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Fecho dos mercados: Jornada morna nas bolsas com investidores à espera de sinalização do BCE

As principais bolsas europeias negociaram em queda ligeira, com os investidores à espera de indicações sobre a política monetária do BCE. Libra cai com regresso do receio de um "hard Brexit".

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 20 de Janeiro de 2020 às 17:23
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Os mercados em números

PSI-20 recuou 0,08% para 5.303,81 pontos

Stoxx 600 desvalorizou 0,14% para 423,98 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 1,2 pontos base para 0,476%

Euro cede 0,12% para 1,1079 dólares

Petróleo ganha 0,40% para 65,11 dólares por barril em Londres

 

Bolsas no vermelho à espera de reunião do BCE

Depois de vários dias em que o otimismo predominou no Velho Continente, a generalidade das bolsas europeias fecharam em terreno negativo na primeira sessão desta semana, com as perdas dos setores do retalho e da banca a superarem a subida alcançada pelo setor automóvel.

 

Os investidores mostraram-se expectantes por novidades que possam sair da reunião do Banco Central Europeu que decorre na quinta-feira, aguardando por sinais quanto ao rumo da política monetária na Zona Euro. Os mercados denotam ainda expectativa quanto à divulgação de resultados por algumas das maiores empresas mundiais, da Netflix à Hyundai.

 

O índice de referência europeu Stoxx600 fechou a sessão desta segunda-feira, 20 de janeiro, a cair 0,14% para 423,98 pontos, na primeira queda após quatro subidas consecutivas. Já o lisboeta PSI-20 cedeu 0,08% para 5.303,81 pontos, pondo assim fim a um ciclo de sete dias seguidos a valorizar. As bolsas europeias acabaram também por ajustar dos fortes ganhos e alguns máximos registados nas últimas sessões, em especial devido ao otimismo gerado pelo acordo comercial parcial entre os Estados Unidos e a China.

Wall Street não negoceia esta segunda-feira em virtude de se festejar o feriado nacional em memória do ativista Martin Luther King. 

 

Juros portugueses aliviam após renovarem máximos

Os juros das dívidas públicas seguem a aliviar na área do euro. No caso de Portugal, a "yield" associada aos títulos soberanos a 10 anos retrocede 1,2 pontos base para 0,476%, isto após ter chegado a renovar máximos de julho de 2019 já atingidos na semana passada.

 

Também a taxa de juro correspondente às obrigações alemãs a 10 anos segue em queda, embora recue apenas ligeiros 0,2 pontos base para -0,219%. A tendência de descida é mais acentuada na negociação das obrigações de Espanha e Itália, cujas "yields" a 10 anos recuam respetivamente 1,7 e 1,4 pontos base para 0,440% e 1,358%.

 

Euro em mínimos de um mês e libra em queda com receio de "hard Brexit"

A moeda única europeia transaciona em queda, estando a perder 0,12% para 1,1079 dólares, o que coloca o euro no valor mais baixo contra a divisa norte-americana desde 25 de dezembro último. Por sua vez, o dólar aprecia face a um cabaz composto pelas principais moedas mundiais, estando a negociar em máximos de 24 de dezembro e a beneficiar dos dados robustos sobre a economia norte-americana conhecidos no final da semana passada.

 

Destaque ainda pela negativa para a libra esterlina que perde terreno pelo segundo dia consecutivo tanto contra o euro como face ao dólar. A desvalorização da moeda britânica acontece devido ao reavivar do receio quanto a um "hard Brexit" depois de o ministro britânico das Finanças ter afirmado que o Reino Unido não ficará alinhado com as regras europeias depois de consumado o Brexit.

 

Petróleo avança com quebras de produção na Líbia e Iraque

O preço do petróleo negoceia em alta nos mercados internacionais, estando mesmo próximo da cotação mais alta em mais de uma semana em Londres.

 

Na capital inglesa, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, ganha 0,40% para 65,11 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avança 0,10% para 58,60 dólares por barril.

 

A contribuir para a subida da matéria-prima estão as quebras registadas na produção petrolífera da Líbia e do Iraque, o que agravou a preocupação nos mercados quanto aos potenciais efeitos na oferta de crude provocados pela tensão geopolítica que se vive na região do oriente próximo e do Médio Oriente.


A produção libanesa recuou praticamente para metade depois de as forças armadas locais terem encerrado um dos principais oleodutos do país.

 

Ouro sobe pelo segundo dia

O preço do metal dourado cresce 0,24% para 1.560,99 dólares por onça, na segunda sessão seguida de ganhos para o ouro.

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