citado pela Bloomberg.

Trigo continua a trajetória ascendente

Os futuros de trigo subiram 2,7% para os 5,9525 dólares por alqueire em Chicago. A subida chega com a onda de calor que se estende dos EUA à Rússia e ditará o primeiro défice de produção em seis estações. A produção deverá descer para mínimos de três anos, e cai na Rússia pela primeira vez em seis anos. Na semana passada esta matéria-prima acumulou ganhos de 10%, a maior subida desde Junho de 2017.

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