Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa à deriva com sinais políticos mistos. Juros de Itália em mínimos históricos

Fecho dos mercados: Europa à deriva com sinais políticos mistos. Juros de Itália em mínimos históricos

Os mercados europeus fecharam sem tendência definida, num dia marcado por vários desenvolvimentos políticos no Velho Continente. Os juros italianos renovaram mínimos históricos e a libra depreciou com a notícia da suspensão do parlamento.
Fecho dos mercados: Europa à deriva com sinais políticos mistos. Juros de Itália em mínimos históricos
Reuters
Gonçalo Almeida 28 de agosto de 2019 às 17:34

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,18% para 4.798,07 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,2% para 372,86 pontos

S&P500 avança 0,58% para 2.885,72 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,9 pontos base para 0,085%

Euro recua 0,08% para 1,108 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,75% para 60,54 dólares o barril

 

Sinais mistos baralham Europa

O dia foi recheado de notícias políticas que impactaram os mercados. Se por um lado, a Rainha Isabel II aprovou a suspensão do Parlamento britânico a pedido do primeiro-ministro Boris Johnson, facto que fez abanar a sessão, por outro, um acordo iminente para uma nova coligação governamental em Itália deu algum fôlego à sessão.

O Stoxx 600, índice que agrupa as 600 maiores empresas da Europa, caiu 0,2% para 372,86 pontos.

Ainda a agitar as águas nos mercados bolsistas está a preocupação global de uma recessão em algumas das maiores economias do mundo, como nos EUA ou na Alemanha, e a contínua guerra tarifária sino-americana.

Por cá, o índice PSI-20 desceu 0,18% para 4.798,07 pontos, pressionado sobretudo pelo BCP, que desvalorizou 4,45% para 19,54 cêntimos, acompanhando o desempenho negativo da sua unidade na Polónia.

Na sessão desta quarta-feira, o Millennium Bank afundou 13,32%, depois de ter sido publicado um guia por parte do Supremo Tribunal relacionado com a conversão para zlotis dos créditos contraídos em francos suíços, e que poderá implicar perdas avultadas para os bancos. 

 

Juros italianos renovam mínimos históricos

Os juros da dívida soberana de Itália com uma maturidade de 10 anos conheceram hoje novos mínimos históricos, impulsionados pelas negociações entre o Partido Democrático e o 5 Estrelas que indicam que um acordo pode estar mais perto. Por esta altura, a "yield" transalpina de referência segue a cair 9,4 pontos base para os 1,039%.

A taxa de juro portuguesa a 10 anos acompanha a tendência de queda dos pares italianos e cai 1,9 pontos base para os 0,085%. A referência europeia, o "Bund" alemão, perdeu 2,1 pontos base para os -0,718%.

Ainda no mercado de dívida, o aprofundamento da inversão da curva das "yields" do Tesouro dos EUA agravou os receios de uma recessão. A "yield" a 10 anos cai 0,8 pontos base para os 1,463%.

 

Libra despenhou-se após pedido de Boris Johnson

Após o pedido de suspensão do parlamento britânico, feito pelo atual primeiro-ministro Boris Johnson, a libra depreciou mais de 1% - uma queda considerável para o mercado cambial -, mas foi conseguindo recuperar ao longo da sessão. Nesta altura, a moeda britânica desce 0,43% para os 1,223 dólares.

O euro cai também 0,08% para os 1,108 dólares.

Petróleo valoriza com queda de "stocks" nos EUA

Os preços do petróleo subiram após dados vindos dos EUA mostrarem uma queda nos "stocks" de crude, ajudando a matéria-prima a aliviar a pressão recente causada pela guerra comercial entre os EUA e a China.

O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, valoriza 1,75% para os 60,54 dólares por barril. Já o crude norte-americano avança 1,71% para os 55,87 dólares por barril.  

Ouro perde fulgor, mas mantém-se perto de máximos

Nesta quarta-feira, o ouro está a corrigir dos recentes ganhos e desvaloriza 0,32% para 1.537,92 dólares por onça.

No entanto, uma nota do Citigroup, divulgada pela Bloomberg, antecipa que a tendência recente de valorização do ouro se irá manter no próximo ano, devido aos conflitos externos que levam muitas vezes os investidores a refugiarem-se em ativos considerados mais seguros, como é o caso do metal amarelo. 




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