Mercados num minuto Fecho dos mercados: Juros portugueses a dez anos abaixo de 1,2%. Tensões comerciais penalizam bolsas

Fecho dos mercados: Juros portugueses a dez anos abaixo de 1,2%. Tensões comerciais penalizam bolsas

As bolsas europeias registaram quedas ligeiras, penalizadas por novas tensões comerciais entre os EUA e a UE, uma tendência a que Lisboa não escapou. Os juros portugueses renovaram mínimos e a libra valorizou.
Fecho dos mercados: Juros portugueses a dez anos abaixo de 1,2%. Tensões comerciais penalizam bolsas
EPA
Rafaela Burd Relvas 09 de abril de 2019 às 17:25
Os mercados em números
PSI-20 caiu 0,67% para 5.275,60 pontos
Stoxx600 recuou 0,47% para 385,68 pontos
S&P 500 perde 0,5% para 2.881,32 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviaram 2,8 pontos base para os 1,194%
Euro valoriza 0,13% para 1,1277 dólares
Petróleo deprecia 0,59% para 70,68 dólares por barril, em Londres

Bolsas europeias penalizadas por tensões comerciais
As principais praças europeias fecharam em queda esta terça-feira, 9 de abril, registando a segunda sessão consecutiva de perdas. A penalizar as bolsas está mais um episódio das tensões comerciais com os Estados Unidos. O presidente norte-americano ameaçou impor tarifas sobre 11 mil milhões de euros de bens importados da União Europeia, numa retaliação aos subsídios pagos pelo espaço comunitário à Airbus, rival europeia da norte-americana Boeing. Neste cenário, e numa altura em que os investidores continuam atentos às tensões entre os Estados Unidos e a China, o índice acionista de referência europeu, o Stoxx600, fechou a cair 0,47% para 385,68 pontos.

A impedir maiores quedas estiveram as ações do setor financeiro. Os maiores bancos estiveram a negociar em alta, na antecipação da reunião do Banco Central Europeu (BCE) marcada para quarta-feira, 10 de abril, onde se esperam novas pistas sobre o rumo da política monetária, ainda que não se antecipem novidades relevantes.

O PSI-20 não foi exceção e desvalorizou 0,67% para os 5.275,60 pontos, num dia que ficou marcado por quedas generalizadas na bolsa nacional. A EDP e o BCP, ambos a registarem perdas superiores a 1%, foram os que mais penalizaram o principal índice acionista português.

Juros portugueses renovaram mínimos
Os juros da dívida portuguesa renovaram mínimos de sempre nesta sessão e caíram mesmo abaixo da fasquia de 1,2%, ainda na sequência da decisão da agência DBRS, que, na sexta-feira, subiu a perspetiva para a dívida soberana de estável para positiva, abrindo caminho a uma melhoria do rating. A "yield" associada às obrigações portuguesas no prazo de referência aliviou 2,8 pontos base, para 1,194%.

O alívio dos juros da dívida fez-se sentir na generalidade dos países do euro. Na Alemanha, a queda foi de 1,7 pontos para -0,01%.

Libra sobe à boleia de May
A libra está a subir, numa altura em que se antecipa que Theresa May consiga garantir um prolongamento do prazo para o Brexit nos próximos dias. A data fixada para a saída sem acordo é 12 de abril, mas May reúne-se, esta terça-feira, com Angela Merkel e Emmanuel Macron para tentar que a data seja adiada para 30 de junho. A primeira-ministra britânica já esteve em Berlim, tendo seguido para Paris, na véspera do Conselho Europeu que tem o Brexit na agenda.

A chanceler alemã já afirmou, de acordo com a BBC, que o adiamento para o final do ano ou para o início de 2020 é uma possibilidade. Do lado dos franceses, também há abertura para um prolongamento do prazo, embora um ano seja considerado demasiado. Seja como for, o Eliseu comunicou já que "não está contra a construção de uma outra solução" para o Brexit.

Com os investidores animados com estas perspetivas, a libra valoriza 0,27% para 1,1563 euros. Face ao dólar, o euro somou a segunda sessão consecutiva de ganhos, ao valorizar 0,13% para os 1,1277 dólares.

Petróleo recua, mas segura máximos
O petróleo negociado nos mercados internacionais acabou por inverter a tendência de ganhos ligeiros que registou esta manhã, mas mantém-se em máximos de novembro, a beneficiar dos cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e do conflito entre a Líbia e o Irão, que ameaça reduzir ainda mais a oferta no mercado.

Também as expectativas de uma resolução do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China têm contribuído para o aumento da procura da matéria-prima, impulsionando os preços.

Apesar do cenário favorável, a sessão desta terça-feira ficou marcada por quedas ligeiras. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, perde 0,65% para 63,99 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, recua 0,59% para 70,68 dólares, que é, ainda assim, o valor mais elevado desde meados de novembro.

Ouro segue em alta
Com as novas tensões entre os Estados Unidos e a Europa a penalizarem as bolsas, os investidores refugiam-se no ouro, que negoceia em máximos de mais de uma semana. O metal precioso avança 0,61% para os 1.305,34 dólares.



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