Mercados num minuto Fecho dos mercados: Europa no vermelho com ameaça de pneumonia viral. Petróleo derrapa

Fecho dos mercados: Europa no vermelho com ameaça de pneumonia viral. Petróleo derrapa

Os principais mercados europeus fecharam a sessão de hoje em queda, com o receio de que o vírus que teve origem na China se comece a propagar por mais continentes. Hoje, o petróleo derrapou em torno dos 2%.
Fecho dos mercados: Europa no vermelho com ameaça de pneumonia viral. Petróleo derrapa
Reuters
Gonçalo Almeida 23 de janeiro de 2020 às 17:22

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,55% para 5.234,75 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,71% para 420,03 pontos

S&P500 cai 0,45% para 3.306,83 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 5,3 pontos base para 0,392%

Euro recua 0,47% para 1,104 dólares

Petróleo em Londres cai 1,96% para 61,97 dólares o barril

 

Europa na retranca com ameaça do surto viral
Os principais mercados europeus terminaram a sessão desta quinta-feira, 23 de janeiro, a negociar em queda. O Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores empresas da Europa, terminou o dia a cair 0,71% para 420,03 pontos.

A travar as bolsas europeias está o medo de que o coronavírus que surgiu na cidade de Wuhan, na China, se possa alastrar para outras partes do mundo. A pneumonia viral, que já causou 17 mortos e 571 infetados, segundo a Comissão Nacional de Saúde chinesa, já chegou aos Estados Unidos e o receio de que se possa alastrar a outros continentes está gerar preocupação nos mercados. 

De forma a evitar o contágio, as autoridades chinesas ordenaram que parassem as viagens a partir de Wuhan, onde vivem 11 milhões de cidadãos. Nos aeroportos de outros países do mundo estão a ser tomadas medidas de prevenção e os passageiros que viajem desde a China estão a ser alvos de triagem. 

Este facto prejudicou a prestação do setor do turismo na Europa, que agrupa operadoras de viagens e hóteis, que derrapou 1,83%. 

Por cá, o índice PSI-20 fechou a sessão desta quinta-feira, 23 de janeiro, a perder 0,55% para 5.234,74 pontos, com 12 cotadas em queda, cinco em alta e uma inalterada. Naquele que foi o quarto dia consecutivo a acumular perdas, a praça lisboeta recuou mesmo para a cotação mais baixa desde 10 de janeiro.

As ações da petrolífera Galp perderam 3,19% para os 14,10 euros na sessão desta quinta-feira, dia 23 de janeiro, o que representa a maior queda desde 2 de agosto do ano passado (quando caíram mais de 4%).
 

  

Juros da Zona Euro em queda
Os juros da dívida das maiores economias da Zona Euro seguem a negociar em queda na sessão de hoje, com os investidores a preferirem a segurança do mercado de dívida, como alternativa ao mercado de ações.

Os juros da dívida alemã com a maturidade de dez anos caem 4,8 pontos base para os -0,311% e os de Itália, com a mesma maturidade, derrapam 9,4 pontos base para os 1,250%. 

Por cá, os juros da dívida portuguesa acompanham a tendência e perdem 5,3 pontos base para os 0,392%.

 

Libra sofre com possível corte de juros do BoE. Euro cai
A moeda britânica desvaloriza 0,29% para os 1,310 dólares, numa altura em que se aproxima a reunião do Banco de Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). A pressionar a libra esterlina está a hipótese dos decisores do banco central britânico decidirem cortar as taxas de juro. 

O euro segue o mesmo cenário e deprecia 0,47% para 1,104 dólares.

 

Petróleo derrapa com subida recorde de "stocks" da gasolina
A Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) divulgou que os inventários de gasolina subiram 1,75 milhões de barris para os 260 milhões de barris, o que significa um novo recorde histórico. A subida nos "stocks" de gasolina ofuscou a queda de 405 mil barris nos inventários de petróleo. 

O Brent, negociado em Londres e que serve de referência para Portugal, já perdeu 3,10% para os 61,25 dólares por barril. O norte-americano WTI chegou a desvalorizar 3,47% para os 54,77 dólares por barril.


Como consequência, o setor de "Oil & Gas" foi penalizado na sessão de hoje e chegou a cair 1,47%.

Ouro sobe e paládio derrapa
O ouro aproveita os receios nos mercados de ações, gerados pelo vírus oriundo da China, para valorizar. O metal precioso, que é considerado um ativo de refúgio cuja procura aumenta em alturas de maior turbulência externa, valoriza 0,34% para os 1.564,12 dólares por onça. 

Já o paládio voltou às quedas, depois de ter atingido um máximo histórico no início desta semana, e perdeu 2,83% para os 2.407,08 dólares por onça. 




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