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Fecho dos mercados: Libra dispara e juros portugueses continuam a afundar

As bolsas europeias fecharam a sessão em alta, a beneficiar de um possível adiar do Brexit - que fez disparar a libra - e do discurso do presidente da Fed, que reiterou a postura de "paciência" sobre a subida de juros nos EUA, ao mesmo tempo que salienta que a economia americana está "sólida".

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2019 às 17:24
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Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,21% para 5.163,89 pontos

Stoxx 600 avançou 0,39% para 373,64 pontos

S&P 500 ganha 0,12% para 2.799,34 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 3,4 pontos base para 1,432%

Euro sobe 0,13% para 1,1372 dólares

Petróleo avança 0,99% para 65,40 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias sobem Fed e Brexit

As bolsas europeias fecharam com ganhos, a beneficiar da abertura de Theresa May para adiar a saída do Reino Unido da União Europeia e das declarações do presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA.

 

Jerome Powell reiterou a postura paciente da Fed em relação à política monetária e salientou que a economia dos EUA está sólida, ainda que o ritmo de crescimento vá moderar. "A previsão para a economia dos EUA é positiva. Há sempre riscos", sendo que o "risco predominante para a nossa economia é o abrandamento da economia mundial", sublinhou o responsável.

 

Estas palavras voltaram a ter impacto nos ânimos dos investidores, que acabaram por elevar as bolsas. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, subiu 0,39%.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 subiu 0,21%, numa sessão em que a Galp Energia e a Altri subiram mais de 1% e em que a Sonae SGPS apreciou mais de 2%.

 

Juros portugueses continuam a renovar mínimos

As obrigações portuguesas continuam a atrair atenções, com os investidores a provocarem a descida contínua dos juros. A taxa implícita associada à dívida a 10 anos de Portugal está a descer 3,4 pontos base para 1,432%, tendo chegado a negociar nos 1,42%, algo nunca antes visto. Já a taxa associada à bund a 10 anos está a subir 0,9 pontos para 0,117%, evoluções que reduzem o prémio de risco de Portugal para 131,5 pontos base, o que corresponde ao valor mais baixo desde agosto de 2018.

 

Portugal continua assim a beneficiar da instabilidade em Espanha e Itália.

 

Libra dispara para máximos de quase dois anos contra o euro

A libra está a disparar, a refletir a expectativa em torno do adiar do Brexit. A moeda britânica está a subir 1% para 1,1643 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde maio de 2017.

 

Esta expectativa foi criada depois de Theresa May ter admitido, pela primeira vez, adiar a saída do Reino Unido da União Europeia, dando aos deputados três cenários possíveis: aprovam o acordo de saída já negociado com Bruxelas, adiam o Brexit ou há uma saída desordenada da União Europeia.

 

Petróleo alivia de forte queda

Os preços do petróleo registaram ontem quedas superiores a 3%, depois de o presidente dos EUA ter tecido críticas aos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). O dia hoje é de recuperação. O preço do barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a subir quase 1% para 65,40 dólares.

 

Ouro em queda ligeira
O ouro continua a negociar acima dos 1.300 dólares, mas está a registar uma descida ligeira, numa altura em que os investidores esperam por novidades em torno das negociações comerciais. Este metal precioso está a descer 0,13% para 1.325,91 dólares por onça.

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