Mercados num minuto Fecho dos mercados: "Impeachment" de Trump assusta bolsas. Paládio toca máximo histórico

Fecho dos mercados: "Impeachment" de Trump assusta bolsas. Paládio toca máximo histórico

O dia foi de perdas generalizadas nas principais praças europeias, sendo que a lisboeta não foi exceção. Em contraste, o paládio negoceia em máximos históricos.
Fecho dos mercados: "Impeachment" de Trump assusta bolsas. Paládio toca máximo histórico
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 resvalou 0,25% para os 5.148,63 pontos.

Stoxx 600 cedeu 0,26% para os 405,34 pontos

S&P 500 soma 0,03% para 3.136,86 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal avançou 0,2 pontos base para os 0,389% 

Euro sobe 0,27% para 1,1094 dólares

Petróleo valoriza 0,26% para 64,42 dólares por barril em Londres

Europa cai pela segunda sessão
 

O Stoxx600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas europeias, cedeu 0,26% para os 405,34 pontos, contando a segunda sessão consecutiva em queda.

Os investidores mostram cautela depois de revelados avanços no processo de "impeachment" de Trump. A maioria democrata na Câmara dos Representantes formalizou, esta terça-feira, as acusações de abuso de poder e obstrução ao Congresso contra o presidente dos Estados Unidos.

A impedir um maior pessimismo esteve a notícia da agência Dow Jones que dá conta de que Washington e Pequim deverão aceitar adiar a entrada em vigor de novas tarifas que estavam previstas para 15 de dezembro.


Em Lisboa, o PSI-20 não fugiu à tendência negativa europeia, pressionado sobretudo pela petrolífera Galp, que cedeu mais de 2%. O índice resvalou 0,25% para os 5.148,63 pontos.

 

Juros invertem alívio

Os juros da dívida a dez anos de Portugal agravaram 0,2 pontos base para os 0,389%, um movimento que marca uma inversão depois de duas sessões em queda.

Na Alemanha, a referência para a Europa, os juros para a mesma maturidade também subiram, em 1,2 pontos base para os -0,297%. Posto isto, o prémio entregue pela dívida portuguesa face à germânica colocou-se nos 68,6 pontos base.

Euro capitaliza boas notícias da economia alemã

A moeda única europeia segue a ganhar terreno face à nota verde, sustentada pelo facto de os investidores já não verem uma deterioração do "outlook" do crescimento na Alemanha. A ajudar esteve o anúncio feito esta terça-feira pelo instituto de investigação económica ZEW de que as expectativas económicas da Alemanha melhoraram em dezembro e registaram máximos desde fevereiro de 2018. O euro segue a somar 0,27% para 1,1094 dólares.

 

Também a libra segue a valorizar face à divisa norte-americana, continuando a beneficiar das sondagens que dão a vitória ao Partido Conservador, liderado pelo atual primeiro-ministro britânico Boris Johnson, uma vez que esse cenário evitará uma nova mudança política no país. A moeda britânica segue a somar 0,2% para 1,3174 dólares.  

 

Petróleo em alta à espera de queda das reservas americanas

As cotações do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais, com o crude em Nova Iorque a negociar em máximos de 12 semanas. A impulsionar a tendência está a perspetiva de uma redução dos stocks norte-americanos de crude na semana passada – e estes números serão conhecidos amanhã.

 

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em janeiro segue a somar 0,49% para 59,31 dólares por barril. Também o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – segue no verde, com os preços do contrato para entrega em fevereiro a valorizarem 0,26% para 64,42 dólares.

 

Paládio em máximos históricos com apuros na África do Sul

O paládio disparou para um recorde, ao superar os 1.900 dólares por onça, depois de as empresas mineiras sul-africanas terem parado as suas operações em resposta aos cortes de eletricidade no país. A África do Sul, que é a maior produtora de platina e a segunda maior fornecedora de paládio, está perante o sexto dia de apagões, com a "utility" estatal Eskom Holdings SOC a debater-se com falhas nas centrais e fortes chuvas que ensoparam o carvão usado como combustível.

 

O paládio atingiu um máximo de 1.903 dólares por onça esta terça-feira, no mercado a pronto em Londres. Os preços estão a subir há 13 sessões consecutivas, a mais longa série de ganhos desde meados de 2014. Ainda dentro dos metais preciosos, também a platina, ouro e prata seguem no verde.




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