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Fecho dos mercados: Europa em máximos com estímulo asiático. Paládio ultrapassa os 2.500 dólares

As bolsas europeias voltaram a registar máximos históricos, após duas sessões de quedas. Foram os estímulos da China a dar gás às ações europeias, ainda que tal não seja suficiente para descolar o petróleo. Já o paládio continua a valorizar.

EPA
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2020 às 17:32
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Os mercados em números
PSI-20 subiu 1,30% para 5.397,46 pontos
Stoxx 600 valorizou 0,43% para os 431,98 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos inalterados nos 0,286%
Euro avança 0,07% para os 1,0839 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,02% para 57,33 dólares por barril

Europa atinge máximos históricos
As bolsas europeias subiram esta segunda-feira, 17 de fevereiro, acompanhando o avanço das ações chinesas - o índice CSI 300 já recuperou a queda de quase 8% na primeira sessão após as férias do novo ano chinês. Foi a promessa de estímulos económicos por parte da China e de outros países asiáticos que estão a ser afetados pelo Covid-19 a beneficiar a negociação bolsista. 

Em causa está a decisão do banco central chinês de baixar a taxa de juro, injetando mais liquidez no setor financeiro. O Governo chinês prepara-se também para reduzir os impostos e as taxas pagas pelas empresas e para permitir mais crédito mal parado no balanço dos bancos. Além disso, Hong Kong e Singapura prometeram mais estímulos orçamentais e Filipinas, Tailândia e Malásia cortaram as taxas de juro diretoras.

O setor automóvel liderou os ganhos do Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, que subiu 0,43% para os 431,98 pontos - após duas sessões de quedas -, negociando em máximos históricos. Esta sessão fica marcada pelo menor volume de negociação dado que as bolsas norte-americanas estão fechadas por causa do feriado do Dia do Presidente. 

Entre as cotadas, o destaque vai, por exemplo, para a subida acima de 1% do banco britânico HSBC em antecipação da divulgação dos resultados de amanhã. O setor bancário foi outro dos setores que mais subiu na sessão de hoje. Em contra ciclo estiveram os setores tecnológico e do imobiliário que fecharam em terreno negativo. 

Entre as principais praças europeias, a maioria fechou em alta, como foi o caso do PSI-20 que somou 1,30% para 5.397,46 pontos

Juros da Grécia sobem pela primeira vez em duas semanas
No mercado secundário, os juros da Grécia a dez anos estão a subir ligeiramente - mais 0,4 pontos base para os 0,932% -, interrompendo um ciclo de nove quedas consecutivas. Ainda assim, a yield grega continua muito perto dos mínimos históricos que alcançou recentemente

Esta é uma sessão particularmente calma no mercado de obrigações europeu. Tanto as obrigações portuguesas a dez anos como as obrigações alemãs, que são a referência do mercado, a dez anos estão inalteradas nos 0,286% e nos -0,402%, respetivamente.

Euro recupera após mínimos de três anos
A divisa europeia está a recuperar 0,07% para os 1,0839 dólares após três quedas consecutivas face à divisa norte-americana. O euro chegou a tocar mínimos de três anos no início da negociação. O volume de negociação é mais baixo na sessão de hoje por causa do feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos. 

Apesar desta recuperação ligeira do euro, os investidores estão cada vez mais pessimistas com a moeda única europeia, de acordo com a Bloomberg, que compara o ajustamento ao verificado em julho do ano passado quando o mercado se posicionou para uma possível descida da taxa de juro, o que veio a confirmar-se em outubro.

Petróleo no limbo entre estímulos e coronavírus
O efeito negativo do Covid-19 na cotação do barril está a ser compensado pelo efeito positivo dos estímulos económicos da China e de outros países asiáticos, o que aumenta a procura futura esperada. Assim, a negociação do petróleo está num limbo, registando valorizações pouco expressivas.

Na semana passada, o petróleo recuperou mais de 5% - o maior ganho semanal desde setembro - com o dissipar de alguns dos receios sobre como o coronavírus iria ter impacto na economia mundial. Isto apesar de a Agência Internacional de Energia ter previsto na semana passada que a procura por petróleo irá diminuir no primeiro trimestre de 2020 pela primeira vez em mais de uma década.

Com o número de infetados e de vítimas a aumentar, foram os estímulos económicos a equilibrar a balança. Incógnita continua a ser a suposta reunião de emergência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com a resistência da Rússia a ceder à Arábia Saudita, que quer mais cortes na produção (oferta) para responder à queda da procura. A próxima reunião "normal" será a 5 e 6 de março. 

Neste momento, o WTI, negociado em Nova Iorque, sobe 0,1% para os 52,09 dólares por barril, ao passo que o Brent, que é transacionado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, valoriza 0,02% para 57,33 dólares por barril. 

Paládio ultrapassa os 2.500 dólares
O paládio está a subir mais de 3%, ultrapassando dos 2.500 dólares por onça, após a Anglo American Platinum ter projetado esta segunda-feira que o mercado do metal terá um défice de 1,9 milhões de onças em 2020. 

O metal precioso já esteve a negociar acima dos 2.500 dólares em algumas sessões de janeiro, mas esta poderá ser a primeira vez em que fecha a sessão nesse nível. 

Já o ouro está a descer 0,16% para os 1.581,58 dólares por onça. A promessa de países como a China, Hong Kong e Singapura de que vão aumentar os esforços para contrariar o impacto do surto do coronavírus está a atenuar a procura por ativos de refúgio como o ouro.

Ainda assim, segundo a Bloomberg, o ouro detido por ETFs (exchange-traded funds) aumentou para um novo recorde na sexta-feira, o que acontece pela décima oitava sessão consecutiva.
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