Mercados num minuto Fecho dos mercados: Expectativa de acordo em Washington e Londres eleva bolsas, moedas e petróleo

Fecho dos mercados: Expectativa de acordo em Washington e Londres eleva bolsas, moedas e petróleo

Um acordo para a saída ordeira do Reno Unido da Europa e outro para cessar as sanções comerciais entre Estados Unidos e China. Estes documentos tão esperados pelos investidores parecem estar bem encaminhados e os mercados respondem positivamente.
Fecho dos mercados: Expectativa de acordo em Washington e Londres eleva bolsas, moedas e petróleo
Ana Batalha Oliveira 10 de outubro de 2019 às 17:28

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,48% para 4.944,46 pontos

Stoxx 600 avançou 0,65% para os 382,76 pontos

S&P500 ganha 0,98% para 2.947,88 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos agravaram 6,6 pontos base para os 0,198%

Euro aprecia-se em 0,34% para os 1,1008 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,84% para os 58,81 dólares por barril


Europa volta a somar apoiada em acordos comerciais
 

O sentimento é positivo em ambos os lados do Atlãntico. As bolsas europeias e norte-americanas estiveram alinhadas no verde, sendo que o principal índice europeu, o Stoxx600, avançou 0,65% para os 382,76 pontos.

 

Os mercados estão otimistas depois de Trump ter confirmado que, durante a ronda de negociações comerciais entre Estados Unidos e China que têm lugar estes dois dias, vai estar com um dos mais altos representantes chineses, Liu He. As conversações tiveram início nesta quinta-feira e o encontro entre os dois altos-representantes de ambas as partes foi recebido com entusiasmo depois de várias notícias terem dado conta de que as reuniões de nível técnico não geraram progressos.

 

O presidente Trump alimentou, contudo, as incertezas ao questionar através da sua conta Twitter se estaria inclinado a firmar um acordo com a China, embora confirmasse a vontade do lado chinês para chegar a um entendimento.

Mais perto do coração da Europa, um outro acordo que tem enervado os investidores, o do Brexit, também parece mais bem encaminhado. O primeiro-ministro britânico reiterou a visão de que uma saída ordeira do bloco europeu seria o cenário mais desejável para todos os envolvidos e disse mesmo estar a visualizar possíveis formas de consenso nesta matéria.

 

Em Lisboa, o PSI-20 contou também a segunda sessão consecutiva a valorizar. O principal índice nacional avançou 0,48% para 4.944,46 pontos, com o BCP e a EDP Renováveis em destaque no verde.

 

Juros portugueses abaixo dos espanhóis há quatro sessões 

Os juros da dívida portuguesa mantêm-se abaixo dos juros espanhóis desde o início da semana, perfazendo quatro sessões consecutivas. Apesar de "ganhar" esta batalha, a dívida portuguesa nota esta quinta-feira um agravamento da taxa remuneratória, de 6,6 pontos base para os 0,198%. No caso de Espanha, a subida foi de 7,5 pontos base para os 0,223%, pelo que o prémio da dívida espanhola face à portuguesa está nos 2,5 pontos base. A referência da Europa, a Alemanha, mostra a mesma tendência, com a taxa remuneratória das obrigações a aumentar 7,9 pontos base para os -0,472%.

 

Libra soma com renovada esperança de soft Brexit

A moeda britânica segue esta quinta-feira a somar 0,47% para os 1,1176 euros, invertendo a trajetória de quebra que manteve nas últimas quarto sessões.

 

A libra vive um bom momento depois de ter sido divulgado um comunicado conjunto emitido pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o homólogo irlandês, Leo Varadkar. Este dizia que "ambos continuam a acreditar que um acordo é do interesse de todos e concordaram que conseguem ver um caminho para um possível acordo".

 

Fora do Reino Unido, o euro também mostra força, ao avançar 0,34% para os 1,1008 dólares.

 

Petróleo beneficia com OPEP e negociações comerciais 

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, segue com uma subida de 0,84% para os 58,81 dólares, somando a segunda sessão consecutiva de ganhos.

 

A impulsionar as cotações está não só o otimismo em relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que se encontram a decorrer, como também o reiterado compromisso da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em manter os preços elevados através do controlo da oferta. O cartel declarou que iria fazer "tudo o que fosse preciso" para evitar que o valor da matéria-prima voltasse a afundar.

 

Zinco é o "vencedor" em Londres 

O zinco é o metal que mais sobe na London Stock Exchange (LME), uma plataforma de referência para a negociação de metais industriais e preciosos. Este metal de base sobe 3,9% para os 2.380 dólares por tonelada, a maior subida no espaço de um mês. O zinco beneficia da perspetiva de que um acordo comercial entre a China e os Estados Unidos elimine, pelo menos, o risco de aplicação de novas tarifas sobre matérias-primas.  




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