Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa em máximos à boleia do PMI. Petróleo e juros caem

Fecho dos mercados: Europa em máximos à boleia do PMI. Petróleo e juros caem

O Stoxx 600 bateu em máximos desde julho de 2015 na negociação de hoje, com os dados do índice dos gestores de compras (PMI) a mostrarem ligeiras melhorias face ao mês anterior. O petróleo desvaloriza após um aumento de "stocks" nos EUA.
Fecho dos mercados: Europa em máximos à boleia do PMI. Petróleo e juros caem
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,14% para 5.227,07 pontos

Stoxx 600 subiu 0,21% para 405,07 pontos

S&P500 cai 0,10 % para 3.071,60 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 2,8 pontos base para 0,213%

Euro avança 0,02% para 1,107 dólares

Petróleo em Londres cede 1,86% para 61,79 dólares por barril

 

Stoxx600 em máximos de mais de quatro anos

As principais bolsas europeias negociaram sem tendência completamente definida, embora tenham predominado os ganhos na sessão desta quarta-feira, 6 de novembro.

O índice de referência europeu Stoxx600 avançou mesmo para máximos de julho de 2015, com uma subida de 0,21% para 405,07 pontos, em especial sustentado pela subida do setor alimentar do Velho Continente, elevando para quatro o número de dias consecutivos a acumular valor.

A contribuir para esta prestação positiva esteve sobretudo a evolução do índice PMI compósito, que, em outubro, melhorou ligeiramente face ao mês anterior. No entanto, o facto de o Fundo Monetário Internacional ter vindo novamente alertar para sinais negativos quanto à economia mundial moderou os ganhos das praças europeias.

Em contraciclo com o sentimento predominante na Europa, o lisboeta PSI-20 interrompeu uma série de duas sessões a valorizar, fechando com uma queda de 0,14% para 5.227,07 pontos, isto num dia em que até chegou a renovar máximos de 19 de julho.

 

Juros de Portugal caem de máximos

Os juros portugueses, que hoje atingiram um máximo de mês e meio durante a manhã, inverteram e a "yield" associada às obrigações soberanas portuguesas a dez anos está a cair 2,8 pontos base para 0,213%.

No resto da Europa, a taxa dos juros das obrigações da Alemanha cai 2,5 pontos base para os -0,338% e a de Itália perde 2,6 pontos base para os 1,000%.

Euro aprecia-se e libra cai face ao dólar
O euro aprecia de forma tímida face ao dólar, com um avanço de 0,02% para 1,107 dólares. Já a libra esterlina tem uma queda maior. A dívisa britânica escorrega 0,10% para os 1,287 dólares. Os investidores estão em "modo espera", a aguardarem pelo discurso de amanhã do Banco da Inglaterra (BoE) sobre o impacto do Brexit na economia britânica.

 

Petróleo cai com aumento inesperado de "stocks" nos EUA

O preço do petróleo inverteu para terreno negativo depois da divulgação dos "stocks" desta matéria-prima na semana passada nos EUA. O Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, perde 1,86% para 61,79 dólares por barril. O norte-americano WTI desvaloriza 1,45% para os 56,40 dólares por barril.

O relatório da Administração de Informação de Energia divulgou um aumento de 7,93 milhões de barris por dia dos inventários norte-americanos de crude, na semana passada, levando o petróleo a negociar no vermelho.  

Ainda a ter impacto na negociação do petróleo estão as notícias que dão conta que o grupo OPEP+ (membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados no acordo de corte da oferta, onde se inclui a Rússia) não irá pressionar no sentido de impor novas reduções da produção global, no seu próximo encontro em Viena (Áustria), nos dias 5 e 6 de dezembro.

 

Ouro sobe após maior queda diária em mais de um mês

Depois de ontem o metal precioso ter caído 1,7% - o maior deslize em mais de um mês – para se fixar abaixo da barreira dos 1.500 dólares por onça, com o otimismo em torno da relação comercial entre os EUA e a China a apelar ao risco dos investidores, o metal amarelo hoje voltou a recuperar. O ouro sobe 0,62% para os 1.492,89 dólares por onça.

 




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